"As consequências de nosso destino são resultados de nossas escolhas"
Eu dormi dois períodos entre ontem e hoje.
O primeiro foi das 19h até cerca de 0h. Depois das 5h até 7h.
Tive sonhos bem estranhos em ambos.
1- Foi uma mistura de cenários e situações, Parte se passou em uma casa no meio de um tipo de floresta que lembrava um pouco o bosque/horto aqui da cidade, eu e mais alguém estávamos na casa e tínhamos que ir na casa do meu pai que ficava na mesma floresta, mas tinha que passar por uns caminhos cheios de rampas, bem estranho. Outra parte se passou em uma construção grande com várias outras pessoas, éramos tipo um grupo de especialistas em algo e fomos até lá pra procurar alguma coisa. Não encontramos. Em certo ponto eu desci sozinho até o térreo do lugar a garagem tinha sido destruída por um furacão. Saí do lugar e, ao olhar na lateral do prédio, tinha uma pessoa vindo (que não reconheci), só sei que tive que sair correndo pra visar o resto do grupo. Subi alguns andares pra olhar por um telescópio.
2- Eu estava com meu primo em um prédio onde ele mora (no sonho), precisávamos ir até outro lugar e começamos a correr e entrar em vários buracos na parede pra chegar. Por fim, tínhamos que ir numa festa de casamento (não sei de quem, mas eu não podia faltar). Encontramos o pai do meu primo e meu primo sumiu, então eu tinha que voltar pro apartamento inicial, só que os buracos pareciam ter diminuído (ou eu engordei em segundos) e eu estava com medo de ficar entalado. Corta pra eu na minha sala de trabalho, meu PC fica de costas pra janela, eu ouço um barulho alto (como uma chuva bem forte), quando levanto e olho pela janela eu vejo tipo uma onda vindo, igual essas que vemos quando temo furacão nos EUA que arrastam casas. Eu tento fechar as janelas e não dá, saio correndo e a onda bate na janela, inunda tudo, mas ninguém se fere. Eu ajudo algumas pessoas (mulheres) a se levantarem (escorregaram), volto pra sala pra procurar minha carteira, está toda molhada e destruída. Fico desesperado quando penso como está minha família. Acordo.
Caralho, minha cabeça está funcionando de forma estranha. Ambos os sonhos envolviam lugares estranhos, situações confusas e catástrofes naturais.
Uma curiosidade: Hoje, trabalhando, eu ouvi um barulho bem semelhante ao do sonho, levantei e olhei pra fora e eram alguns funcionários descarregando extintores de incêndio para recarga.
quarta-feira, 26 de setembro de 2018
terça-feira, 25 de setembro de 2018
eu não queria mais voltar
Tem uma cena conhecida em filmes de ação/aventura em que alguma personagem está andando em uma caverna e, de repente, tem um pequeno deslizamento de terra que quase a mata. Após isso, aliviado, ele suspira. Neste momento, a caverna toda vem abaixo e soterra o caboclo.
Outra cena semelhante é quando a personagem está num avião e este cai, tendo só ele sobrevivido. Imaginando-se sortudo, esse pensamento logo vai embora quando ele percebe que caiu em uma ilha habitada por uma tribo de canibais.
O resumo da ópera: Tudo pode ficar pior.
Sabe aqueles dias que você teve uma chance e teve até a vontade de não ter ido a um determinado lugar, mas sua teimosia (já conhecida) te fez ir? E, então, você se depara com uma situação que seria análoga a alguém te bater na cara com um dormente de trilho de trem?
Isso foi ontem.
Cada dia que passa, penso mais e mais que a frase "a ignorância é uma bênção" é real.
Não falo de ignorância de conhecimento científico, por exemplo, falo do simples fato de você não saber algo que não precisaria saber.
Pior ainda quando esse algo é uma coisa que pode destruir vidas se for revelada.
Você se torna responsável também. (não estou falando de crimes)
Toda vez que penso nessa merda, eu só queria que fosse tudo um pesadelo, queria acordar.
"Let's try these nightmare vision goggles"
"Everything looks exactly the same"
Outra cena semelhante é quando a personagem está num avião e este cai, tendo só ele sobrevivido. Imaginando-se sortudo, esse pensamento logo vai embora quando ele percebe que caiu em uma ilha habitada por uma tribo de canibais.
O resumo da ópera: Tudo pode ficar pior.
Sabe aqueles dias que você teve uma chance e teve até a vontade de não ter ido a um determinado lugar, mas sua teimosia (já conhecida) te fez ir? E, então, você se depara com uma situação que seria análoga a alguém te bater na cara com um dormente de trilho de trem?
Isso foi ontem.
Cada dia que passa, penso mais e mais que a frase "a ignorância é uma bênção" é real.
Não falo de ignorância de conhecimento científico, por exemplo, falo do simples fato de você não saber algo que não precisaria saber.
Pior ainda quando esse algo é uma coisa que pode destruir vidas se for revelada.
Você se torna responsável também. (não estou falando de crimes)
Toda vez que penso nessa merda, eu só queria que fosse tudo um pesadelo, queria acordar.
"Let's try these nightmare vision goggles"
"Everything looks exactly the same"
sábado, 22 de setembro de 2018
qual é o peso da culpa que eu carrego nos braços?
Eu entendo completamente a existência de "gatilhos mentais" que trazem de volta certas coisas. Esse mecanismo é bastante usado e citado por quem estuda PNL (Programação Neurolinguística).
Nesse tipo de contexto os gatilhos são usados para, digamos, despertar um estado mental de autoconfiança e desinibição. Cada pessoa utiliza para um fim, alguns para perder inibição ao falar em público, outros para terem mais clareza nas decisões e tem até os virjão que pensam que isso vai ajudar eles a se darem bem com mulheres.
Só que a PNL não criou esse gatilhos, eles apenas utilizam de algo que já existe no nosso cérebro pra um fim específico.
Os tais gatilhos são aquelas coisas que te fazem lembrar de algo, como um perfume que, quando você sente, te lembra alguém que você gosta ou uma música que te faz relembrar seus amigos.
Só que tem o lado sombrio da coisa.
Por vezes o gatilho te traz lembranças ruins, coisas que você talvez até já tivesse "esquecido". Sempre lembro de um colega de trabalho que foi pego de refém em uma rebelião. Na ocasião ele ficou em uma cela junto com algumas mulheres (visitantes, parentes de presos). Ele foi libertado e tal, mas é um choque muito grande esse tipo de acontecimento, então ele ficou com um trauma. Haviam vários gatilhos que o faziam lembrar do ocorrido, um deles, que era o mais curioso, era sentir o cheiro de certo creme de cabelo. Aparentemente uma das visitas estava usando um creme de cabelo com cheiro muito característico e isso ficou marcado nele. Quando a esposa dele vai comprar um creme de cabelo, ele abre o pote e cheira antes, se o cheiro lembrar aquele daquela mulher do fatídico dia eles não compram. (a história é bem mais pesada que isso, mas não vou me estender)
Dito tudo isso, posso afirmar que, atualmente, parece que está ocorrendo um daqueles tiroteios dos filmes do Rambo na minha cabeça, de tanto gatilho sendo disparado hahahahaha (estou rindo, mas é de desespero)
Tem tanta coisa ativando tanto gatilho que, em seguida, ativa outro e outro... Quando eu vejo estou repassando minha vida toda na cabeça, tentando entender várias coisas que ficaram com um enorme ponto de interrogação na frente.
Conversando com duas pessoas sobre isso, notei que é algo comum, ao menos em homens. A raiz do problema passa por muitas variáveis, difícil mesmo de identificar com exatidão.
Uma das principais coisas é conseguir perdoar.
E eu não estou falando só de perdoar os outros, falo de conseguir me perdoar também. O perdão não é esquecer algo que te fizeram (ou que você se fez), é tirar das suas costas o peso de algo que você não deveria estar carregando.
Eu já perdoei muitas coisas na vida, mas teve um ponto crítico da minha história que eu perdi essa capacidade.
E eu nem vejo isso como uma questão religiosa ou transcendental, até porque não sou nem um pouco religioso, penso mais como uma forma de encarar a vida mais saudável, assim como seria praticar exercícios com regularidade e se alimentar bem.
Não tem como dizer que sou saudável se eu não consigo me libertar das mágoas.
Comecei a pensar sobre isso esses dias com o Yom Kipur que é o Dia do Perdão na cultura judaica. Não entrei em detalhes, mas parece que eles ficam 25 horas em jejum, fazendo orações, sem banho, sem usar aparelhos eletrônicos, sem sexo e sem nada que possa lhes trazer conforto. Aparentemente a idéia é causar sofrimento ao corpo para que a mente se liberte da raiva e outros sentimentos ruins, para que a pessoa possa pedir perdão pelos próprios erros e perdoar os erros dos outros.
É um ritual religioso, mas achei bonita a motivação.
Falar sobre essas coisas é bom, traz um certo alívio e nos faz refletir sobre se estamos exagerando, se estamos sendo justos ou se estamos sendo idiotas.
Aos poucos eu vou conseguindo. Eu preciso.
Nesse tipo de contexto os gatilhos são usados para, digamos, despertar um estado mental de autoconfiança e desinibição. Cada pessoa utiliza para um fim, alguns para perder inibição ao falar em público, outros para terem mais clareza nas decisões e tem até os virjão que pensam que isso vai ajudar eles a se darem bem com mulheres.
Só que a PNL não criou esse gatilhos, eles apenas utilizam de algo que já existe no nosso cérebro pra um fim específico.
Os tais gatilhos são aquelas coisas que te fazem lembrar de algo, como um perfume que, quando você sente, te lembra alguém que você gosta ou uma música que te faz relembrar seus amigos.
Só que tem o lado sombrio da coisa.
Por vezes o gatilho te traz lembranças ruins, coisas que você talvez até já tivesse "esquecido". Sempre lembro de um colega de trabalho que foi pego de refém em uma rebelião. Na ocasião ele ficou em uma cela junto com algumas mulheres (visitantes, parentes de presos). Ele foi libertado e tal, mas é um choque muito grande esse tipo de acontecimento, então ele ficou com um trauma. Haviam vários gatilhos que o faziam lembrar do ocorrido, um deles, que era o mais curioso, era sentir o cheiro de certo creme de cabelo. Aparentemente uma das visitas estava usando um creme de cabelo com cheiro muito característico e isso ficou marcado nele. Quando a esposa dele vai comprar um creme de cabelo, ele abre o pote e cheira antes, se o cheiro lembrar aquele daquela mulher do fatídico dia eles não compram. (a história é bem mais pesada que isso, mas não vou me estender)
Dito tudo isso, posso afirmar que, atualmente, parece que está ocorrendo um daqueles tiroteios dos filmes do Rambo na minha cabeça, de tanto gatilho sendo disparado hahahahaha (estou rindo, mas é de desespero)
Tem tanta coisa ativando tanto gatilho que, em seguida, ativa outro e outro... Quando eu vejo estou repassando minha vida toda na cabeça, tentando entender várias coisas que ficaram com um enorme ponto de interrogação na frente.
Conversando com duas pessoas sobre isso, notei que é algo comum, ao menos em homens. A raiz do problema passa por muitas variáveis, difícil mesmo de identificar com exatidão.
Uma das principais coisas é conseguir perdoar.
E eu não estou falando só de perdoar os outros, falo de conseguir me perdoar também. O perdão não é esquecer algo que te fizeram (ou que você se fez), é tirar das suas costas o peso de algo que você não deveria estar carregando.
Eu já perdoei muitas coisas na vida, mas teve um ponto crítico da minha história que eu perdi essa capacidade.
E eu nem vejo isso como uma questão religiosa ou transcendental, até porque não sou nem um pouco religioso, penso mais como uma forma de encarar a vida mais saudável, assim como seria praticar exercícios com regularidade e se alimentar bem.
Não tem como dizer que sou saudável se eu não consigo me libertar das mágoas.
Comecei a pensar sobre isso esses dias com o Yom Kipur que é o Dia do Perdão na cultura judaica. Não entrei em detalhes, mas parece que eles ficam 25 horas em jejum, fazendo orações, sem banho, sem usar aparelhos eletrônicos, sem sexo e sem nada que possa lhes trazer conforto. Aparentemente a idéia é causar sofrimento ao corpo para que a mente se liberte da raiva e outros sentimentos ruins, para que a pessoa possa pedir perdão pelos próprios erros e perdoar os erros dos outros.
É um ritual religioso, mas achei bonita a motivação.
Falar sobre essas coisas é bom, traz um certo alívio e nos faz refletir sobre se estamos exagerando, se estamos sendo justos ou se estamos sendo idiotas.
Aos poucos eu vou conseguindo. Eu preciso.
sexta-feira, 21 de setembro de 2018
a vida é um eco, mano
"Seus ideais valem mais pra você do que dinheiro ou fama"
Essa era uma daquelas "Frases de Hoje" do Orkut e era a que eu mais me identificava.
---------------------
Dormi bem cedo ontem e tive uns sonhos bizarros.
Estou com preguiça de escrever sobre.
Será um longo final de semana.
Essa era uma daquelas "Frases de Hoje" do Orkut e era a que eu mais me identificava.
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Dormi bem cedo ontem e tive uns sonhos bizarros.
Estou com preguiça de escrever sobre.
Será um longo final de semana.
terça-feira, 18 de setembro de 2018
ter sorte
Hoje é um belo dia pra enfiar a cara numa parede até atravessar do outro lado.
Não posso deixar esse tipo de sentimento me controlar, vou arrumar uma válvula de escape.
Não posso deixar esse tipo de sentimento me controlar, vou arrumar uma válvula de escape.
beat box do macaco
"And sometimes I get nervous
When I see an open door"
Ando tão nervoso ultimamente.
Estou realmente pensando em adentrar no estudo da filosofia estoica.
Ou vou voltar a beber padrão 2012.
When I see an open door"
Ando tão nervoso ultimamente.
Estou realmente pensando em adentrar no estudo da filosofia estoica.
Ou vou voltar a beber padrão 2012.
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
ninguém gosta de açaí de verdade
"God, the worst thing happened to me today
but I guess I don't care anymore!"
Engraçado, eu lembrei dessa música hoje (faz anos que não ouço, mas foi muito presente em uma fase da minha vida) e lembrei que eu tinha colocado ela na descrição dos meus personagens do Tibia. O que eu queria lembrar era o motivo de estar lá, com certeza não foi sem razão.
Na outra parte da descrição está uma data que foi uma das vezes que parei de jogar. Lembro vagamente dessa época, mas a frase eu acredito que tenha sido colocado bem antes ou bem depois.
Não tem relação direta com isso, mas estou me sentido meio mal desde uns dias.
Sinto fome, mas não consigo comer direito. De ontem pra hoje eu estava com muita dor de cabeça. Estou dormindo mal já há mais de um mês.
Dois dos problemas são:
1- Overthinking
2- Me preocupar com coisas com as quais não tenho controle
Caralho, mano, se for pensar bem, tudo é meio que uma grande rede sináptica, ligando coisas lá de trás com coisas de agora.
Tudo são consequências.
Difícil é lidar com elas.
Eu não escolhi isso.
Talvez o pensamento estoico seja o caminho.
but I guess I don't care anymore!"
Engraçado, eu lembrei dessa música hoje (faz anos que não ouço, mas foi muito presente em uma fase da minha vida) e lembrei que eu tinha colocado ela na descrição dos meus personagens do Tibia. O que eu queria lembrar era o motivo de estar lá, com certeza não foi sem razão.
Na outra parte da descrição está uma data que foi uma das vezes que parei de jogar. Lembro vagamente dessa época, mas a frase eu acredito que tenha sido colocado bem antes ou bem depois.
Não tem relação direta com isso, mas estou me sentido meio mal desde uns dias.
Sinto fome, mas não consigo comer direito. De ontem pra hoje eu estava com muita dor de cabeça. Estou dormindo mal já há mais de um mês.
Dois dos problemas são:
1- Overthinking
2- Me preocupar com coisas com as quais não tenho controle
Caralho, mano, se for pensar bem, tudo é meio que uma grande rede sináptica, ligando coisas lá de trás com coisas de agora.
Tudo são consequências.
Difícil é lidar com elas.
Eu não escolhi isso.
Talvez o pensamento estoico seja o caminho.
domingo, 16 de setembro de 2018
se tu lutas
"Lava o rosto nas águas sagradas da pia, nada como um dia após o outro dia"
É, não tem solução simples.
A verdade é que vai ser uma luta diária por muito tempo. Mas, e daí? Não vai ser a primeira e nem a última.
O importante é que estou focado em mudar, em não me render a esse tipo de pensamento.
A mudança vem de dentro.
É, não tem solução simples.
A verdade é que vai ser uma luta diária por muito tempo. Mas, e daí? Não vai ser a primeira e nem a última.
O importante é que estou focado em mudar, em não me render a esse tipo de pensamento.
A mudança vem de dentro.
sábado, 15 de setembro de 2018
yeah, lá vem eles pra matar o frango
"A confiança é uma mulher ingrata, que te beija e te abraça, te rouba e te mata" - Brown, Mano
Eu estava com essa música na cabeça hoje enquanto tomava banho.
De tarde eu encontrei um amigo e estávamos conversando sobre alguns acontecimentos da escola, do final da adolescência e da vida adulta.
Apesar de eu não reconhecer mais naquela pessoa o amigo de outrora, é inegável que tenhamos boas histórias juntos.
Um dos comentários que ele fez foi sobre uma pessoa que, na época em que éramos uns perdidos na vida (é exagero, eu sei), vivia falando mal da gente. Hoje esta pessoa está passando por situações complicadas com a própria família, basicamente vivendo o que ela dizia que iria acontecer conosco e não aconteceu.
Ele riu disso e perguntou o que eu achava.
Confesso que nem lembrava mais disso, dai eu me toquei que eu não havia guardado mágoa sobre aquilo e falei pra ele isso.
"Eu guardo, eu lembro de tudo que falavam da gente." - Ele respondeu.
Essa característica dele eu já havia notado antes, muitas vezes ele falou sobre coisas que outro amigo nosso tinha feito com ele (tipo, na cabeça dele, "roubado" uma garota que ele gostava).
Eu não quero ser assim. Não quero sentir raiva o tempo todo, não quero ficar sempre no limite entre o racional e o irracional.
Há sim, duas pessoas pelas quais eu guardo uma mágoa muito grande. Pessoas estas, que eu preferia nunca mais ver na minha frente e nem ficar sabendo nada sobre. Apesar disso, com certa frequência, eu as encontro pessoalmente ou alguém me fala algo sobre elas.
É tipo quando você tem um machucado na mão e fica toda hora batendo justo ele nas quinas.
Mas eu não sou assim, eu não quero me sentir assim.
Dá última vez que passei por algo semelhante, a amargura quase tomou conta de mim. Eu não quero que isso aconteça de novo.
Eu estava com essa música na cabeça hoje enquanto tomava banho.
De tarde eu encontrei um amigo e estávamos conversando sobre alguns acontecimentos da escola, do final da adolescência e da vida adulta.
Apesar de eu não reconhecer mais naquela pessoa o amigo de outrora, é inegável que tenhamos boas histórias juntos.
Um dos comentários que ele fez foi sobre uma pessoa que, na época em que éramos uns perdidos na vida (é exagero, eu sei), vivia falando mal da gente. Hoje esta pessoa está passando por situações complicadas com a própria família, basicamente vivendo o que ela dizia que iria acontecer conosco e não aconteceu.
Ele riu disso e perguntou o que eu achava.
Confesso que nem lembrava mais disso, dai eu me toquei que eu não havia guardado mágoa sobre aquilo e falei pra ele isso.
"Eu guardo, eu lembro de tudo que falavam da gente." - Ele respondeu.
Essa característica dele eu já havia notado antes, muitas vezes ele falou sobre coisas que outro amigo nosso tinha feito com ele (tipo, na cabeça dele, "roubado" uma garota que ele gostava).
Eu não quero ser assim. Não quero sentir raiva o tempo todo, não quero ficar sempre no limite entre o racional e o irracional.
Há sim, duas pessoas pelas quais eu guardo uma mágoa muito grande. Pessoas estas, que eu preferia nunca mais ver na minha frente e nem ficar sabendo nada sobre. Apesar disso, com certa frequência, eu as encontro pessoalmente ou alguém me fala algo sobre elas.
É tipo quando você tem um machucado na mão e fica toda hora batendo justo ele nas quinas.
Mas eu não sou assim, eu não quero me sentir assim.
Dá última vez que passei por algo semelhante, a amargura quase tomou conta de mim. Eu não quero que isso aconteça de novo.
segunda-feira, 10 de setembro de 2018
uma marreta, uma tesoura e um prego torto
O medo se traveste de racionalidade para nos enganar.
O sentimento de medo é uma proteção que, de tão importante, se manteve em nós mesmo depois de milhares de anos de evolução. Ele salvou a nossa vida várias vezes, bem como a vida de nossos ancestrais.
Imagine a cena: 150 mil anos atrás, dois exemplares da espécie humana (não vou lembrar qual vivia na época) estão em uma vasta savana no continente africano, quando, de trás de uns arbustos secos, saí um animal de cor amarelada, mostrando seus grandes dentes como se estivesse sorrindo, pouco maior que um cão de porte médio. Era uma hiena. Os dois humanos não sabem o que é aquilo, nunca viram antes tal criatura. Ambos são tomados pelo medo, já que o animal parecia agressivo, só que em um deles o medo é menor e ele resolve ir para cima do animal, vendo naquela ocasião uma oportunidade de conseguir um pouco de carne. O outro, por sua vez, foge e se esconde. O corajoso, portando uma primitiva lança com ponta de pedra, consegue ferir o animal, mas o que ele não contava é que haviam outros por perto. Em segundos, ele se viu cercado pelo restante do grupo, percebendo que o animal que ele havia ferido se tratava apenas de um exemplar muito jovem, já que os outros eram bem maiores e mais agressivos. O final da história todos já podem imaginar, o corajoso acabou virando alimento, enquanto o medroso teve mais uma chance.
Em uma outra situação, o corajoso poderia ter encontrado, ao invés de hienas, um cervo. Poderia ter matado o animal e conseguido alimento para si, enquanto o medroso poderia morrer de fome.
Então tudo é uma questão de equilíbrio.
Entretanto, é bastante difícil saber quando é o medo que fala e quando é, realmente, a razão.
Essa questão nos acompanha até hoje, quem nunca deixou de fazer algo porque parecia racionalmente certo, mas, depois de um tempo, percebeu que era apenas o medo?
Parece que o tempo é a melhor resposta pra questão, mas, infelizmente, pode acontecer de ser tarde demais.
Dilemas da humanidade. E, obviamente, eu não ficaria de fora disso. Life is a bitch.
O sentimento de medo é uma proteção que, de tão importante, se manteve em nós mesmo depois de milhares de anos de evolução. Ele salvou a nossa vida várias vezes, bem como a vida de nossos ancestrais.
Imagine a cena: 150 mil anos atrás, dois exemplares da espécie humana (não vou lembrar qual vivia na época) estão em uma vasta savana no continente africano, quando, de trás de uns arbustos secos, saí um animal de cor amarelada, mostrando seus grandes dentes como se estivesse sorrindo, pouco maior que um cão de porte médio. Era uma hiena. Os dois humanos não sabem o que é aquilo, nunca viram antes tal criatura. Ambos são tomados pelo medo, já que o animal parecia agressivo, só que em um deles o medo é menor e ele resolve ir para cima do animal, vendo naquela ocasião uma oportunidade de conseguir um pouco de carne. O outro, por sua vez, foge e se esconde. O corajoso, portando uma primitiva lança com ponta de pedra, consegue ferir o animal, mas o que ele não contava é que haviam outros por perto. Em segundos, ele se viu cercado pelo restante do grupo, percebendo que o animal que ele havia ferido se tratava apenas de um exemplar muito jovem, já que os outros eram bem maiores e mais agressivos. O final da história todos já podem imaginar, o corajoso acabou virando alimento, enquanto o medroso teve mais uma chance.
Em uma outra situação, o corajoso poderia ter encontrado, ao invés de hienas, um cervo. Poderia ter matado o animal e conseguido alimento para si, enquanto o medroso poderia morrer de fome.
Então tudo é uma questão de equilíbrio.
Entretanto, é bastante difícil saber quando é o medo que fala e quando é, realmente, a razão.
Essa questão nos acompanha até hoje, quem nunca deixou de fazer algo porque parecia racionalmente certo, mas, depois de um tempo, percebeu que era apenas o medo?
Parece que o tempo é a melhor resposta pra questão, mas, infelizmente, pode acontecer de ser tarde demais.
Dilemas da humanidade. E, obviamente, eu não ficaria de fora disso. Life is a bitch.
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
me dê um milhão de motivos
Quando toca uma música que você gosta no rádio é diferente de quando você bota ela pra tocar no Spotify ou outros players de música.
Tem uma sensação de satisfação atrelada a ouvir tal música no rádio, como se o radialista/operador de áudio soubesse que você gosta e faz isso pra você.
É uma bobeira, mas sempre tive essa sensação.
Sensação semelhante acontece quando você chega em algum ambiente e a música tá tocando. Pensamos "Nossa, que feliz coincidência".
Faz parte da lista de situações agradáveis da vida.
Tem uma sensação de satisfação atrelada a ouvir tal música no rádio, como se o radialista/operador de áudio soubesse que você gosta e faz isso pra você.
É uma bobeira, mas sempre tive essa sensação.
Sensação semelhante acontece quando você chega em algum ambiente e a música tá tocando. Pensamos "Nossa, que feliz coincidência".
Faz parte da lista de situações agradáveis da vida.
quarta-feira, 5 de setembro de 2018
a paz não brota no jardim com câmera e sensores
Este post não trata de ciência e sim de uma visão simplista sobre um assunto.
Eu vejo a nossa memória da mesma forma que vejo um HD de computador ou um baú cheio de fotos. As memórias vão sendo depositadas ali, mas chega um ponto em que as novas memórias acabam ocupando o espaço das mais antigas.
Uma pessoa que viaja muito, por exemplo, acaba tendo mais fotos do que alguém que só trabalha. E mais fotos também. Então é comum uma pessoa que viveu muitas experiências acabar não se lembrando de coisas bem do passado. É uma questão puramente funcional do nosso cérebro.
Tenho um amigo da mesma idade que eu, estudamos juntos muitos anos e nos conhecemos desde crianças, diversas vezes perguntei se ele lembrava de determinadas situações em que ambos estivemos e ele simplesmente não consegue se recordar.
Excluindo o caso das memórias falsas, que é bastante comum de ocorrer, eu me lembro de coisas de quando era criança, sei lá, até com uns 3 anos.
Isso não é exatamente uma vantagem, porque mostra que eu não vivi muitas experiências novas durante a vida. É como se meu baú estivesse quase vazio.
Isso acaba se somando a um sentimento de culpa por não ter vivido mais e a um desconforto por saber que o outro tem bem mais fotos no baú do que eu. É um sentimento escroto, mas ele existe e eu não posso ignorar.
(Relendo o texto, vejo que é bem fácil interpretar ele de forma errada, mas isso não é minha culpa)
Lá vou eu me afundar em questões filosóficas que possam me ajudar a processar isso tudo que estou sentindo agora.
Eu vejo a nossa memória da mesma forma que vejo um HD de computador ou um baú cheio de fotos. As memórias vão sendo depositadas ali, mas chega um ponto em que as novas memórias acabam ocupando o espaço das mais antigas.
Uma pessoa que viaja muito, por exemplo, acaba tendo mais fotos do que alguém que só trabalha. E mais fotos também. Então é comum uma pessoa que viveu muitas experiências acabar não se lembrando de coisas bem do passado. É uma questão puramente funcional do nosso cérebro.
Tenho um amigo da mesma idade que eu, estudamos juntos muitos anos e nos conhecemos desde crianças, diversas vezes perguntei se ele lembrava de determinadas situações em que ambos estivemos e ele simplesmente não consegue se recordar.
Excluindo o caso das memórias falsas, que é bastante comum de ocorrer, eu me lembro de coisas de quando era criança, sei lá, até com uns 3 anos.
Isso não é exatamente uma vantagem, porque mostra que eu não vivi muitas experiências novas durante a vida. É como se meu baú estivesse quase vazio.
Isso acaba se somando a um sentimento de culpa por não ter vivido mais e a um desconforto por saber que o outro tem bem mais fotos no baú do que eu. É um sentimento escroto, mas ele existe e eu não posso ignorar.
(Relendo o texto, vejo que é bem fácil interpretar ele de forma errada, mas isso não é minha culpa)
Lá vou eu me afundar em questões filosóficas que possam me ajudar a processar isso tudo que estou sentindo agora.
terça-feira, 4 de setembro de 2018
quero pão caseiro
Imagina uma piscina bem grande e gelada.
Você está de frente com ela e é sua última chance de entrar.
É normal hesitar, já que a água está muito fria e o clima não está propício.
Entretanto, você sabe que você se acostumaria com a temperatura depois de uns 10 minutos. Mas seriam os 10 minutos mais longos da sua vida.
Entrar de pouquinho não adianta, é pior, o bagulho é pular de cabeça.
É sua última chance.
Vai pular dentro ou cair fora?
Você está de frente com ela e é sua última chance de entrar.
É normal hesitar, já que a água está muito fria e o clima não está propício.
Entretanto, você sabe que você se acostumaria com a temperatura depois de uns 10 minutos. Mas seriam os 10 minutos mais longos da sua vida.
Entrar de pouquinho não adianta, é pior, o bagulho é pular de cabeça.
É sua última chance.
Vai pular dentro ou cair fora?
sábado, 1 de setembro de 2018
os morangos de hoje em dia parecem ter corante
Eu só queria ter um pouco de motivação pra fazer o que estou postergando há quase um mês.
Pior que, quanto mais eu procrastino, mais coisas acumulam.
Como diz na música A Certain Shade of Green, da Incubus, "remember, when you procrastinate, you choose last".
Pior que, quanto mais eu procrastino, mais coisas acumulam.
Como diz na música A Certain Shade of Green, da Incubus, "remember, when you procrastinate, you choose last".
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