Levei quase 30 anos pra entender o significado de uma música.
Mas
isso deve ser normal, com o passar dos anos vamos criando maturidade e
experiência e isso nos leva a interpretar as coisas de formas divergente
do que num primeiro contato, sendo este na juventude/adolescência.
Por
isso que alguns livros, filmes e músicas temos que ler/assistir/ouvir
várias vezes durante a vida. Outros é melhor não, pra não perder a
"graça", tipo algumas comédias de Sessão da Tarde.
Talvez
isso até se aplique a pessoas, é bem comum a visão que temos de alguém
mudar ao decorrer dos anos. Até de nós mesmos, sendo, inclusive, uma das
que mais mudam.
Ah, essa é a última postagem deste blog.
terça-feira, 6 de agosto de 2019
segunda-feira, 5 de agosto de 2019
domingo, 4 de agosto de 2019
Um semestre
A vida não era fácil, o curso era chato, mas a companhia era agradável. Foi a única época da vida em que eu realmente gostava de ir pra escola.
Eu raramente levava o caderno, só levava uma caneta no bolso. Uma vez uma professora me questionou sobre isso e eu disse que meu caderno tinha caído no bueiro. Evidentemente era mentira. Aliás, essa professora adorava a gente. Todos, na verdade.
Eram vários personagens engraçados naquela sala. A menina que não bebia água, o punheteiro, a cruz pesada, a moça "que não estava acostumada a pular a cerca", o "massacre da serra elétrica", a roqueira do funk...
E nós, o "Trio Al-Qaeda".
Aquilo já começo com potencial, algo que só eu sei. Mas não foi, nem de perto, o ponto alto.
Eu tinha 97% de presença, isso já diz muito.
Eu não copiava nada da lousa, mas sabia tudo, ao ponto de só tirar boas notas e de ser o cara que fazia os trabalhos em grupo do trio. O outro era quem trabalhava na época e quem comprava as bebidas (ótimas histórias com isso, inclusive) e o terceiro era quem levava o discman que ouvíamos de forma escamoteada durante as aulas.
"Vocês estão ouvindo música?"
*Sei que é comigo, mas olho pra trás, mesmo sabendo que não tem ninguém*
"Vocês dois mesmo, não adianta disfarçar."
"Tamo não, fessora!" (gritando, porque estávamos de fone)
Uma história de bebidas:
"Oi, moça, será que você pode levar esse corote na sua mochila e nos entregar dentro da escola?"
"Posso sim, mas eu quero uma dose."
Nesse dia a "massacre da serra elétrica" quase ferrou nosso esquema. Era um chá de bebê, dentro da escola e nós bebendo corote com guaraná. E não era esses corotes homoafetivos com sabor, era corote raiz, daqueles com 40% de teor alcoólico.
Também teve a vez que bebemos cachaça destilada na hora pelo pessoal do outro curso.
A trincheira, a bolinha de papel inconveniente, o "patrão com benefícios", a chave de ligar computador, o martelinho, a câmera...
Estranho, o trabalho sobre CIPA, no auditório, eu lembro que fiz ele inteiro sozinho, mas não lembro se eu apresentei. Provavelmente não.
O erro que cometi foi ter largado o curso por ter começado a trabalhar, até hoje não sei porque fiz isso. Se seis meses foram tão marcantes, imagina como seria um ano e meio.
Nós três paramos, na verdade.
Um ano depois eles voltaram e eu fui no primeiro dia, entrei na sala e fingi que tinha reaberto a matrícula, mas, obviamente, já era outra turma. Na hora do intervalo eu fui embora e eles ficaram. Nunca mais pisei naquela escola, exceto pra alguns concursos.
Mal sabia eu o que me esperava naquele ano. Mal sabia eu que teria sido melhor ter ficado. Tanta da primeira vez quanto desta outra.
Daquela época só sobrou o conhecimento e as lembranças.
O trio? Não existe mais. Mas viverá pra sempre em nossa memória. Ou, ao menos, na minha.
Eu raramente levava o caderno, só levava uma caneta no bolso. Uma vez uma professora me questionou sobre isso e eu disse que meu caderno tinha caído no bueiro. Evidentemente era mentira. Aliás, essa professora adorava a gente. Todos, na verdade.
Eram vários personagens engraçados naquela sala. A menina que não bebia água, o punheteiro, a cruz pesada, a moça "que não estava acostumada a pular a cerca", o "massacre da serra elétrica", a roqueira do funk...
E nós, o "Trio Al-Qaeda".
Aquilo já começo com potencial, algo que só eu sei. Mas não foi, nem de perto, o ponto alto.
Eu tinha 97% de presença, isso já diz muito.
Eu não copiava nada da lousa, mas sabia tudo, ao ponto de só tirar boas notas e de ser o cara que fazia os trabalhos em grupo do trio. O outro era quem trabalhava na época e quem comprava as bebidas (ótimas histórias com isso, inclusive) e o terceiro era quem levava o discman que ouvíamos de forma escamoteada durante as aulas.
"Vocês estão ouvindo música?"
*Sei que é comigo, mas olho pra trás, mesmo sabendo que não tem ninguém*
"Vocês dois mesmo, não adianta disfarçar."
"Tamo não, fessora!" (gritando, porque estávamos de fone)
Uma história de bebidas:
"Oi, moça, será que você pode levar esse corote na sua mochila e nos entregar dentro da escola?"
"Posso sim, mas eu quero uma dose."
Nesse dia a "massacre da serra elétrica" quase ferrou nosso esquema. Era um chá de bebê, dentro da escola e nós bebendo corote com guaraná. E não era esses corotes homoafetivos com sabor, era corote raiz, daqueles com 40% de teor alcoólico.
Também teve a vez que bebemos cachaça destilada na hora pelo pessoal do outro curso.
A trincheira, a bolinha de papel inconveniente, o "patrão com benefícios", a chave de ligar computador, o martelinho, a câmera...
Estranho, o trabalho sobre CIPA, no auditório, eu lembro que fiz ele inteiro sozinho, mas não lembro se eu apresentei. Provavelmente não.
O erro que cometi foi ter largado o curso por ter começado a trabalhar, até hoje não sei porque fiz isso. Se seis meses foram tão marcantes, imagina como seria um ano e meio.
Nós três paramos, na verdade.
Um ano depois eles voltaram e eu fui no primeiro dia, entrei na sala e fingi que tinha reaberto a matrícula, mas, obviamente, já era outra turma. Na hora do intervalo eu fui embora e eles ficaram. Nunca mais pisei naquela escola, exceto pra alguns concursos.
Mal sabia eu o que me esperava naquele ano. Mal sabia eu que teria sido melhor ter ficado. Tanta da primeira vez quanto desta outra.
Daquela época só sobrou o conhecimento e as lembranças.
O trio? Não existe mais. Mas viverá pra sempre em nossa memória. Ou, ao menos, na minha.
sábado, 3 de agosto de 2019
Sabadão, esfriando, preguiça e nóis tá como?
https://www.youtube.com/watch?v=Zwq-SOZwu7E
E todo céu vai desabar!
Hoje promete.
https://www.youtube.com/watch?v=Zwq-SOZwu7E
E todo céu vai desabar!
Hoje promete.
sexta-feira, 2 de agosto de 2019
true colors
Não sei se é uma sensação comum, mas quando eu olho fotografias antigas, daquelas que já desbotaram com o tempo, tenho a impressão de que as coisas naquela época (da foto) eram sem cor mesmo. Ainda mais, essas fotos antigas que a gente por vezes encontra na casa de pessoas mais velhas da família, dá uma sensação de que as coisas realmente não tinham cor.
Só que tinham.
As folhas da árvore eram verdes em 1913, assim como são hoje. O sangue, em 1945, era vermelho. A natureza já era colorida muito antes do homem inventar o pigmento pra tingir nossos jeans.
Vivemos em uma época que temos equipamentos que conseguem registrar momentos sem que estes registros percam sua cor no decorrer dos anos.
Só nos resta, agora, descobrir um modo de nós mesmos não pararmos de ver cor no mundo.
Só que tinham.
As folhas da árvore eram verdes em 1913, assim como são hoje. O sangue, em 1945, era vermelho. A natureza já era colorida muito antes do homem inventar o pigmento pra tingir nossos jeans.
Vivemos em uma época que temos equipamentos que conseguem registrar momentos sem que estes registros percam sua cor no decorrer dos anos.
Só nos resta, agora, descobrir um modo de nós mesmos não pararmos de ver cor no mundo.
quinta-feira, 1 de agosto de 2019
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