Este post não trata de ciência e sim de uma visão simplista sobre um assunto.
Eu vejo a nossa memória da mesma forma que vejo um HD de computador ou um baú cheio de fotos. As memórias vão sendo depositadas ali, mas chega um ponto em que as novas memórias acabam ocupando o espaço das mais antigas.
Uma pessoa que viaja muito, por exemplo, acaba tendo mais fotos do que alguém que só trabalha. E mais fotos também. Então é comum uma pessoa que viveu muitas experiências acabar não se lembrando de coisas bem do passado. É uma questão puramente funcional do nosso cérebro.
Tenho um amigo da mesma idade que eu, estudamos juntos muitos anos e nos conhecemos desde crianças, diversas vezes perguntei se ele lembrava de determinadas situações em que ambos estivemos e ele simplesmente não consegue se recordar.
Excluindo o caso das memórias falsas, que é bastante comum de ocorrer, eu me lembro de coisas de quando era criança, sei lá, até com uns 3 anos.
Isso não é exatamente uma vantagem, porque mostra que eu não vivi muitas experiências novas durante a vida. É como se meu baú estivesse quase vazio.
Isso acaba se somando a um sentimento de culpa por não ter vivido mais e a um desconforto por saber que o outro tem bem mais fotos no baú do que eu. É um sentimento escroto, mas ele existe e eu não posso ignorar.
(Relendo o texto, vejo que é bem fácil interpretar ele de forma errada, mas isso não é minha culpa)
Lá vou eu me afundar em questões filosóficas que possam me ajudar a processar isso tudo que estou sentindo agora.
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