domingo, 30 de dezembro de 2018

não viro vampiro

"As vezes faço o que quero
As vezes faço o que tenho que fazer"

"Nem sempre faço o que é melhor pra mim
Mas nunca faço o que eu não tô afim de fazer"

Chorão era o símbolo da rebeldia adolescente dos anos 90/00, mas o Gessinger era muito mais vida loka.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

olá

Acabei de ler uma notícia que está sendo planejada a criação de uma trilha de mais de 3 mil quilômetros ligando o RS ao RJ, passando por várias trilhas já existentes.

Se não fosse a questão do Brasil ser como é, eu meteria a cara pra rodar essa distância de bicicleta.

É o tipo de coisa que eu acho muito interessante, ficar afastado da civilização por uns 40 dias, passando vários perrengues e conhecendo lugares lindos.

Sempre tive essa vontade de ir nesses lugares com maior contato com a natureza, fazer esportes relacionados a isso (como rapel, MTBXC, mergulho, etc) e tal.

Duro é achar tempo, dinheiro (equipamentos são caros) e companhia.

Acho que vou botar isso como um objetivo de 2019, ir em pelo menos uma dessas paradas de turismo ecológico. Sozinho, provavelmente.



quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Eu me enrolei um pouco nessa última postagem.

É que eu estava pensando em uma coisa e acabou saindo outra. Acontece que quase tudo que tenho pensado entra numa discussão que acaba envolvendo metafísica vs realidade.

Daí eu sei do potencial ofensivo que isso pode ter e acabo enrolando ou não publicando (como uma postagem de uns dias atrás).

É isso.

pontos de vistas e pontos de fuga

Eu já tinha ouvido falar sobre o tal tsunami de dias atrás na Indonésia. Também me lembrei daquele de 2004 que matou mais de 300 mil pessoas. Este último, pelo que parece, foi bem menor e, até a última vez que vi, a contagem de mortos estava em cerca de 400.

Daí um canal que eu sigo postou um vídeo explicando esse fenômeno geológico que ocorreu, que não foi um maremoto como de costume e sim um deslizamento em uma ilha vulcânica.

O que chamou a atenção foi um vídeo divulgado de uma festa, que não tenho certeza do que, onde tinha uma banda tocando num palco e várias pessoas sentadas, batendo palmas, algumas andando e, repentinamente, um barulho forte de água e o palco cai (parece que a onda veio de trás) e todos começam a cair, até que cai a câmera. Foi tudo muito rápido e, até onde sei, muita gente dali morreu.

O vocalista da banda sobreviveu, os outros integrantes morreram. A esposa do vocalista está desaparecida.

Tudo bem, foi um "milagre" o cara ter sobrevivido, mas imagina como fica a vida desse cara agora? Deve ser um sofrimento incompreensível pra quem não está passando por isso.

Essas coisas me fazem pensar sobre vários aspectos da vida, sabe?

Será que damos valor pra o que realmente deveria ser valorizado? Será que não focamos demais em coisas que nem são tão importantes assim?

Não vamos ser atingidos por um tsunami (quer dizer, eu sonhei com isso uma vez), mas a nossa própria existência como raça está permanentemente por um fio. Como exemplo, tem certos tipos de meteoros que não dá pra ver até ele estar MUITO próximo da Terra (Júpiter é que nos protege deles, inclusive). E, diferente do que fez o Ben Affleck e o Bruce Willis, não dá nem tempo de pensar em fazer algo.

Então, será que estamos agindo de forma certa conosco e com aqueles próximos a nós? Se só nos restasse horas de vida, tudo teria valido a pena?

É muito mais profundo que isso.

Só precisamos de algum tempo pra pensar. Mas será que temos esse tempo?


domingo, 23 de dezembro de 2018

então eu mesmo o fiz

Eu escrevi um texto um pouco exaltado e deixei ele como rascunho.

Era um texto comentando um vídeo que um colega postou com algumas pessoas pessoas portadoras de daltonismo enxergando as cores pela primeira vez através de um óculos especial.

É que esse tipo de coisa me afeta mais do que o resto das pessoas por motivos óbvios. Eu fiquei muito feliz por elas e por ver que a luz do conhecimento está vencendo as trevas da ignorância humana.

Um dia...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

primeiramente

Eu comentei de postar umas fotos que tirei e tava pensando em jogar tudo no meu velho e bom Flickr.

Ainda não o fiz, nem tenho certeza se farei, mas lembrei de uma coisa: Há algum tempo atrás (2013, acabei de checar na data do arquivo) eu separei várias fotos em uma pasta no meu desktop chamada "fotos flickr". A idéia era fazer upload de todas essas fotos em um outro Flickr (que não sei nem se cheguei a criar) e colocar uma senha de acesso a ele (eu acho que tinha essa ferramenta, não tenho certeza) e passar o link e a senha pra meus amigos. Lá teriam várias fotos nossas, tanto antigas quanto recentes (da época, claro) que eu iria abastecendo conforme fôssemos tirando.

Era foto de nego vomitando, fantasiado, enfiado em latão de lixo...

"Num piscar de olhos a vida passa igual um vulto" - Coruja BC1

Caralho, que saudades de produzir esse tipo de conteúdo. Isso falando só do que era registrado em fotos.

(vamos "esquecer" o episódio em que saímos, num domingo, pra comemorar uma situação e uma certa pessoa do grupo bebeu tanto ao ponto de ser filmada falando muita merda e vomitando no canteiro da praça da prefeitura, uma pena esse vídeo ter sido apagado)

Eu ainda penso em criar esse Flickr, mas não posso usar todas as fotos porque, algum tempo depois de eu separar elas, dois do grupo resolveram ficar solteiros e agora já estão com outras.

Essa é uma dica valiosa que meio que viralizou esses dias, mas que eu sempre pensei sobre isso, o certo é tentar dar um migué e colocar o/a namorado/a nos cantos das fotos, pra facilitar cortar caso se separem depois, ou, na minha técnica que acho mais eficiente, tire duas fotos, uma com o/a namorado/a e a outra peça pra ele/ela tirar.

Meio escroto isso, né? Mas eu tenho aqui VÁRIAS fotos de dois "casais perfeitos forever" que não estão mais juntos e eu não posso postar mais. Sem contar as que tive que tirar do meu próprio Facebook a pedido das partes.

Mas esse não é o assunto da postagem. Finalizando, estou pensando em postar essa minha idéia no Facebook pra ver o mundo queimar.

O caso é: Quero criar o Flickr com as fotos já peneiradas, mas gostaria de continuar produzindo conteúdos pra postar lá. É meio difícil quando um dos indivíduos está morando há quase 4 mil km de distância, um virou um eremita, um eu não vejo há anos, um tem uma namorada que me olha com cara de assassinato (é um assunto que pretendo tratar outra hora), um virou um bolsominion e o último, que talvez seja eu nessa lista, simplesmente não tem mais saco pra lidar com eventos sociais.

Não, não quero arrumar amigos novos. Não existe fazer amizade na vida adulta.

Bom, vou sair pra ir no barbeiro.

digdin

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

how can I forget?

Meu cabelo começou a cachear novamente. Sempre que chega um certo comprimento ele faz isso, sorte que amanhã mesmo vou dar um jeito nisso.

Uma única vez na vida deixei meu cabelo ficar cacheado e eu devia ter uns 15 ou 16 anos, depois disso, nunca mais. Por sorte não há registro fotográfico disso e um dos meus objetivos de vida é não deixar ninguém me ver assim.

Não há nenhuma relevância nessas informações, mas como aqui eu escrevo o que eu quero...

Também chegou meu perfume novo, Polo Red. Parece ser bom, mas longe do melhor da casa (Polo Black). Sem contar que paguei MUITO barato nele e ainda veio com uma dessas bolsas pequenas que não vou chamar de nécessaire porque é um termo MUITO gay e ninguém ouvirá eu pronunciar essa palavra (já são duas coisas só nesse post, hein?).

Bom, parece que vai chover.

Vou jogar algo e dormir, fiquei 6 horas trabalhando nas minhas férias e isso me deixa um pouco frustrado, apesar de saber que foi pra ajudar alguém.

Bom, é isso.

Ah, estou com azia novamente. Now tell me something new.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

no meu caderno não tem nenhum recado

Aquele momento em que você lembra que, 14 anos atrás, você adorava desenhar figuras em estilo "tribal".

Foi interessante ter achado meu fichário antigo, tirei umas fotos e pretendo postar em algum lugar posteriormente.

Poderia fazer isso agora? Poderia. Vou fazer? Claro que não.

domingo, 16 de dezembro de 2018

peace

Vou postar aqui o resultado da minha limpeza de teclado porque achei engraçado a parte em negrito.

 "
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          bv

"

"Vem bb, mmmmmmmmmmm, bv"

Bebi ontem e hoje que to retardado.

PS: Não faço nem idéia de quem seja ou de onde saiu esse Nina Adana. Tampouco sei como isso foi parar aí. Pesquisei na internet e não retorna nada de relevante. Realmente, estou encucado com isso agora.

news

Fui beber e, estranhamente, parece que meu organismo não está mais aceitando bem bebidas alcoólicas.

Fiz uma caipirinha com morango e não desceu legal.

Da última vez que me senti assim fiquei 4 anos sem colocar uma gota de álcool na boca.

Enquanto isso...

Isso é deveras um problema, já que recentemente eu comprei 2 garrafas de Absolut (tenho mais uma na geladeira, então são 3).

De repente eu só não tava no clima. Vamos ver no dia 24.

sábado, 15 de dezembro de 2018

5

Eu não fiz o cachorro quente sem salsicha.

O espertão aqui, pra variar, esqueceu de comprar batata pra fazer o purê, além de eu ter chegado em casa muito cansado.

Talvez eu faça hoje, sem purê mesmo, pra acompanhar um vinho que comprei ontem que deve ser bem ruim pelo preço. Talvez eu tome vodka, mas não sei não.

Não consigo dormir direito nesse calor infernal.

Queria estar no Alaska.

Ou pelo menos em algum lugar menos quente.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

é algo imprevisível

Acabei de comer morango com ovomaltine e um pouquinho de leite condensado (não gosto muito, fica doce demais) enquanto assistia a mais um episódio de Chapolin.

Pessoas ficam querendo viajar nas férias, ir em praia pra voltar igual um porco a pururuca, ir em hotel fazenda pra voltar cheio de picada de mosquito, ir pra Europa pra voltar com alguma DST... Eles não sabem o que é vida de verdade.

Viver na excelência, é isso que estou fazendo.

Amanhã eu pretendo fazer cachorro quente sem salsicha, pra começar meu fim de semana com chave de ouro.

Isso mesmo, você não leu errado, sem salsicha.

Eu era uma pessoa que achava salsicha uma comida fácil e gostosa, mas alguns fatos - incluindo uma salsicha com gosto de jornal velho - me fizeram ter nojo dessa iguaria. Piorou quando fui pesquisar os ingredientes das salsichas comerciais mais conhecidas.

Porém, dizem que no Mercado Municipal de São Paulo tem umas salsichas artesanais feitas com carne boa, mas custam caro.

Tudo lá é caro.

Caralho, como eu não consigo manter uma linha de pensamento única hahahaha!

Por hora, enquanto não degusto a tal artesanal, vou incluir esse alimento em uma frase que já uso pra cebola, berinjela, ovo e legumes em geral: Salsicha boa é salsicha morta.

Ah, acabei lembrando de um cachorro quente que fiz uma vez que, no lugar da salsicha infernal, eu usei uma linguiça fina e enrolei ela com bacon. Ficou bom, mas pensa num bagulho que dá uma ressaca moral depois de comer (deve ser sensação igual quando um certo conhecido meu vai pra São José pra comer travestis hahahahahaha).

Aqui está o referido: https://www.instagram.com/p/sqX9yZyWRN/
(cachorro quente, não amigo, nem travesti)

Na receita original tinha cebola roxa picada, mas cebola boa é cebola morta.

Eu queria ter tirado uma foto do TANTO de gordura que esse bacon soltou, porque eu enrolei ele na linguiça (hehehe) e levei ao forno, eu quase não comi porque me deu um pouco de nojo.

Chega, vou dormir que amanhã (hoje) tenho que acordar antes das 15:30h.

xoxoxo

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Calma, ...

... vai passar.

Eu tinha uma imagem com a foto de uma pessoa passando roupa e essa frase.

Ela cairia bem agora hahahaha.

#

ACHEI!


Só podia passar mesmo, mas tô meio em dúvida.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

4

Você cai e arrebenta o joelho, estoura um ligamento e fica com uma dor crônica pro resto da vida, mas é suportável. Nível de dor: 3

Você se corta com um garrafa durante uma briga, fica uma ferida aberta horrível, que não fecha e não para de doer e pulsar, você vai precisar ir no médico e levar pontos e vai demorar pra cicatrizar, se você não tiver o azar de ter uma infecção e morrer. Nível de dor: 8

A diferença entre as duas situações está em 1 segundo , entrar ou não naquele bar? Se entrar, corte com garrafa, se não entrar, queda e joelho ferrado.

Como você escolheria isso?

Você está perto de um pequeno penhasco, encurralado por um lobo faminto. Se você tentar lutar contra o lobo, tem uma chance de 5% de sobreviver e 95% de chances de ser retalhado e sofrer igual um desgraçado. Também tem a opção de pular do penhasco, você não vai conseguir sair dali, definhando até morrer de fome e sede, exceto der a sorte de alguém aparecer pra te salvar.

Como você escolheria isso?

A vida adulta parece ser uma sequência de decisões como estas.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

vamos salvar o mundo, um a um

Essa noite consegui dormir um pouco.

Tive que fazer um "ritual", no entanto.

Quando terminei o que eu tinha que fazer (que não deu certo), desliguei o computador, deixei tudo no jeito, fui tomar banho e depois me deitei com a luz acesa. Como o banho me relaxa, costumo dormir mais facilmente, mas nem isso, ainda demorei quase uma hora pra pegar no sono e foi um sono leve.

Tentei atualizar meu Windows e nada feito, o Windows Upadate simplesmente não funciona. Estou ficando cada dia mais frustrado com meu PC. Mas é o que tá tendo, né?

Hoje cedo está um cheiro de abacaxi aqui no trabalho (estão fazendo suco) e eu lembrei que o meu perfume Black XS L'èxces foi descontinuado (ele tem cheiro de abacaxi em calda) e não consigo mais achar pra comprar, já que o meu acabou.

É, não é fácil.
Querido diário.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

3

Mais uma noite sem dormir. É uma merda você ficar deitado tentando se CONCENTRAR pra dormir e não conseguir. Cheguei num ponto que fiquei irritado e joguei o cobertor longe.

Agora eu fico com sono o dia todo e não consigo fazer o que tenho que fazer depois do trabalho.

Estou MESMO precisando dessas férias vindouras.

Ah, e como não poderia ser diferente, o software CAD que instalei não funcionou, está com um erro no VCREDIST e eu não consigo resolver, porque envolve uma DLL que não consigo excluir.

Sem contar que botei pra rodar um antivírus e ficou 10 FUCKING HORAS escaneando a porra toda, nessas horas que percebo a quantidade absurda de arquivos que tenho no meu PC.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

dias de hoje hoje hoje

Mais uma noite virado sem dormir.

Ainda bem que minhas "férias" estão chegando. Coloquei entre aspas porque eu vou ficar ocupado com outras coisas e nem poderei dar uns perdidos por aí.

Estou baixando outro software CAD porque só passei raiva essa madrugada tentando usar o SketchUp online.

E o que mais me deixa puto é que eu nem precisaria estar fazendo essas porcarias. Mas como é minha sina pagar pelas cagadas alheias... Se existe karma, eu devo ter sido um soldado de Hitler na outra vida, ou um dos kamikazes de Pearl Harbor..

Pff. Como se isso tudo fosse verdade.

Sempre quando alguém me falava dessas coisas de "vidas passadas" ou de "próximas vidas" eu ficava com a impressão de que a pessoa acreditava naquilo para se sentir mais reconfortado de alguma forma, pensar que as coisas ruins "desta vida" são consequências do que fez de errado em outras e que a "próxima" vai ser melhor. Eu os entendo, mas não compartilho da mesma crença.

Aliás, pelo andar da carruagem, eu estou cada vez mais distante de acredita em qualquer coisa do campo metafísico.

In another life...

2

É muito frustrante você não ter as ferramentas corretas pra realizar determinada tarefa.

Um dos meus objetivos de vida é ter um quarto de ferramentas iguais esses que você vê em alguns vídeos de americanos fazendo coisas em oficinas caseiras. Sempre que vejo uma promoção de chave de combinada com catraca da Gedore, ou uma belíssima furadeira Makita de 800W eu tenho vontade de comprar, mas aí lembro que ainda não tenho onde guardar.

Isso se estende pra ferramentas digitais também, no momento estou tentando desenhar uma peça em perspectiva isométrica e estou  tendo muitas dificuldades por usar o Paint, sendo que praticamente qualquer software de CAD você praticamente só insere os valores das cotas e consegue fazer tudo bonitinho e sem passar 2 horas por desenho.

"Ah, por que você não instala um software CAD então?"

Eu tentei. Mas quem disse que rodou?

A alternativa é comprar um papel reticulado e desenhar na mão mesmo, usando régua e compasso. Mas isso só amanhã.

Por enquanto eu vou tentar dar uma relaxada na mente, porque, do contrário, não consigo dormir.

Essa semana "promete".

domingo, 2 de dezembro de 2018

fantasmas

Hoje (ontem) aconteceu uma situação bem triste.

Eu presenciei uma pessoa próxima a mim ser "deixada de lado" por um amigo.

Encontrei com essa pessoa logo após o almoço, ela estava toda empolgada porque um amigo iria visitá-la pra tomarem uma cerveja e conversarem "O Jerisolvaldo disse que vai vir daqui uns 30 minutos pra gente beber uma brejinha" (nome fictício).

Só que o "amigo" não apareceu. Também não ligou.

Já contei uma situação triste dessa pessoa uma vez, envolvendo música, em outro blog e dessa vez ela estava bem triste.

Até pensei em me oferecer pra tomar uma cerveja junto (odeio cerveja, mas faria esse esforço), só que não seria a mesma coisa pra ela e ficaria parecendo que eu estava fazendo aquilo por pena (e não era o caso).

Quando você para pra observar as pessoas mais velhas, dá a impressão de que a vida não é nada muito além do que uma coleção de decepções e culpas, muitas vezes um peso que os cansa.

Mas eu não quero acreditar nisso, tem que haver algo além, tem que haver uma alternativa.

O dia começou e terminou chuvoso.
O dia estava lindo. As dores, mais vivas do que nunca.
Querido diário.

1

Mais um sábado que não consigo beber.

Não sei o que tá acontecendo, acho que vai fazer uns 2 meses já.

Mas tô falando de beber mesmo, até perder a consciência. Tá, nem tanto, mas perto disso.

A parte boa é que estou guardando as bebidas (e meu fígado) pro Natal e Ano Novo. Como eu havia dito antes, vai ser uma garrafa de vodka (Absolut Vanilla) no Natal e uma de whisky no Ano Novo. O mais engraçado vai ser que no primeiro vai ser acompanhado, no segundo, não. Vai ser triste.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

se o tempo

Eu deveria jogar na loteria com certa frequência, já que - aparentemente - tenho um certo "dom" pra prever as coisas.

Mas aí eu não sei se e um dom que tenho ou se as pessoas em geral são, na verdade, previsíveis demais.

Claro, nem sempre dá certo.


Mas, né?

Nunca se sabe. Ou se sabe e finge que não.

Ah, estou com problemas pra dormir nos horários certos. Começou com eu virando a madrugada do dia 14 pro dia 15 por conta de um evento no Tibia. Depois disso eu não consegui mais acertar meu sono. Antigamente essas variações eram comuns pra mim, mas a idade chega, não tem jeito hahahaha!

Eu chego em casa e já durmo, acordo lá pelas 22:30h e não consigo mais dormir.
Querido diário.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

AAAHH!!! Real Monsters

Se existisse uma máquina onde você poderia colocar uma data em que você tomou uma decisão e essa máquina te mostraria o que aconteceria se tivesse escolhido outra opção, você usaria?

Porque acho que uma das maiores causas de aflição pra quem sofre desse mal de carregar culpas do passado é justamente não saber como seria se optasse por algo diferente.

Por exemplo, eu sempre penso como seria se eu tivesse me mudado pra São Paulo no começo de 2005 pra trabalhar em uma empresa de TI. Mas eu não penso com remorso por não ter ido, apenas como curiosidade mesmo.

Estou usando essa situação como exemplo pelo seguinte: Se eu tivesse ido, isso não significa que algo hoje seria diferente do que é. Porque poderia não dar certo e eu acabaria voltando pra cá e o resto seria como é hoje mesmo ou talvez só mudasse algumas coisas pequenas.

Então, racionalmente falando, uma decisão diferente não garante que algo mudasse de verdade e nem que seria melhor. Muitas vezes eu, e tantas outras pessoas por aí, ficam remoendo por alguma decisão que PARECE ter sido errada, mas isso não implica que a outra opção fosse realmente melhor. Eu poderia ter levado um tiro em São Paulo (exagerando, pra ilustrar).

Quando você vive uma vida como a minha, você carrega muitos arrependimentos por decisões do passado, então pensar assim é bastante reconfortante e o que vale mesmo é o que vamos fazer com o dia de hoje, pensando no amanhã.

Tenho esperança que as coisas vão melhorar, mesmo com o quadro político caótico que teremos.
Querido diário.







quarta-feira, 28 de novembro de 2018

deftones é melhor que ramones

Tá, vamos raciocinar.

Nem é nada demais.

Mas achei bem curioso o "Querido diário" que voltei a usar sem querer aqui no blog.

Sigamos.

Bound, James Bound

Memórias falsas, reality check, foi diferente do que eu me lembrava.

Ao invés de me sentir bem, estou me sentindo MUITO pior.

A sensação é a seguinte: Tem uma mulher seminua na minha frente, eu estou amarrado em uma cadeira, ela tem um taco de baseball escrito "REALIDADE, FILHO DA PUTA!" e está batendo com ele na minha cara enquanto grita, repetidamente, "TODO CASTIGO PRA CORNO É POUCO!".

Ao redor, há pessoas rindo e dançando, cantarolando "Era só ter voltado mais tarde, era só ter voltado mais tarde, era só ter voltado mais tarde...".

Tá, talvez não fosse só isso.

E também não seria só isso que mudaria as coisas, já que o reality check mostrou que nada é tão simples.

Mas, custava?

Pelo menos agora essa sensação devastadora não estaria me consumindo.

Fico pensando qual será o próximo reality check que virá pra foder minha vida de vez.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

que vês?

"Minha dor de cabeça aumenta, mais um Dorflex
Cicatriza as emoções com pomada e fita durex"

 Estou pensando em fazer uma lasanha neste final de semana. Ou só um macarrão com carne moída e muito queijo.

Não sei o porquê de eu ter postado isso.

Ah, ontem tomei chuva duas vezes, indo pra academia e saindo também.
Ainda não estou 100% recuperado do estômago.

Foda.
Querido diário.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

raquete de rebater bomba

Quando você, as 2:30h da madrugada, resolve fazer batata frita (tá, foi na air fryer, mas enfim), pode significar duas coisas:
1- Você perdeu totalmente o controle da sua vida;
2- Você chegou em um nível alto de desprendimento social e não se importa mais com constructos sociais criados pela sociedade moderna.

A resposta pra isso depende de como cada um vê o mundo.

Algumas pessoas veem um mendigo e pensam que aquilo é o ápice da decadência humana. Já há os que os enxergam como pessoas livres.

Quem decide? Quem se importa?

Um dia de cada vez.
Querido diário.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

sem saco para títulos

Bom, pelo menos desta vez, eu coloquei os pés pra fora de casa na sexta-feira.

Basicamente foi ir no mercado, na farmácia e na academia. Como sai de casa na correria, fui de jejum mesmo (+ de 10 horas). Como eu já havia notado, há realmente uma queda no desempenho quando estou sem comer há mais de 4 horas, principalmente nos últimos exercícios, era como se o glicogênio dos músculos tivesse sido totalmente usado, por mais de uma vez eu achei que fosse desmaiar de exaustão. Quer dizer, vou torcer pra ser isso e não ser um problema no fígado.

Saí de lá e fui passar na farmácia ainda, resultado? Perdi o circular.

Resolvi subir até o ponto na praça da antiga prefeitura, no caminho notei vários jovens que vieram de fora pra um tipo de campeonato esportivo (vou discorrer sobre isso em outra oportunidade). Chegando ao meu destino, fiquei sentado esperando o circular. Tomei chuva, mas não muito.

Cheguei em casa e o resto foi como sempre.
Querido diário.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

estaca de pedra

Nós nos acostumamos com certas coisas de uma forma que, quando ficamos sem elas, parece que nos falta algo muito importante.

Eu, por exemplo, fico muito incomodado de sair de casa sem usar perfume. Me sinto como se estivesse saindo pelado praticamente hahahaha

Teve uma época que eu não saia de casa sem uma pulseira que eu tinha. Aliás, essa pulseira simplesmente desapareceu - junto com parte da minha dignidade - uma vez que fui num aniversário numa chácara. A parte alta dessa festa, que durou dois dias, foi um show de drag queens na noite do sábado. Realmente, foi um final de semana bem peculiar.

Outra coisa que também não saio sem é manteiga de cacau, é uma mania que nasceu devido a eu andar muito pelas madrugadas no frio. Hoje em dia não faço mais isso, mas mantive o costume.

---

Eu estava escrevendo isso e tinha gente falando na minha cabeça e saiu uns erros bizarros, mas já corrigi.

Tem um besouro enorme aqui no meu quarto, mas não sei onde ele está. Ele me atacou e sumiu, deve estar escondido esperando eu dormir pra voar bem na minha cara.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

ataque

Acho que falhas na comunicação interpessoal é um dos principais causadores de conflitos no mundo atual.

Ninguém tem paciência pra explicar seu ponto com detalhes. Por outro lado, ninguém quer ouvir o outro lado da história.

É como colocar duas pessoas, uma em cada lado de uma rua movimentada de SP e esperar que eles consigam se entender, sendo que mal podem se ouvir.

Complexo.

domingo, 28 de outubro de 2018

terça-feira, 23 de outubro de 2018

faz parte da história, está tocando na rádio

Vou compartilhar uma coisa aqui que me faz rir TODA VEZ.

Em meados de 2006, meus amigos e eu íamos em um show da banda Biquini Cavadão. Umas duas semanas antes o meu amigo Ripa começou a falar que ia comprar uma camiseta pra ir no show, da marca Puma, que ele tinha visto em uma loja qualquer por um preço baixo.

Ele falou dessa bosta de camiseta por quase duas semanas, até que, no dia antes do show, ele foi lá comprar.

Beleza, todos preparados, fomos para o evento.

Chegando lá, ele com a camiseta nova dele, quando, subitamente, entramos em uma crise de riso coletiva (menos o Ripa).

Na porra da camiseta dele, onde deveria estar escrito "Puma", estava escrito "Pum" e tinha o famigerado símbolo da Puma (que, obviamente, é um puma) soltando um peido.

Aquilo foi motivo de risos durante toda a noite. O Ripa não esboçou o menor sorriso, obviamente ele não tinha percebido antes.

Outro fato curioso foi que, tirando o Ripa, o resto de nós estávamos de laranja (sem ninguém ter combinado).

Há registros fotográficos disso.

Felizmente o único site que continha essa foto foi deletado (meu finado flogão), então a foto não existe na internet, só no meu computador.

Sempre darei risadas.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

plantas

Mais uma vez eu lembrei de um trecho de uma música do P.O.D. (Youth of the Nation) que diz: Who's to blame for the lives that tragedies claim? (A quem culpar pelas vidas que as tragédias tomam?).

Eu estava sentado perto de um mercado esperando uma pessoa, tinham dois caras do meu lado conversando, um deles tinha sotaque paulistano. Este estava contando uma história da infância dele, onde, resumidamente, o irmão mais novo dele - de 11 anos de idade - foi executado com uma paulada na testa e 20 tiros. Isso mesmo, 20 fucking tiros. Com 11 anos. Ele também disse que as mesmas pessoas que mataram o irmão iriam matar a família toda, motivo pelo qual eles fugiram da cidade dele e vieram aqui pro interior.

Não ouvi todo o papo - pois logo fui embora - pra saber os possíveis motivos pra esse absurdo, mas, na verdade, não importava. Nada justifica algo assim, era só uma criança. Me lembrou o caso daquela menina Vitória, que foi morta por "engano" por ter sido confundida com a irmã de um cara que devia dinheiro de drogas.

Que porra de mundo é esse?

A vida não vale nada mesmo, pelo que parece.

A moral da história é que sempre há uma história triste atrás de uma cara de mau.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

tudo certo, mas ao contrário - parte 2

Nossa percepção do mundo a nossa volta é bem mais complexa do que apenas os 5 sentidos (7, se você for um Cavaleiro de Ouro).

Muitas vezes percebemos as coisas antes que elas nos sejam ditas diretamente.

A maioria das pessoas chama isso de "intuição", os céticos, como eu, chamam de SUBCONSCIÊNCIA.

O tempo todo recebemos estímulos de todos os lados, não tem como termos consciência total de tudo que chega ao nosso cérebro.

O fato é: Mesmo assim, eles chegam. E ficam. Nossa mente, nosso subconsciente vai montando um tipo de quebra-cabeça tentando criar um sentido naquilo tudo. Muitas vezes dá certo, muitas vezes, não.

Vamos fazer um exercício mental. Pensemos em um casal. A mulher começa a sentir sua "intuição" lhe dizer que o marido está fazendo algo de errado. Ela fuça, bota gente pra seguir o cara e descobre que ele está traindo ela. "Minha intuição não falha! Eu sabia!".

Nesse ponto entra o viés de confirmação que dissertei sobre na parte 1.

Ela esquece das inúmeras vezes que a intuição dela não era nada, só lembra - das poucas - vezes que ela funcionou.

"""FUNCIONOU"""

Agora, o que provavelmente aconteceu: As pessoas tendem a ter um comportamento constante, mesmo que seja instável. Quando você convive muito com alguém, você consegue notar qualquer mudança comportamental, mesmo que mínima. Isso, quando entramos no quesito do subconsciente, é ainda mais forte. A mente acaba pegando essas pequenas variações e criando cenários onde elas façam sentido. Quanto mais "sinais" diferentes forem captados, mais realista é. De repente, o subconsciente manda um quadro já pintado pra parte consciente da sua mente e é este quadro que chamam de intuição. Como a mulher descobriu que o marido estava mesmo traindo ela, o viés de confirmação teve 100% de sucesso. Caso não descobrisse, ela esqueceria isso tudo em alguns dias.

No fim, foi o marido que contou pra mulher que ele estava sendo infiel. Sem metafísica, sem parapsicologia, sem nada de anormal. Apenas uma funcionalidade comum do cérebro.

Todos estamos sujeitos a isso.

Eu mesmo, neste exato momento, estou com "pressentimentos" sobre algumas situações da minha vida. Não sou médium (ninguém é), não vejo o futuro (ninguém vê), apenas é meu subconsciente me enviando um alerta.

Se ele é real ou não, o tempo dirá.

Enquanto isso, o negócio é tentar controlar com paliativos a ansiedade que vem crescendo em mim já há alguns meses.

Acho que é isso.

Enfim, não teve uma parte 3.

Não ainda.

In the end, it's all about how we see the world.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

tudo certo, mas ao contrário - parte 1

Eu vou dividir essa postagem em 2 ou 3 partes.

Inicialmente vou dar um background ao próximo post.

Onde eu trabalho existem muitas siriemas, que são pássaros de cerca de 1m de altura, bem magrelos, que voam bem pouco, mas correm bastante. Não sei no geral, mas as de lá não se preocupam muito de andar perto dos humanos, não raras vezes eu tive siriemas passando a menos de 2m de mim. Elas tem mania de subir nos carros, safadenhas.

Existe um mito de que o canto da siriema (que é bem alto e meio estridente) é presságio de chuva.

Ouvi muita gente falando isso por mais de 10 anos.

Diversas vezes ouvi pessoas dizendo "a siriema cantou o dia todo hoje, pode ver que vai chover" ou "olha aí, começou a chover, bem as siriemas cantaram".

Então entrou minha chatice congênita meu pensamento científico, comecei a me atentar se realmente chovia todas as vezes que elas cantavam.

Eu não fiz uma marcação contando, mas eu posso dizer que em mais da metade das vezes não chovia. Chegou época delas cantarem durante 5 dias seguidos da semana e nem uma nuvem aparecer.

Então, por que as pessoas fazem tal relação?

Isso se chama VIÉS DE CONFIRMAÇÃO. Basicamente, quando você acredita em algo, você busca meios de confirmar aquilo e ignora coisas que sejam um contraponto. As pessoas simplesmente não lembravam das vezes que as siriemas cantaram e não choveu, mas quando chovia - e elas tinham cantado - logo associavam. Muitas vezes, também, choveu sem elas terem dado um pio (literalmente).

Aqui tem um vídeo delas cantando

Aplicamos o viés de confirmação em muitas coisas na vida sem nem percebermos. Muitos, inclusive, em pensamentos preconceituosos ou generalistas.

É preciso ter cuidado com isso, principalmente pra não cometermos injustiças baseadas em nossas próprias crenças (não estou falando de religião).

Bom, é isso, vou ver se escrevo a parte 2.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

o zóista cuida dos zóio

Na quinta passada eu sai mais cedo do trabalho, fiz o que tinha que fazer no centro e cheguei em casa as 17:40h.

Saí de casa hoje as 7:40h pra trabalhar, ao chegar no trabalho eu me dei conta que eu não coloquei os pés pra fora de casa durante todo esse intervalo de tempo entre quinta e hoje.

Passei muito tempo deitado, pensando. Olhei uns vídeos antigos do Youtube que eu havia postado na minha timeline do Facebook. Mas o que eu mais fiz foi olhar umas imagens antigas de uma pasta minha. Devem ter sido cerca de 3500~4000 imagens no total. De todos os tipos possíveis, algumas bem pesadas (piadas preconceituosas, misóginas, xenofóbicas, etc).

Eu variei de passar mal de rir até quase chorar de tristeza com essas imagens. Tinha uma chamada "Dog" que é pesadíssima, também tem uma com ilustrações seguindo a música "Yesterday", dos The Beatles, que é de acabar com o caboclo.

As engraçadinhas eu postei no status do Whatsapp. Algumas. Nem eram as mais engraçadas.

A maioria delas eu peguei de fóruns (3 em específico) que frequentei entre agosto de 2012 e final de 2015.

"Conheci" pessoas de todos os tipos, briguei com elas, as ajudei, fui ajudado, dei e recebi conselhos. Aprendi muita coisa, ensinei também. Rimos e choramos juntos, brindamos sozinhos nos finais de ano. Destruímos vidas e fizemos boas ações. Presenciei crimes e conspirações serem criadas e desbancadas.

E sabe o mais curioso de tudo isso?

Eu não sei o nome de ninguém e ninguém sabe meu nome. O anonimato era uma lei.

Hoje em dia parei de frequentar tais lugares, já que a base de usuários mudou muito e não me sinto mais parte daquilo, mas foi uma parte importante da minha vida. Parte do que sou hoje é por ter frequentado aqueles recintos. Eles me fizeram ver que a diversidade é muito maior do que a mídia quer que acreditemos.

Eu sinto falta daquilo, por muito tempo foi o único lugar que me senti em casa. Mas o meu tempo passou.

Sempre serei grato por tudo que aprendi. Sem culpas, sem medos, sem amarras, sem arrependimentos. Aquilo sim era um verdadeiro Mural da Liberdade.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

a verdade não se curva

Fato da vida: Pagamos altos preços pelos erros dos outros. Talvez até mais altos que os dos nossos próprios erros.

Mas quem liga, não é mesmo?

O que interessa é viver a porra da vida.

Só que o futuro cobra e cobra cara. Cobra de nós e de quem está próximo.

"FODA-SE, EU SOU LIVRE E FAÇO QUE EU QUISER"

A conta vem, sempre vem. Com juros, correção monetária, taxa de câmbio, IOF e taxa de agiotagem.

Hoje seria um bom dia pra socar algumas faces.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

bolinhas

Até uns anos atrás, tinha uma piada replicada incessantemente quando o Corinthians era eliminado da Libertadores.

"O Corinthians na Libertadores é igual o seriado do Chaves: Você já viu várias vezes e já sabe o final, mas assiste porque é engraçado."

Até então esse timeco não tinha ganho tal campeonato nenhuma vez, hoje em dia a piada não faz mais sentido.

Mas parte da piada eu reaproveitei em certas situações - "É igual o seriado do Chaves: Você já viu várias vezes e já sabe o final, mas assiste porque é engraçado" - que tive que lidar ao longo dos anos.

Se trata, basicamente, da repetição que é a vida. De como quase tudo parece um grande deja vú. Do modo como as pessoas agem, repetindo os mesmos erros. E eu me incluo nisso.

"Did I ever tell you what the definition of insanity is? Insanity is doing the exact... same fucking thing... over and over again expecting... shit to change... That. Is. Crazy."

"Eu já te contei qual a definição de insanidade? Insanidade é fazer a exata... mesma merda de coisa... de novo e de novo esperando... que a merda do resultado mude... Isso. É. Loucura."

Existe um contraponto a todo isso, mais tarde eu escrevo sobre.

Vou resumir o contraponto: Tem uma frase atribuída a Bruce Lee que diz "Não temo o homem que treina mil chutes uma vez, temo o homem que treinar um chute mil vezes", isso significa, basicamente, que repetição não implica diretamente em burrice. Se você quer se aperfeiçoar em algo,você repete aquilo várias vezes, é o princípio da maioria das artes marciais.

 Então devemos saber diferenciar quando repetir a mesma coisa várias vezes é uma forma de melhorar naquilo e quando é apenas estupidez.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

notas 0

"O certo é o certo, na guerra ou na paz"
"O certo é o que prevalece, acha que os bico tão em choque porquê?"

O rap é o som da realidade.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

bolo de cenoura é o melhor bolo

"As consequências de nosso destino são resultados de nossas escolhas"

Eu dormi dois períodos entre ontem e hoje.

O primeiro foi das 19h até cerca de 0h. Depois das 5h até 7h.

Tive sonhos bem estranhos em ambos.

1- Foi uma mistura de cenários e situações, Parte se passou em uma casa no meio de um tipo de floresta que lembrava um pouco o bosque/horto aqui da cidade, eu e mais alguém estávamos na casa e tínhamos que ir na casa do meu pai que ficava na mesma floresta, mas tinha que passar por uns caminhos cheios de rampas, bem estranho. Outra parte se passou em uma construção grande com várias outras pessoas, éramos tipo um grupo de especialistas em algo e fomos até lá pra procurar alguma coisa. Não encontramos. Em certo ponto eu desci sozinho até o térreo do lugar a garagem tinha sido destruída por um furacão. Saí do lugar e, ao olhar na lateral do prédio, tinha uma pessoa vindo (que não reconheci), só sei que tive que sair correndo pra visar o resto do grupo. Subi alguns andares pra olhar por um telescópio.

2- Eu estava com meu primo em um prédio onde ele mora (no sonho), precisávamos ir até outro lugar e começamos a correr e entrar em vários buracos na parede pra chegar. Por fim, tínhamos que ir numa festa de casamento (não sei de quem, mas eu não podia faltar). Encontramos o pai do meu primo e meu primo sumiu, então eu tinha que voltar pro apartamento inicial, só que os buracos pareciam ter diminuído (ou eu engordei em segundos) e eu estava com medo de ficar entalado. Corta pra eu na minha sala de trabalho, meu PC fica de costas pra janela, eu ouço um barulho alto (como uma chuva bem forte), quando levanto e olho pela janela eu vejo tipo uma onda vindo, igual essas que vemos quando temo furacão nos EUA que arrastam casas. Eu tento fechar as janelas e não dá, saio correndo e a onda bate na janela, inunda tudo, mas ninguém se fere. Eu ajudo algumas pessoas (mulheres) a se levantarem (escorregaram), volto pra sala pra procurar minha carteira, está toda molhada e destruída. Fico desesperado quando penso como está minha família. Acordo.

Caralho, minha cabeça está funcionando de forma estranha. Ambos os sonhos envolviam lugares estranhos, situações confusas e catástrofes naturais.

Uma curiosidade: Hoje, trabalhando, eu ouvi um barulho bem semelhante ao do sonho, levantei e olhei pra fora e eram alguns funcionários descarregando extintores de incêndio para recarga.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

eu não queria mais voltar

Tem uma cena conhecida em filmes de ação/aventura em que alguma personagem está andando em uma caverna e, de repente, tem um pequeno deslizamento de terra que quase a mata. Após isso, aliviado, ele suspira. Neste momento, a caverna toda vem abaixo e soterra o caboclo.

Outra cena semelhante é quando a personagem está num avião e este cai, tendo só ele sobrevivido. Imaginando-se sortudo, esse pensamento logo vai embora quando ele percebe que caiu em uma ilha habitada por uma tribo de canibais.

O resumo da ópera: Tudo pode ficar pior.

Sabe aqueles dias que você teve uma chance e teve até a vontade de não ter ido a um determinado lugar, mas sua teimosia (já conhecida) te fez ir? E, então, você se depara com uma situação que seria análoga a alguém te bater na cara com um dormente de trilho de trem?


Isso foi ontem.

Cada dia que passa, penso mais e mais que a frase "a ignorância é uma bênção" é real.

Não falo de ignorância de conhecimento científico, por exemplo, falo do simples fato de você não saber algo que não precisaria saber.

Pior ainda quando esse algo é uma coisa que pode destruir vidas se for revelada.

Você se torna responsável também. (não estou falando de crimes)

Toda vez que penso nessa merda, eu só queria que fosse tudo um pesadelo, queria acordar.

"Let's try these nightmare vision goggles"
"Everything looks exactly the same"

sábado, 22 de setembro de 2018

qual é o peso da culpa que eu carrego nos braços?

Eu entendo completamente a existência de "gatilhos mentais" que trazem de volta certas coisas. Esse mecanismo é bastante usado e citado por quem estuda PNL (Programação Neurolinguística).

Nesse tipo de contexto os gatilhos são usados para, digamos, despertar um estado mental de autoconfiança e desinibição. Cada pessoa utiliza para um fim, alguns para perder inibição ao falar em público, outros para terem mais clareza nas decisões e tem até os virjão que pensam que isso vai ajudar eles a se darem bem com mulheres.

Só que a PNL não criou esse gatilhos, eles apenas utilizam de algo que já existe no nosso cérebro pra um fim específico.

Os tais gatilhos são aquelas coisas que te fazem lembrar de algo, como um perfume que, quando você sente, te lembra alguém que você gosta ou uma música que te faz relembrar seus amigos.

Só que tem o lado sombrio da coisa.

Por vezes o gatilho te traz lembranças ruins, coisas que você talvez até já tivesse "esquecido". Sempre lembro de um colega de trabalho que foi pego de refém em uma rebelião. Na ocasião ele ficou em uma cela junto com algumas mulheres (visitantes, parentes de presos). Ele foi libertado e tal, mas é um choque muito grande esse tipo de acontecimento, então ele ficou com um trauma. Haviam vários gatilhos que o faziam lembrar do ocorrido, um deles, que era o mais curioso, era sentir o cheiro de certo creme de cabelo. Aparentemente uma das visitas estava usando um creme de cabelo com cheiro muito característico e isso ficou marcado nele. Quando a esposa dele vai comprar um creme de cabelo, ele abre o pote e cheira antes, se o cheiro lembrar aquele daquela mulher do fatídico dia eles não compram. (a história é bem mais pesada que isso, mas não vou me estender)

Dito tudo isso, posso afirmar que, atualmente, parece que está ocorrendo um daqueles tiroteios dos filmes do Rambo na minha cabeça, de tanto gatilho sendo disparado hahahahaha (estou rindo, mas é de desespero)

Tem tanta coisa ativando tanto gatilho que, em seguida, ativa outro e outro... Quando eu vejo estou repassando minha vida toda na cabeça, tentando entender várias coisas que ficaram com um enorme ponto de interrogação na frente.

Conversando com duas pessoas sobre isso, notei que é algo comum, ao menos em homens. A raiz do problema passa por muitas variáveis, difícil mesmo de identificar com exatidão.

Uma das principais coisas é conseguir perdoar.

E eu não estou falando só de perdoar os outros, falo de conseguir me perdoar também. O perdão não é esquecer algo que te fizeram (ou que você se fez), é tirar das suas costas o peso de algo que você não deveria estar carregando.

Eu já perdoei muitas coisas na vida, mas teve um ponto crítico da minha história que eu perdi essa capacidade.

E eu nem vejo isso como uma questão religiosa ou transcendental, até porque não sou nem um pouco religioso, penso mais como uma forma de encarar a vida mais saudável, assim como seria praticar exercícios com regularidade e se alimentar bem.

Não tem como dizer que sou saudável se eu não consigo me libertar das mágoas.

Comecei a pensar sobre isso esses dias com o Yom Kipur que é o Dia do Perdão na cultura judaica. Não entrei em detalhes, mas parece que eles ficam 25 horas em jejum, fazendo orações, sem banho, sem usar aparelhos eletrônicos, sem sexo e sem nada que possa lhes trazer conforto. Aparentemente a idéia é causar sofrimento ao corpo para que a mente se liberte da raiva e outros sentimentos ruins, para que a pessoa possa pedir perdão pelos próprios erros e perdoar os erros dos outros.

É um ritual religioso, mas achei bonita a motivação.

Falar sobre essas coisas é bom, traz um certo alívio e nos faz refletir sobre se estamos exagerando, se estamos sendo justos ou se estamos sendo idiotas.

Aos poucos eu vou conseguindo. Eu preciso.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

a vida é um eco, mano

"Seus ideais valem mais pra você do que dinheiro ou fama"

Essa era uma daquelas "Frases de Hoje" do Orkut e era a que eu mais me identificava.

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Dormi bem cedo ontem e tive uns sonhos bizarros.

Estou com preguiça de escrever sobre.

Será um longo final de semana.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

ter sorte

Hoje é um belo dia pra enfiar a cara numa parede até atravessar do outro lado.

Não posso deixar esse tipo de sentimento me controlar, vou arrumar uma válvula de escape.

beat box do macaco

"And sometimes I get nervous
When I see an open door"

Ando tão nervoso ultimamente.

Estou realmente pensando em adentrar no estudo da filosofia estoica.

Ou vou voltar a beber padrão 2012.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

ninguém gosta de açaí de verdade

"God, the worst thing happened to me today
but I guess I don't care anymore!"

Engraçado, eu lembrei dessa música hoje (faz anos que não ouço, mas foi muito presente em uma fase da minha vida) e lembrei que eu tinha colocado ela na descrição dos meus personagens do Tibia. O que eu queria lembrar era o motivo de estar lá, com certeza não foi sem razão.

 Na outra parte da descrição está uma data que foi uma das vezes que parei de jogar. Lembro vagamente dessa época, mas a frase eu acredito que tenha sido colocado bem antes ou bem depois.

Não tem relação direta com isso, mas estou me sentido meio mal desde uns dias.

Sinto fome, mas não consigo comer direito. De ontem pra hoje eu estava com muita dor de cabeça. Estou dormindo mal já há mais de um mês.

Dois dos problemas são:
1- Overthinking
2- Me preocupar com coisas com as quais não tenho controle

Caralho, mano, se for pensar bem, tudo é meio que uma grande rede sináptica, ligando coisas lá de trás com coisas de agora.

Tudo são consequências.

Difícil é lidar com elas.

Eu não escolhi isso.

Talvez o pensamento estoico seja o caminho.

domingo, 16 de setembro de 2018

se tu lutas

"Lava o rosto nas águas sagradas da pia, nada como um dia após o outro dia"

É, não tem solução simples.

A verdade é que vai ser uma luta diária por muito tempo. Mas, e daí? Não vai ser a primeira e nem a última.

O importante é que estou focado em mudar, em não me render a esse tipo de pensamento.

A mudança vem de dentro.

sábado, 15 de setembro de 2018

yeah, lá vem eles pra matar o frango

"A confiança é uma mulher ingrata, que te beija e te abraça, te rouba e te mata" - Brown, Mano

Eu estava com essa música na cabeça hoje enquanto tomava banho.

De tarde eu encontrei um amigo e estávamos conversando sobre alguns acontecimentos da escola, do final da adolescência e da vida adulta.

Apesar de eu não reconhecer mais naquela pessoa o amigo de outrora, é inegável que tenhamos boas histórias juntos.

Um dos comentários que ele fez foi sobre uma pessoa que, na época em que éramos uns perdidos na vida (é exagero, eu sei), vivia falando mal da gente. Hoje esta pessoa está passando por situações complicadas com a própria família, basicamente vivendo o que ela dizia que iria acontecer conosco e não aconteceu.

Ele riu disso e perguntou o que eu achava.

Confesso que nem lembrava mais disso, dai eu me toquei que eu não havia guardado mágoa sobre aquilo e falei pra ele isso.

"Eu guardo, eu lembro de tudo que falavam da gente." - Ele respondeu.

Essa característica dele eu já havia notado antes, muitas vezes ele falou sobre coisas que outro amigo nosso tinha feito com ele (tipo, na cabeça dele, "roubado" uma garota que ele gostava).

Eu não quero ser assim. Não quero sentir raiva o tempo todo, não quero ficar sempre no limite entre o racional e o irracional.

Há sim, duas pessoas pelas quais eu guardo uma mágoa muito grande. Pessoas estas, que eu preferia nunca mais ver na minha frente e nem ficar sabendo nada sobre. Apesar disso, com certa frequência, eu as encontro pessoalmente ou alguém me fala algo sobre elas.

É tipo quando você tem um machucado na mão e fica toda hora batendo justo ele nas quinas.

Mas eu não sou assim, eu não quero me sentir assim.

Dá última vez que passei por algo semelhante, a amargura quase tomou conta de mim. Eu não quero que isso aconteça de novo.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

uma marreta, uma tesoura e um prego torto

O medo se traveste de racionalidade para nos enganar.

O sentimento de medo é uma proteção que, de tão importante, se manteve em nós mesmo depois de milhares de anos de evolução. Ele salvou a nossa vida várias vezes, bem como a vida de nossos ancestrais.

Imagine a cena: 150 mil anos atrás, dois exemplares da espécie humana (não vou lembrar qual vivia na época) estão em uma vasta savana no continente africano, quando, de trás de uns arbustos secos, saí um animal de cor amarelada, mostrando seus grandes dentes como se estivesse sorrindo, pouco maior que um cão de porte médio. Era uma hiena. Os dois humanos não sabem o que é aquilo, nunca viram antes tal criatura. Ambos são tomados pelo medo, já que o animal parecia agressivo, só que em um deles o medo é menor e ele resolve ir para cima do animal, vendo naquela ocasião uma oportunidade de conseguir um pouco de carne. O outro, por sua vez, foge e se esconde. O corajoso, portando uma primitiva lança com ponta de pedra, consegue ferir o animal, mas o que ele não contava é que haviam outros por perto. Em segundos, ele se viu cercado pelo restante do grupo, percebendo que o animal que ele havia ferido se tratava apenas de um exemplar muito jovem, já que os outros eram bem maiores e mais agressivos. O final da história todos já podem imaginar, o corajoso acabou virando alimento, enquanto o medroso teve mais uma chance.

Em uma outra situação, o corajoso poderia ter encontrado, ao invés de hienas, um cervo. Poderia ter matado o animal e conseguido alimento para si, enquanto o medroso poderia morrer de fome.

Então tudo é uma questão de equilíbrio.

Entretanto, é bastante difícil saber quando é o medo que fala e quando é, realmente, a razão.

Essa questão nos acompanha até hoje, quem nunca deixou de fazer algo porque parecia racionalmente certo, mas, depois de um tempo, percebeu que era apenas o medo?

Parece que o tempo é a melhor resposta pra questão, mas, infelizmente, pode acontecer de ser tarde demais.

Dilemas da humanidade. E, obviamente, eu não ficaria de fora disso. Life is a bitch.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

me dê um milhão de motivos

Quando toca uma música que você gosta no rádio é diferente de quando você bota ela pra tocar no Spotify ou outros players de música.

Tem uma sensação de satisfação atrelada a ouvir tal música no rádio, como se o radialista/operador de áudio soubesse que você gosta e faz isso pra você.

É uma bobeira, mas sempre tive essa sensação.

Sensação semelhante acontece quando você chega em algum ambiente e a música tá tocando. Pensamos "Nossa, que feliz coincidência".

Faz parte da lista de situações agradáveis da vida.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

a paz não brota no jardim com câmera e sensores

Este post não trata de ciência e sim de uma visão simplista sobre um assunto.

Eu vejo a nossa memória da mesma forma que vejo um HD de computador ou um baú cheio de fotos. As memórias vão sendo depositadas ali, mas chega um ponto em que as novas memórias acabam ocupando o espaço das mais antigas.

Uma pessoa que viaja muito, por exemplo, acaba tendo mais fotos do que alguém que só trabalha. E mais fotos também. Então é comum uma pessoa que viveu muitas experiências acabar não se lembrando de coisas bem do passado. É uma questão puramente funcional do nosso cérebro.

Tenho um amigo da mesma idade que eu, estudamos juntos muitos anos e nos conhecemos desde crianças, diversas vezes perguntei se ele lembrava de determinadas situações em que ambos estivemos e ele simplesmente não consegue se recordar.

Excluindo o caso das memórias falsas, que é bastante comum de ocorrer, eu me lembro de coisas de quando era criança, sei lá, até com uns 3 anos.

Isso não é exatamente uma vantagem, porque mostra que eu não vivi muitas experiências novas durante a vida. É como se meu baú estivesse quase vazio.

Isso acaba se somando a um sentimento de culpa por não ter vivido mais e a um desconforto por saber que o outro tem bem mais fotos no baú do que eu. É um sentimento escroto, mas ele existe e eu não posso ignorar.

(Relendo o texto, vejo que é bem fácil interpretar ele de forma errada, mas isso não é minha culpa)

Lá vou eu me afundar em questões filosóficas que possam me ajudar a processar isso tudo que estou sentindo agora.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

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De novo essa merda.

Ignorance is bliss.

quero pão caseiro

Imagina uma piscina bem grande e gelada.

Você está de frente com ela e é sua última chance de entrar.

É normal hesitar, já que a água está muito fria e o clima não está propício.

Entretanto, você sabe que você se acostumaria com a temperatura depois de uns 10 minutos. Mas seriam os 10 minutos mais longos da sua vida.

Entrar de pouquinho não adianta, é pior, o bagulho é pular de cabeça.

É sua última chance.

Vai pular dentro ou cair fora?

sábado, 1 de setembro de 2018

os morangos de hoje em dia parecem ter corante

Eu só queria ter um pouco de motivação pra fazer o que estou postergando há quase um mês.

Pior que, quanto mais eu procrastino, mais coisas acumulam.

Como diz na música A Certain Shade of Green, da Incubus, "remember, when you procrastinate, you choose last".

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

um puoco de ciência não faz mal a ninguém

Interessantes as coincidências da vida, ontem de madrugada eu estava pensando em algumas questões da Teoria da Evolução e como as pessoas entendem isso de forma errada. Discutindo (pacificamente, claro) com um colega de trabalho religioso, citei um fato científico que já é conhecido há alguns anos de que as GALINHAS são os parentes mais próximos (vivos) dos DINOSSAUROS e ele começou a rir, achando absurdo.

Pra ele, assim como pra maioria das pessoas, os répteis (como jacarés, lagartos) fazem mais sentido de serem parentes dos dinos. Isso realmente foi o pensamento da ciência até uns 15 anos atrás, quando foi comprovado pela análise das características físicas e genéticas dos fósseis que eles tinham muito mais em comum com as AVES do que com os RÉPTEIS.

O estudo cladístico é a base onde a Teoria da Evolução se apega e, desta forma, tem se comprovado cada dia mais concreta.

Mas já é um avanço um cara muito religioso ter a ciência de que os dinossauros não são uma invenção da Nova Ordem Mundial.

Também não é culpa dele não acreditar na relação dinossauros-aves, não foi isso que ele aprendeu na escola há 35 anos atrás.

A coincidência que citei foi que, enquanto ouvia o Programa Pânico na rádio, o Emílio disse que os povos que migraram da África para a Europa "ficaram mais brancos" porque não precisavam mais da proteção da melanina na pele, já que havia menos incidência de raios solares em seu novo habitat.

Acontece que essa teoria lamarckista (uso e desuso) não é aceita e não se encaixa na Teoria da Evolução descrita por Darwin.

Um exemplo esdrúxulo, mas eficiente, é o que um biólogo falou um dia em um podcast que ouço: Se a teoria lamarckista estivesse certa, as mulheres não nasceriam com hímen.

Voltando ao assunto do povo africano, o que provavelmente ocorreu é que já haviam pessoas de pele mais clara que migraram para a Europa, lá, pelas condições que a pele delas já as dava (como maior absorção de vitamina D) fez com que se reproduzissem mais e assim as características genéticas de cor da pele foram se repetindo, as reforçando. Também há a possibilidade de ter havido cruzamento com outras espécies de hominídios.

No fim das contas, não é a espécie que se adapta ao ambiente, o que acontece é que aquelas que já nascem com características que facilitem a sobrevivência e reprodução acabam tendo mais descendentes, enquanto os outros morrem sem procriar.

ADENDO:

A teoria formulado por Lamarck dizia, resumidamente, que as espécies eram modificadas pelo ambiente, por exemplo, o pescoço da girafa teria crescido pra ela poder comer as folhas mais altas das árvores. Só que, na verdade, o que houve é que os ancestrais das girafas que já nasceram com pescoços maiores foram os que sobreviveram, porque conseguiram se alimentar enquanto os outros, não.

Toda essa história de pessoas nascendo sem o dente do siso (ou até sem o apêndice) "porque esse dente não é mais relevante" é mito. Vamos pensar na Idade Média, onde as pessoas mal tomavam banho, não existia penicilina, qualquer infecção tinha um risco muito alto de matar. O dente do siso é um dente que dá problema até em quem tem boa higiene bucal, então, provavelmente, era muito mais comum as ocorrências de doenças bucais e as pessoas MORRIAM MESMO. Quem já nascia sem esses dentes tinha uma chance a menos de morrer, digamos. Conclui-se que pessoas sem os sisos tiveram mais tempo de vida e puderam se reproduzir melhor, mas não foi o suficiente para que todos os humanos atuais não nascessem mais com esse famigerado dente.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

açúcar, estamos indo pra baixo

Estava aqui ouvindo um programa de rádio chamado "Clássicos 88" e, junto com músicas dos anos 70 e 80, tocou uma música chamada Uptown Girl, interpretada pela boy band Westlife.

A música é mais antiga, de outro artista, mas ficou mais conhecida com esses caras.

Achei estranho, não faz sentido tocar essa música num programa chamado clássicos (no momento, está tocando Don't You Cry, do Guns), até que fui ver e a música foi gravada em 2000.

Fazem 18 fucking anos.

Quem nasceu em 2000 já está transando (até quem nasceu depois, na real).

Resumindo: A música é ruim e estou me sentindo velho.

(Lembrando que em 2000 eu já tinha 14 anos)

"Please remember that I never lied"

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

o que a raposa diz?

Sou meio que um refém da ansiedade desde muito jovem. Com ela veio, também, o que chamam de fobia social (não lembro o nome clínico disso).

Eu vario em períodos que fico mais normal e períodos que, se eu pudesse, não sairia de casa.

E eu sempre me lembro desta imagem:


O terceiro, o quinto e o sexto quadros são os mais "pesados" pra mim.

E eu tenho que ter em mente que ainda "está bom", pois a tendência das coisas é piorar por diversos motivos.

"A vida não é problema, é batalha, desafio, cada obstáculo é uma lição, eu anuncio!"

domingo, 26 de agosto de 2018

a cronologia da vida parece estar invertida

Comprei dois livros, chegaram ontem: O Senhor dos Anéis (volume único) e Crônicas de Gelo e Fogo (primeiro livro). Não sei o porquê de ter comprado, já que não vou ler. Eu tenho um Kindle Paperwhite há uns 2 anos e só li um livro nele.

Aqui embaixo da rack do PC tenho outros livros:
As Crônicas de Nárnia (volume único)
A Arte da Guerra
O Príncipe
O Livro dos Cinco Anéis
Apologia de Sócrates
A Teoria das Idéias
Poéticas e Tópicos I, II, III e IV
Guia do Mochileiro das Galáxias (os cinco livros)
 O Hobbit

Isso sem contar o tanto de livro digital no Kindle.

Mas eu não tenho mais vontade de ler, talvez eu deva doar esses livros.

O que eu queria mesmo era me aprofundar em filosofia, mas não tenho tempo, no momento preciso ler livros técnicos, por assim dizer. E nem isso estou conseguindo.

Não está sendo fácil.

sábado, 25 de agosto de 2018

chama o tum

"And our scars remind us that the past is real"

Estou pensando seriamente em tatuar essa frase. Mas como eu eu havia dito em outra oportunidade, tem uma chance bem grande de eu enjoar dela ou ela deixar de fazer sentido dentro de certos contextos.

Muita gente tem uma música/banda preferida por muito tempo, mas meus gostos são mais voláteis. Tirando os raps que entram em outra categoria, a música que eu mais gosto no momento é essa da banda Keane que postei esses dias. Essa da frase acima (Scars - Papa Roach) é uma música que eu não gostava muito quando conheci na adolescência, mas hoje eu gosto.

Essa frase também tem muita verdade, nossas cicatrizes nos lembram que o passado é real. Toda vez que olho no espelho eu me lembro que, aos 3~4 anos de idade eu fui derrubado e bati a cabeça na calçada, desmaiei e tomei pontos na testa, a cicatriz está até hoje perto do meu olho esquerdo. Uma outra cicatriz na lateral da barriga me lembra de quando cai de uma árvore em um terreno que, 20 minutos antes, tinha 3 rottweilers até babando de raiva (lembrar disso me dá calafrios até hoje, eu teria sido destroçado por aqueles bichos em questão de segundos).

Claro que não se tratam apena de cicatrizes físicas, as mentais também contam, talvez até mais.

 Você pode até esquecer algo de bom que alguém te fez, mas dificilmente vai esquecer quem te machucou ou te decepcionou. Deve ser algum mecanismo de defesa do cérebro.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

dilemas existenciais do novo milênio

Minhas últimas 6 músicas baixadas no Spotify falam muito do meu estado mental atual. Até do físico, talvez.

Eu queria poder ir dormir sem ter milhões de coisas pra me preocupar e acordar sem saber que o dia vai ser corrido e não vou ter tempo de fazer tudo que precisava. Daí sobra pro final de semana e eu acabo ficando o dia todo ocupado.

Se for me basear no semestre passado, eu tinha só umas 3 horas livres em cada dia do final de semana.

Falando em final de semana, já tem quase dois meses que estou tentando fechar um sábado na cachaça e não consigo. Sempre tem um contratempo e eu acabo nem bebendo nada. Meu estoque atual é 1/4 de garrafa de vodka comum, 1 garrafa de vodka "vanilla", 3 Skol Beats vermeia (igual o sangue dos meus inimigos) e uma garrafa de vinho tinto seco. Esses dias quase peguei uma garrafa de Jack Daniels.

Estou tão cansado...


quinta-feira, 23 de agosto de 2018

um pão de queijo e um chocolate

Eu exclui esse blog meio que sem querer ontem, mas faz parte.

Acabei de voltar da área externa de casa, eu fui lá fora pra espairecer um pouco e olhar a Lua, quando vejo uma bolinha avermelhada um pouco pro lado (imagina quantos anos luz não é esse "um pouco"), instalei um app de realidade aumentada no celular pra identificar com certeza e, como eu já desconfiava, é Marte.

Muito legal esse app, inclusive, ele mostra as constelações e até faz um desenho, igual quando os Cavaleiros de Athena usavam suas habilidades.

Também descobri que "minha cama está bem em cima da Ursa Maior" hahahaha!

Ainda pretendo investir alguns milhares de reais pra comprar equipamento de observação astronômica e astrofotografia.

A astronomia nos faz perceber que muitas coisas são relativas na nossa vida. A Lua, por exemplo, a noite ela é o corpo celeste mais brilhante do céu, mas, na verdade, ela não tem luz própria (tuchê, Paula Fernandes!), só reflete a luz do Sol. Algumas estrelas que vemos nem existem mais, se extinguiram a bilhões de anos, só que ainda não deu tempo da luz dela parar de chegar até aqui. Já outras estrelas nasceram e ainda não podemos ver, porque ainda não deu tempo da luz nos alcançar.

Tudo é muito vasto, infinito.

Somos seres insignificantes pro Universo, mas nos achamos especiais por algum motivo.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

crônica do nada

Muitas coisas que eu gostava me foram roubadas, de certa forma.

É complicado falar sobre isso, porque é difícil de entender e difícil de explicar.

Imagine que você goste muito de uma coisa, por exemplo, de ir num restaurante. Daí você arruma uma namorada e leva ela lá e ali se torna o lugar preferido dela também. Vocês terminam, mas agora toda vez que você vai nesse lugar você lembra dela ou até mesmo encontra ela lá, com outros caras, inclusive. Não adianta fingir indiferença, aquilo te afeta e não vai ser a mesma coisa, nunca mais. Mesmo que você seja teimoso e queira continuar indo "porque você quer que se foda", não tem jeito, tio, você perdeu, te roubaram aquilo.

Como eu disse, foi só um exemplo, isso pode acontecer de várias formas, com várias coisas. Uma pessoa que conheço perdeu o marido há um tempo atrás, hoje em dia ela não consegue mais comer sorvete de massa, porque, segundo ela, na semana antes de falecer, ele ficou insistindo pra irem tomar sorvete e ela não quis (estava com gripe). O ato de tomar sorvete foi roubado dela, não por uma pessoa e sim pela própria manifestação natural da vida.

Agora vou falar uma coisa polêmica: Em fotos de eventos importantes, como formaturas, aniversários, festas de Natal e Ano Novo, todos deveriam fazer duas versões das fotos em grupo, uma só com a família e amigos mesmo e uma com as namoradas(os)/esposas/maridos.

Quantas vezes não tive que cortar fotos com meus amigos porque aparecia alguma ex de alguém do grupo? Especialmente quando foram términos traumáticos (uma exceção que parece ter virado regra).

E não é que eu não acredite que as pessoas possam ficar muito tempo juntas (ou pra sempre), acontece que nunca sabemos o dia de amanhã, tem coisas que simplesmente não tem como controlar. Imagina perder a última foto em família com um familiar falecido porque tem alguém lá que você não consegue nem olhar na cara mais?

É meio frio, mas é a realidade. Quem nunca se deparou com situações assim é porque ainda vai se deparar.

#pas

terça-feira, 21 de agosto de 2018

e essa é sem refrão memo

E a música que postei ontem (hoje de madrugada, na verdade) está tocando NESTE EXATO MOMENTO na Jovem Pan.

Eu devia ter postado isso no TWITTER OFICIAL DO MURAL DA LIBERDADE, mas fiquei com preguiça de fazer login.


o estrondoso som dos pensamentos

Eu sou uma pessoa que ouve rádio, tenho isso comigo desde muito novo. Quando eu tinha 15~16 anos e trabalhava sozinho no escritório do meu tio durante a tarde, o rádio era meu companheiro. Não era a mesma coisa que colocar uma música de um CD (isso não faltava, já que meu tio vendia CD's), mas o fato do locutor estar ali, digamos, interagindo, me fazia sentir menos sozinho.

Mas esse não é o assunto (vou deixar pra falar sobre o rádio outra hora, talvez no outro blog).

Acontece que eu estava ouvindo rádio e tocou uma música que eu não conhecia até então, apesar de ter reconhecido a banda. O sotaque britânico meio puxado e a má sintonia do rádio me obrigaram a procurar a letra nas interwebs da vida.

Quão surpreso eu não fiquei ao me deparar com uma música tão suave e tão forte ao mesmo tempo. Era uma sensação estranha, como se, em determinados trechos, fosse meu ponto de vista sobre algumas situações e em outros fosse alguém apontando algo em mim, como uma discussão mesmo (pacífica).

Essa música está na minha cabeça há semanas.

Na verdade eu havia esquecido um pouco dela, mas recebi uma vídeo com uma outra música dessa mesma banda, só que interpretada por outra pessoa, e acabei lembrando.

Vou deixar aqui o vídeo e a letra, como de costume.

Keane - Everybody's Changing

You say you wander your own land
But when I think about it I don't see how you can
You're aching, you're breaking
And I can see the pain in your eyes
Says everybody's changing and I don't know why

So little time
Try to understand that I'm
Trying to make a move just to stay in the game
I'm trying to stay awake and remember my name
But everybody's changing and I don't feel the same

You're gone from here
Soon you will dissapear
Fading into beautiful light
Cos everybody's changing and I don't feel right

So little time
Try to understand that I'm
Trying to make a move just to stay in the game
I'm trying to stay awake and remember my name
But everybody's changing and I don't feel the same

(Instrumental Break)

So little time
Try to understand that I'm
Trying to make a move just to stay in the game
I'm trying to stay awake and remember my name
But everybody's changing and I don't feel the same
Oh, everybody's changing and I don't feel the same

----------------------

Tem uma outra versão do vídeo, mas eu achei essa mais legal, porque "everybody's changing".

Eu não vou dissertar sobre toda a letra, só sobre essa passagem:
"So little time
Try to understand that I'm
Trying to make a move just to stay in the game
I'm trying to stay awake and remember my name
But everybody's changing and I don't feel the same"

"Tão pouco tempo
Tente entender que eu estou
Tentando fazer uma jogada só pra me manter no jogo
Eu estou tentando me manter acordado e lembrar meu nome
Mas todos estão mudando e eu não sinto o mesmo"

Isso aí é como estou me sentindo nos últimos meses, como se eu estivesse tentando uma manobra desesperada só pra me manter no jogo (não um jogo em si, é uma metáfora), pra não ficar - mais - pra trás do que já estou e eu tenho pouco tempo pra isso. Enquanto isso, quero "lembrar meu nome", ou seja, não quero me esquecer de quem eu sou. No fim das contas, todo mundo está mudando (mesmo) e eu não sinto o mesmo, digo, não sinto que eu esteja mudando como eu planejei há dois anos atrás.

Eu sei, ficou confuso, mas qual texto meu não fica?

Estou me sentindo pressionado por mim mesmo, também faz parte do contexto da música, ao meu ver.

Tem um assunto derivado (aff) disso que quero tratar em breve. É sobre decisões, incertezas, caminhos e consequências. Era pra eu ter escrito no final de julho (eu havia planejado escrever dia 28 de julho), mas eu ainda não estava à vontade. Ainda não estou, inclusive, porque envolve o modo como eu me enxergo como ser humano.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

todos estão mudando e eu não sei o porquê

Tem sido um ano complicado.


É foda saber que algo que é uma grande barreira pra mim, pra outros, é algo comum.

Imagina um percurso de obstáculos, começando por pequenas pedras e evoluindo para tijolos, muretas, muros, paredões, paredões com espinhos, muralhas com dragões e lava vulcânica, montanhas de ácido com lâminas com terremotos e seres das histórias do Lovecraft, fígado acebolado e berinjela. Nesta sequência mesmo.

Daí tudo se repete, adicionando enxames de abelhas em todas as fases.

Vontade de "limpar o sangue na camisa e mandar se fuder" não falta (é uma referência bem específica), mas não ia ficar mais fácil assim.

Eu só queria saber a verdade.

domingo, 19 de agosto de 2018

se o mundo inteiro pudesse me ouvir

Eu, e todos os homens com um pouco de discernimento, viram, ao longo da vida, que muitos que se dão bem (em todos os sentidos) são os cafajestes, vagabundos e vigaristas. Se você é uma pessoa sem virtudes, qualquer coisinha boa que você faça já te torna um herói na visão da sociedade. Agora se você tenta manter uma atitude correta e justa a maior parte do tempo, ninguém te reconhece. Agora vai você fazer 1% do que esses "malucos" fazem de errado pra tu ver.

"O que adianta um milhão de acertos se só os erros repercute?" Escuta-me - Coruja BC1

Ainda, entretanto, nos resta a opção de não nos entregarmos a baixeza de nos nivelarmos por eles.

Claro, ninguém é bom 100% do tempo, somos humanos e acabamos errando com bastante frequência, mas isso é diferente de se tornar alguém ruim.

Resumindo, porque não quero me estender muito, eu poderia, agora, agir como um cafajeste e me aproveitar das situações, mas eu optei por manter minha consciência limpa.

Bom, estou um pouco confuso. Não com o modo de agir correto, mas com a situação como um todo.

Só o tempo dirá.


segunda-feira, 13 de agosto de 2018

a arte do improviso na confecção de lasanhas

As pessoas realmente não estão preparadas pra ouvir "não".

Trato isso como um tipo de micro experimento social. Agora mesmo, um colega entrou na sala perguntou se eu poderia ajudar em determinada tarefa, eu mandei um "não" bem seco, o cara até gaguejou. Claro que, me conhecendo, ele percebeu que eu estava brincando, mas o cérebro de todos sempre dá essas bugadas momentâneas.

O ponto negativo é que estou ficando com fama de grosso.

"No fun allowed"

Por isso não podemos ter coisas legais.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

você tem foto com todas as pessoas importantes na sua vida?

Entre sexta passada e hoje eu pensei tanta coisa pra escrever aqui, que acho que dariam umas 10 postagens daquelas bem longas.

Me peguei pensando até em como seria se o conceito de várias vidas do espiritismo fosse real e se, caso fosse, se as pessoas poderiam estar ligadas através de várias existências. Claro, logo depois voltei ao meu estado normal de ceticismo, onde a realidade é bem diferente desse mundinho colorido das novelas da Globo.

Também passei um tempo digerindo uma música do Silverchair (Miss You Love) e tentando entender o porquê de eu ter sempre interpretado ela de uma forma tão diferente do que a maioria das pessoas.

Entre estes e outros assuntos, me veio a lembrança de como eu estava lidando com a questão de eleições/política em 2014 e como eu estava bem mais interessado do que hoje. Eu realmente não gosto de ninguém que está aí, mas também não fui muito atrás pra saber, tenho procurado bem pouco sobre esse assunto.

Na real, a única coisa que estou procurando atualmente é ponto de equilíbrio mental. Está difícil.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

cada escolha uma renúncia

Lifehouse - Come Back Down

"I hope that you can find your way back
To the place where you belong"

Eu conheci essa música em 2006~2007 eu acho, sempre me senti bem ouvindo ela, a letra passa um sentimento de esperança que eu acho muito legal, especialmente nessa parte que colei acima.

Eu sei que mudei muito, eu mesmo me olho no espelho as vezes e não me reconheço (não me refiro a aparência), mas eu sei que, no fundo, sou o mesmo. A diferença é que fui moldado pela vida e pelo sofrimento hahahaha.

Eu ainda sou aquele cara que deita na cama e fica imaginando como seria ter os poderes do Homem-Aranha. Nossa essência não pode ser mudada.

terça-feira, 24 de julho de 2018

vudu é pra jacu

Eu tenho um pouco de preguiça de ouvir/ler a letra de algumas músicas que as pessoas me falam sobre. Por conta disso, aconteceram algumas vezes de eu não entender algo que queriam me dizer indiretamente.

Duas dessas situações foram emblemáticas pra mim, pois continham nuances que, talvez, teriam mudado grandemente o rumo de certas decisões que tomei na vida.

Uma delas eu havia notado há muitos anos já e a outra foi há alguns dias.

O curioso disso é que, colocando uma situação ao lado da outra e contextualizando com cada música, a primeira me levaria por um caminho e a segunda me levaria pro oposto.

Essa segunda eu levei uns bons dias pra conseguir saber contextualizar com os fatos, porque eu não lembrava de quando recebi. Tive que meditar fortemente sob efeito de ayahuasca pra ter a clareza necessária na minha mente que possibilitou encontrar a resposta. Ou eu usei o google.

Na real essas coisas não mudam nada (teriam mudado em suas respectivas épocas), apenas achei interessante comentar sobre.

Outro fato intrigante sobre minha busca relativa a segunda música: Eu acabei topando com várias coisas que botaram um sorriso no meu rosto. Entretanto, também ficou claro o tanto que errei nessa vida. Fazendo um balanço, o resultado me parece mais um equilíbrio de uma balança e isso me irrita um pouco porque não gosto de coisas ambíguas. Não que eu tenha um pensamento binário, longe disso, mas acho que me fiz entender.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

não tem título mesmo, deal with it

Tive uma idéia bosta, criar um Twitter.

Não vou linkar o blog no Twitter, já que a intenção do blog é outra.

Twitter

Vamos encarar apenas como um complemento.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

otimizar o tempo pra sobrar mais para os games

Estou pensando em mudar uma coisa aqui no blog. Quero começar a escrever coisas que possam ser lidas mais rapidamente, mais especificamente em 1 minuto. Muitas postagens já são assim, mas, por vezes, costumo me perder um pouco e o texto fica meio longo.

Tem uma outra coisa também, mas vou fazer uns testes antes.

nglg

terça-feira, 17 de julho de 2018

ruim foi a cobra

"In the shape of things to come
Too much poison come undone"

O que eu poderia procurar? Essa merda já está me incomodando. Eu tento dormir e fico pensando nisso, vou e fico pesquisando e não acho nada.

Por outro lado, essa minha curiosidade é meio infundada, já que tem uma chance bem grande de ser tudo uma grande mentira.

Não seria a primeira e nem a única.

domingo, 15 de julho de 2018

subliminarmente todos sabemos a verdade

Outro dos sonhos bizarros.

Estar em uma casa em um lugar desconhecido (se bem que o ambiente me lembrava algo, mas não vou entrar nesse mérito), muito longe de casa. Chega a hora de ir embora e eu começo a arrumar minha mala, só que eu havia deixado tudo espalhado pelo casa e comecei a procurar minhas coisas porque tinha pouco tempo (acho que era tipo uma pousada, então alguém iria entrar ali depois de mim) até a camareira chegar. Cada coisa que eu colocava na mala me fazia lembrar de algo que estava faltando "Onde eu deixei as cuecas?". Misturou um pouco de sonho com realidade, já que a mala e as coisas que eu estava me lembrando eram justamente as que levei da última vez que dormi em um hotel (acho que foi em maio, em São João).

Dali a pouco chega uma pessoa conhecida (mas que não sei quem é, curiosamente) pra entrar no meu lugar na casa e eu não tinha arrumado tudo. Deu uma confusão leve com a camareira e eu saí, só que no caminho eu notei que havia esquecido algumas coisas e fiquei meio que em desespero porque não poderia voltar.

Não sei se esse sonho tem algum significado - visto que  o medo e o fato de deixar/esquecer algo lá foi a parte ruim do sonho - ou se é apenas uma manifestação de uma característica minha de verificar várias vezes pra não esquecer minhas coisas nos lugares que vou.

Dessa última vez no hotel não tinha muita o que esquecer, era só um quarto e tava tudo no chão perto do armário, mas quando eu estava em uma chácara em uma outra cidade, onde fiquei 3 dias, eu verifiquei a casa toda e fiquei repassando o que eu tinha levado pra não esquecer nada. Acho que seria interessante começar a fazer um checklist dos meus pertences.

That's it.

sábado, 14 de julho de 2018

sei o que tem por trás, das mentiras das redes sociais

A constatação que citei anteriormente é: Eu perco o controle da minha vida quando estou de férias do trabalho.

Quando trabalho, consigo ir na academia, ir resolver minhas coisas no centro, estudar e até me socializar um pouco.

Quando estou de férias, eu durmo metade do dia e a outra metade eu passo comendo, jogando Tibia e assistindo séries. Chego a ficar 7 dias sem colocar os pés fora de casa.

Bom, não que isso me incomode, eu viveria recluso tranquilamente, mas creio que eu morreria bem prematuramente.

Tudo voltando mais ou menos ao normal, só aguardando dia 29 chegar.

Ah, eu realmente deveria arrumar um jeito de ganhar dinheiro com minhas previsões do futuro. Se tem retardado que paga alguém pra "ler a mão", fazer "mapa astral" e essas coisas de povo subdesenvolvido, por que eu não posso ganhar com minhas especulações que quase sempre estão certas? A diferença é que me baseio em fatos.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

melhor não ser critério do que ser critério de desempate

Cinco noites com pesadelos. Bastante variados, eu diria.

Eu fico me lembrando dos motivo de eu não compartilhar meus problemas com as pessoas, além daquele de não querer jogar meu fardo nas costas dos outros, há também que, no fim das contas, a pessoa só vai pensar "Ainda bem que não é comigo" e seguir a vida.

Bom, no momento, me resta a dúvida de se irei ou não trabalhar amanhã. Nunca pensei que isso voltaria a ser um problema pra mim.

ao som do ventilador, culpa e ansiedade

Quando estou pesquisando algo, tenho por costume ir só até a página 5. Isso se aplica a sites onde os resultados de buscas são separados por páginas. Desenvolvi essa "técnica" ao observar, ao longo dos anos, que se algo não está até a página 5, então não estará nas outras.

Mas tem... Certas coisas, que estão me fazendo ir bem mais longe nas buscas. Bem mais longe.

domingo, 8 de julho de 2018

aooo serjão berranteiro

Eu inventei a melhor batida de vodka do mundo e pau no seu cu se você não concorda.

É o seguinte:

- vodka
- uma bola de sorvete de creme
- uma bola de sorvete de chocolate
- um tantinho de leite condensado
- vodka
- ovomaltine
- vodka

Bate tudo no mixer (ou no seu rabo liquidificador) e manda ver.

Claro, tive que fazer 4 testes, o que implica em 4 doses generosas de vodka Absolut, mais um restinho do vinho do outro dia.

Estou tendo muito cuidado pra manter a boa ortografia digna de um lorde (eu).

Estou com o rosto amortecido. Cara, que saudades de sentir isso nos banheiros das festas que eu costumava ir. Tenho bem claro na minha mente, eu indo no banheiro, olhando no espelho, batendo com as mãos no rosto (igual naquele filme do Macóli Calque), não sentindo nada e dizendo "Caralhoooo, eu tô muito louco". Nunca precisei de muito mais que isso pra ficar bem chapado.

Mas hoje eu não tenho mais meus amigos por perto e tampouco vou em festas.

Como em toda ocasião em que estou bêbado, estou ouvindo altos sertanejos. Comecei com os de hoje em dia e concluí que é tudo uma bosta mesmo, agora to ouvindo os raiz.

Ah,  amanhã talvez me arrependa do tanto de stories do Whatsapp que fiz em vídeo.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

uma mente pautada por dilemas éticos e pães caseiros

É, não foi tão ruim quanto imaginei. Foi cansativo e tudo, mas já era de se esperar.

Só fiquei triste por não ter tido como ajudar quem estava lá comigo. Eu teria feito, se tivesse a oportunidade.

Bom, já era agora, vamos ver se consigo aproveitar um pouco o restinho dessas minhas "férias forçadas".

Eu tenho algumas constatações que formulei nas últimas duas semanas sobre minha vida, mas vou deixar pra discorrer sobre isso (ou não) em outra oportunidade.

Vamos.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

pão francês, na França, se chama apenas pão

"What happens when all your dreams are lying on the ground
Do you pick up the pieces all around?"

 Você já se sentiu idiota e envergonhado por ter acreditado em algo absurdo que alguém te disse? Pior ainda é saber que você acreditou porque gosta da pessoa.

Dai uma pessoa que te conhece há mais de 20 anos vem e, em minutos, te faz ver tanta coisa que sua percepção prejudicada não podia detectar. É nessa hora que você se sente um imbecil.

"Porra, você ainda está fazendo isso?"

Você pode mentir, mas de que adianta? A realidade não muda, bichão.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

e uma cara embriagada no espelho do banheiro

2018, você está de parabéns. Quase ultrapassando 2015 em escrotidão.

Eu nem ia escrever nada aqui até quinta/sexta, mas a ansiedade está me devorando por dentro.

Preciso ler umas coisas e ver uns vídeos e simplesmente não consigo. Mal consigo vir aqui e escrever.

Paliativos não são soluções, essa é a frase do dia.

Crianças, não cresçam.

grupo de whatsapp bom é grupo de whatsapp morto

Falei de playlists ontem, daí eu lembrei das minhas playlits antigas, bem antes da popularização do Spotify.

Abri algumas delas, a maioria das músicas não tocaram porque os arquivos estão no HD antigo que desativei, mas os nomes aparecem. Resolvi, então recriar uma delas no Spotify. Era a menor delas eu acho, 2h49m, com 39 músicas, só que acho que faltaram duas ou três músicas que não tem no Spotify.

Vou ver se recrio mais algumas, mas só depois de quinta, até lá tenho outras cosias pra me preocupar.

Sobre o conteúdo dessas playlists, elas dizem muito do que passava na minha cabeça na época (2007). Só pra citar três músicas: Placebo - Protect Me From What I Want, Anberlin - Paperthin Hymn e Nirvana - Heart-Shaped Box. Engraçado que nem sei quando tinha sido a última vez que ouvi essas músicas antes de reencontrar a lista (só a do Nirvana que devo ter ouvido em alguma lista qualquer do Spotify).

Memória é um bagulho louco mesmo, uma coisa puxa a outra, lembrei de umas músicas que tinha gravado em uma fita cassete e, também, de uns "podcasts" que eu e meus amigos fazíamos usando um microfone FM.

Acho que essa vai ser a última postagem aqui até o sexta (ou quinta, dependendo do que acontecer neste dia).

domingo, 1 de julho de 2018

o bêbado que não comete erros ortográficos graves

Bebi e fui ver o clipe, muito bom mesmo. Só que não bebi o suficiente, fui inventar de tomar vinho ao invés de vodka e comer pizza, no fim o vinho estava muito doce (começar a comprar vinho seco) e não consegui tomar a garrafa toda, só a metade.

Um fato: Essa música ficaria ótima de trilha sonora de uma noite de sexo, junto com uma das antigas do Infected Mushroom (Vicious Delicious, indicação de um amigo hahaha) e uma do The Weeknd (Call Out My Name).

Ouvido elas aqui, diria que seriam em pontos diferentes da playlist hahaha

Vamos pra parte bosta agora.

Fui abrir o vinho e a rolha saiu com tudo e voou vinho na minha cara, na minha roupa, no chão, na mesa, talvez até no teto. A pizza chegou, assei ela, fui cortar e mandaram com cebola (pedi sem), sorte que pedi dois sabores e o outro não tinha. Vim pro PC pra comer a pizza (queria ver mais uns episódios de Two and a Half Men), fui cortar a pizza e o prato virou, caiu batata palha na porra toda. Ah, agora estou com uma leve vontade de vomitar.

Falei sobre sexo e sobre vomitar no mesmo texto, full of win.

Aliás, essa música que citei do The Weeknd é melhor ver a versão remix, a normal é meio triste.

Nossa, acho que tô meio confuso.

 Eu lembrei de uns bagulho BIZARRO agora.

Ponderando aqui se eu vou terminar a garrafa de vinho ou deixar pra lá.

Pensou se essa fosse a minha maior preocupação atual? Caralho, eu resolveria isso fácil.

No fim do dia, eu vou dormir sozinho e acho isso ótimo. Mas, ah, como eu queria...

sábado, 30 de junho de 2018

cbty

https://www.youtube.com/watch?v=bpOSxM0rNPM

Sempre que ouço essa música, penso como seria legal ver esse clipe bêbado.

São os planos pra hoje.

1

Se eu tivesse uma internet minimamente decente, especialmente no quesito upload, eu faria vídeos ao invés de escrever aqui. Eu tenho essa vontade desde muito tempo.

Acho que vou até gravar alguns vídeos e deixar salvos, criar um - outro - canal e upar quando der. Eu não postaria o link no Facebook, porque eu não ia querer que ninguém de lá visse. Isso porque a maioria das pessoas simplesmente não sabe interpretar um texto, quem dirá entender a confusão dos meus pensamentos.


"Mas, hey, mãe! Por mais que a gente cresça, há sempre alguma coisa que a gente não consegue entender"

De 2016 pra cá, fiz várias coisas que eu estava postergando e pretendo fazer outras mais. Sabe, faz bem, mesmo que não dê certo.

Bom, pensando nisso, acho que vou ter que tirar algumas coisas das gavetas e de trás do guarda-roupas. Já vou tomar um anti-histamínico de antemão, porque poeira é mato.

Vamos ver cenas dos próximos capítulos.

Não precisa fazer sentido pra fazer sentido.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

GG

Eu prefiro ficar quieto do que envolver as pessoas nos meus problemas, eu sempre pensei assim. Muito disso vem de um raciocínio meio besta de não querer trazer mais problema pras pessoas.

O grande efeito colateral disso é que essas pessoas que eu tento "proteger" dos meus problemas, são as mesmas que chegam me apontando 30 dedos, me questionando dos porquês de coisas que eu não quero compartilhar.

Você só sabe quando uma situação é difícil quando você é o afetado por ela. E não adianta eu querer explicar (não quero), porque não tem como as pessoas entenderem algo que elas nunca vão passar.

Seria como um branco achar que sabe o que é ser negro em um país racista. Quer dizer, o branco pode até fazer um "black face de corpo todo", de uma forma que fique realmente parecendo um negro, ir pra algum lugar e sentir aquilo na pele. Mas, no final do dia, ele vai tirar a maquiagem e vai voltar a vida normal. Analogamente, seria a mesma diferença entre o medo que se sente assistindo um filme de terror e o medo de se morar em um lugar em guerra.

Voltando, essa noite foi uma dessas em que me questiono sobre se está valendo a pena me submeter a determinadas situações. Porque era eu lá, naquela sala, não era filho da puta nenhum que pensa que sabe alguma coisa da porra da minha vida. Quem passou por aquilo fui eu ontem, sou eu agora e serei eu amanhã. As opções eu não tive, só as consequências.

E, além disso, agora também tenho as dúvidas se vai valer a pena. E se isso se tornar algo insustentável daqui algum tempo?

Eu vou dormir com essa bosta de questionamento na cabeça, vou ficar mal com crise de ansiedade por mais uns dias, só depois que conseguirei ver tudo com mais clareza.

Talvez eu esteja sendo exigente demais comigo mesmo. Mas, ao mesmo tempo, penso que o que me levou a esse problema foi justamente não ter sido exigente o suficiente quando eu era mais jovem.

Bom, é isso.

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Só um adendo, eu estava assistindo um vídeo do Tavião, acabei me lembrando de um álbum do Korn que tenho aqui (acho que foi o primeiro CD que tive) e coloquei pra tocar. Cara, que foda. Quantos dias e noites ouvindo isso sozinho em casa e pulando igual um louco e gritando os refrões. Ah, que saudade de ter tão pouco pra me preocupar...

segunda-feira, 25 de junho de 2018

frdm fghtr

Sequer tive uma chance.

Sequer tive escolha.

"As coisas são assim e você tem que aprender a conviver com isso".

Pau no seu cu.

Ser livre é muito mais do que não estar preso, liberdade é ligada a nossa mente.

Apesar do mundo e das pessoas tentarem me manter preso, eu me sinto livre. Sou livre, inclusive, pra escolher ficar, pra não ir embora, pra não abandonar as pessoas, pra decidir não tomar um caminho, pra expressar o que eu sinto só se eu quiser, pra não aceitar menos, pra não fazer média pra agradar os outros se isso me deixar mal.

Ainda assim, eu queria ter tido uma chance, queria ter tido escolha.

Mas as coisas são assim e eu tenho que aprender a conviver com isso.

read it

"Slippin in my faith
Until I fall
You never returned that call
Woman, open the door
Don't let it stay
I want to breathe that fire again"

Não consigo lembrar o motivo dessa música ter se tornado tão significativa pra mim, mas lembro de quando isso aconteceu. Por algum motivo eu voltei lá e vivi tudo novamente.

Cheguei a esquecer dela por alguns anos, mas como muita coisa na minha vida, ela acabou voltando.

As vezes eu penso em meios de sair dessas porras de loopings temporais sádicos.

Quem deveria dar o primeiro passo? Eu já corri a maratona toda.

Can you read my mind?

domingo, 24 de junho de 2018

but not me

Estamos no inverno, mas a noite está bem quente.

Mais uma vez eu estava dentro de uma igreja, observando alguém próximo a mim se casando.

Cara, foi bonito mesmo. Ambos estavam realmente emocionados com aquilo, realmente era algo importante pra eles e eu fiquei feliz por vê-los felizes.

O padre "chamou a atenção" deles, pelo fato de terem demorado muito pra chegar aquele ponto. Foram 11 anos.

E eu lembro quando eles começaram a namorar, ela tinha 14 e ele 17. Eles estiveram lado a lado por diversas situações difíceis, muitos problemas, e todas essas coisas.

Eu admiro, em partes, pessoas como eles, que dividiram a vida juntos, mesmos sendo ainda jovens.

Digo "em partes" porque, no fundo, não consigo me identificar com isso.

Fui criado assistindo filmes e ouvindo histórias sobre pessoas que começaram a namorar ainda bem jovens (14~16 anos) e mantiveram isso pra sempre ou, mesmo que não tenha durado, a história ainda permaneceu.

Mas eu não vivi isso, eu não sei.

Eu até gostava de alguém, mas não era como se fosse amor, era outra coisa. Tinha uma pessoa que ia na porta da minha sala na escola pra me esperar sair, pra ir embora comigo e eu ODIAVA aquilo. Eu até gostava dela, mas eu me sentia constrangido, como se fosse algo errado. Caralho, que loucura, eu havia esquecido disso. Hoje em dia eu vejo essa pessoa vez ou outra e é como ver uma estranha.

Resumindo, a única coisa que passou perto de um "amor adolescente" eu fiz questão de de jogar pra escanteio. Mas eu não me arrependo disso não.

Eu tenho quase certeza que li um artigo sobre a importância de experiências do tipo na adolescência, sobre como elas formam adultos emocionalmente mais estruturados, mas não vou procurar isso agora. Porém, se for verdade, isso explica muita coisa sobre eu simplesmente não saber lidar com essas coisas.

Nem pra ser adolescente eu servi. Tenho mais pra falar sobre isso (apesar que acho que já falei anos atrás em outro lugar), mas não agora.

É uma droga de noite quente. Acho que vou tomar um banho.

sábado, 23 de junho de 2018

the matrix

Você já olhou pra uma situação na vida e pensou "É, essa bosta não tem solução."? Estou meio assim de uns dias pra cá. Todas as alternativas que tento criar, acabam sempre em um beco sem saída ou em algo inalcançável.

Esse tipo de coisa me faz pensar no quão bobas são certas preocupações menores que tenho.

Será que nós, humanos pensantes, sentimos a necessidade de ter algo pra nos tirar a paz? Se não tem algo realmente grave, criamos situações menores.

Lembra do Agent Smith dizendo pro Neo que quando implantaram uma Matrix onde todos eram felizes, milhares de pessoas morreram (no mundo real) por não ter problemas naquela realidade.

Posso compreender isso mais claramente hoje em dia.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Esqueci já

Corri aqui pra contar um sonho meio bizarro que tive.

Resumindo, porque acabei de perceber que já esqueci algumas partes, estávamos indo de carro de uma cidade pra outra, mas no meio do caminho tínhamos que ficar trocando de carro because of reasons, A estrada tinha umas marcações no acostamento que era onde você tinha que deixar um carro pra pegar outro. Também havia tipo uma cobertura (sombra) em certos ponto da pista.

Depois de alguns problemas na troca dos carros, chegamos em uma dessas lojas de conveniência grandes na beira da estrada e fomos no banheiro. Era um lugar bem grande, as pinhas tinham 6 sabonetes em volta delas (???) e tinha um cara que vinha fechando as torneiras no caso de você demorar pra fechar (será que nunca viram as torneiras automáticas?). Se não estou viajando muito, acho que tinha um balcão de bar também, com um cara vendendo bebidas.

Depois fomos pra um outro lugar que parecia um puteiro, cheio de luzes coloridas e gente se esfregando. Pensando bem, talvez fosse apenas uma festa de jovens de hoje.

A merda é que as partes mais estranhas eu já não lembro mais. Também não lembro quem estava comigo. Acho que tinha um colega da época da escola e um amigo que não vejo há 5 anos.

Falando nele (nesse amigo), ontem a noite eu estava dando um perdido no bairro e passei perto da casa da mãe dele. Como a vida muda rápido, uma hora daquela, 5 anos atrás, eu estaria ali por perto também, mas indo chamar ele pra ficarmos falando bobagem até tarde.

Posteriormente vou escrever um texto meio ácido sobre as tristezas do homem, mas hoje não estou com cabeça pra isso.

Ah, fui ver o blog ontem e notei que as letras estão muito pequenas e ruim pra ler, acho que vou mudar o esquema de cores e alterar a fonte.