quarta-feira, 28 de julho de 2021

As pessoas costumam relacionar dias chuvosos com tristeza, talvez pelo tom acinzentado do céu. Daí se você fala que prefere esse clima, especialmente quando esfria (como hoje), já acham logo que você está melancólico ou sei lá o quê.

Mas existe uma beleza sutil que poucos percebem, talvez pelo simples fato de que quase ninguém para pra olhar.

O frio e a seca das últimas semanas secaram e queimaram a grama, quando saí de férias ela estava um verde fosco, mas ainda verde, hoje, quando voltei a trabalhar, estava amarela.

E é ai que mora a tal beleza de que falei.

A chuva sobre a grama morta é sinônimo de renovação. Aquela folha não vai voltar, mas uma nova nascerá em seu lugar e, logo, estará exibindo seu verde vivo novamente.

O mesmo acontece com a árvore que perde suas folhas.

Talvez o mesmo aconteça conosco, quando termina o inverno. Não digo exatamente a estação inverno, mas, talvez, o nosso inverno, aquele que talvez tenha esfriado algo importante em nós.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Nascemos sozinhos, morremos sozinhos.

Lembrei disso o dia todo, é uma daquelas verdades inconvenientes. Uma outra é que nada é de graça. Algo pode até não ter um preço, mas tem um custo.

Se for pensar, pelo menos no contexto de certas situações, são verdades complementares.

O que irrita de verdade é que as pessoas tomam suas decisões, mas não assumem o ônus de suas escolhas, ficando este pra um terceiro. Ela dorme tranquila, você fica doente.

É isso.

segunda-feira, 19 de julho de 2021

As vezes tenho uns sonhos que quando acordo eu fico pensando: Meu cérebro está tentando me sabotar.

Mas quem convive com transtorno de ansiedade desde a adolescência já devia estar acostumado a isso, apesar de não ser o mesmo tipo de sabotagem.

 

terça-feira, 13 de julho de 2021

Dia do Rock.

Sabe, eu até tenho ouvido mais rock esses tempos. Como exemplo, das 17 músicas que tenho baixadas no Spotify, 10 são rock.

E sim, só tenho 17 baixadas naquela playlist "Músicas Curtidas", final do ano passado eu tinha umas 120, assim que virou o ano eu deletei tudo e baixei outras (que foram mudando de lá pra cá também).

Até ia postar um print aqui, mas não tem porquê fazer isso.

É isso.

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Or I did last time I checked

Inverno já acabou e eu nem aproveitei ele.

O inverno, ou o frio, sempre traz algumas sensações agridoces. Coisas boas e ruins aconteceram nessa época.

Mas, na verdade, muitas das lembranças ruins são, na verdade, um sentimento sobre algo que poderia ter sido bom, como se fosse uma voz dizendo "Não era pra isso ter ocorrido dessa forma".

Você me entende?

Claro que não.

Take my hands off of your eyes too soon

quinta-feira, 1 de julho de 2021

If you could see me now

Estou inacreditavelmente ridículo. Não teria nem como explicar. Mas tem um motivo, tudo tem.

Esses dias eu falei pra alguém: "Nem sempre o que eu faço vai fazer sentido, mas sempre tem um motivo."

Inclusive, isso se aplica a muitas coisas, tipo o que escrevo aqui ou em outros blogs.

Um exemplo recente, hoje foi a primeira vez que usei blusa neste ano. Meu corpo tolera um pouco mais de frio do que a maioria (deve ser pelas várias madrugadas andando no frio) das pessoas daqui, mas, muitas vezes, eu prefiro ficar com frio do que colocar blusa e eu tenho dois motivos pra isso. Ninguém sabe quais são e não tenho vontade de contar. Bom, mas eu usei, só que foi a contragosto.

Ficou parecendo algo meio egoísta? Não, né? Porque não é, visto que tudo se trata de coisas relacionadas a mim, obviamente que não vou chutar um morador de rua "porque tenho meus motivos". Dá licença, né, sou estranho, não psicopata.