quinta-feira, 18 de outubro de 2018

tudo certo, mas ao contrário - parte 2

Nossa percepção do mundo a nossa volta é bem mais complexa do que apenas os 5 sentidos (7, se você for um Cavaleiro de Ouro).

Muitas vezes percebemos as coisas antes que elas nos sejam ditas diretamente.

A maioria das pessoas chama isso de "intuição", os céticos, como eu, chamam de SUBCONSCIÊNCIA.

O tempo todo recebemos estímulos de todos os lados, não tem como termos consciência total de tudo que chega ao nosso cérebro.

O fato é: Mesmo assim, eles chegam. E ficam. Nossa mente, nosso subconsciente vai montando um tipo de quebra-cabeça tentando criar um sentido naquilo tudo. Muitas vezes dá certo, muitas vezes, não.

Vamos fazer um exercício mental. Pensemos em um casal. A mulher começa a sentir sua "intuição" lhe dizer que o marido está fazendo algo de errado. Ela fuça, bota gente pra seguir o cara e descobre que ele está traindo ela. "Minha intuição não falha! Eu sabia!".

Nesse ponto entra o viés de confirmação que dissertei sobre na parte 1.

Ela esquece das inúmeras vezes que a intuição dela não era nada, só lembra - das poucas - vezes que ela funcionou.

"""FUNCIONOU"""

Agora, o que provavelmente aconteceu: As pessoas tendem a ter um comportamento constante, mesmo que seja instável. Quando você convive muito com alguém, você consegue notar qualquer mudança comportamental, mesmo que mínima. Isso, quando entramos no quesito do subconsciente, é ainda mais forte. A mente acaba pegando essas pequenas variações e criando cenários onde elas façam sentido. Quanto mais "sinais" diferentes forem captados, mais realista é. De repente, o subconsciente manda um quadro já pintado pra parte consciente da sua mente e é este quadro que chamam de intuição. Como a mulher descobriu que o marido estava mesmo traindo ela, o viés de confirmação teve 100% de sucesso. Caso não descobrisse, ela esqueceria isso tudo em alguns dias.

No fim, foi o marido que contou pra mulher que ele estava sendo infiel. Sem metafísica, sem parapsicologia, sem nada de anormal. Apenas uma funcionalidade comum do cérebro.

Todos estamos sujeitos a isso.

Eu mesmo, neste exato momento, estou com "pressentimentos" sobre algumas situações da minha vida. Não sou médium (ninguém é), não vejo o futuro (ninguém vê), apenas é meu subconsciente me enviando um alerta.

Se ele é real ou não, o tempo dirá.

Enquanto isso, o negócio é tentar controlar com paliativos a ansiedade que vem crescendo em mim já há alguns meses.

Acho que é isso.

Enfim, não teve uma parte 3.

Não ainda.

In the end, it's all about how we see the world.

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