quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

eles estão odiando

Odeio calor, ODEIO CALOR.

Enquanto nos EUA estão lá com deliciosos -40°C, ontem eu estava no centro da cidade e estava marcando 36°C. Fui até obrigado a tomar um açaí.

Tudo bem, o certo era tomar água, né.

Mas eu só quero deixar registrado que ODEIO CALOR e que preciso dar um jeito de ir morar na Islândia.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

eles me veem rolando

Hahaha! Essa semana praticamente todos os dias chegou algo aqui em casa. E hoje chegou meu novo headset, o Microsoft LX-3000.

Serei sincero e direi que achei o material dele meio frágil, pelo menos comparado com meu Cloud Stinger, mas são finalidades diferentes.

Pelo que estive pesquisando, vou ter que pagar um servidor pra servir de host pros arquivos do podcast e, de lá - através do feed - é sincronizado com o Spotify.

Deve custar uns 5~7 dólares por mês.

Mas vamos lá, sábado pretendo gravar uns teste e de noite gravar o piloto (talvez). Claro que não pretendo postar esse piloto.

Outra opção é o Soundcloud, cujo problema é o baixo alcance, entretanto não me preocuparei com isso por enquanto.

em briga de saci todo chute é voadora

Eu fico muito ansioso quando tem algum produto em transporte pra ser entregue pra mim. Muitas vezes o produto chega e a ansiedade acaba, ao ponto de eu demorar alguns dias pra abrir.

Acabei de checar o rastreio do meu headset que comprei pra gravar meu futuro projeto de podcast, ele está em São João da Boa Vista e deve chegar aqui no máximo até terça que vem (essa transportadora é enrolada, conheço ela de longa data).

Vai ser legal se isso der certo e aparecer meu projeto lá no Spotify ou, pelo menos, no Soundcloud.

Mas eu tenho que manter os pés no chão, ser racional e saber que não há nenhuma garantia que vai dar certo.

Só que um pouco de esperança não custa ter...

MAGENTA!

Tem um podcast que ouço há algum tempo chamado Não Ouvo. Esse podcast é do famoso site Não Salvo, ao qual acompanho desde tempos longínquos.

Pra mim era a bancada perfeita: Cid (dono), Luide, Igor e Braian. Todos diferentes e em sintonia.

Um dia, acho que em setembro do ano passado, aconteceu alguma coisa e todos, exceto o Cid, saíram do podcast. Veio outra bancada, caras legais também, mas a bancada original é insubstituível. Com certeza me fizeram quase passar mal de rir mais de uma vez.

É estranho como as coisas acontecem, em ponto algum achei que fosse ver essa galera separada porque todos pareciam tão bem juntos,como se eles se completassem.

Hoje cada um tem seu próprio podcast, tenho ouvido eles (menos o do Igor que é sobre maconha), mas não é a mesma coisa.

Acho que isso é o tipo de coisa que sempre acontece na vida da gente, novamente voltando aquele quadrinho do Cascão que postei um tempo atrás.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

boo

 Quando você pergunta algo pra alguém, há duas consequências implícitas que muita gente não considera:

1- Você dá o direito da pessoa perguntar o mesmo a você;
2- Você corre o risco de ouvir algo que não quer.

Uma vez, há um ano e pouco atrás, me fizeram uma pergunta muito pessoal e eu respondi. Abstive do meu direito de perguntar o mesmo pra pessoa porque não tinha certeza se queria saber (na verdade eu queria, mas eu tinha certeza que não me agradaria a resposta). Também, fui sincero no que respondi.

Foram dois erros.

Eu deveria ter mentido, já que essa é a prática comum pra responder esse tipo de coisa. Deveria ter retornado a pergunta, ouvir uma mentira, saber que era mentira e, assim, conhecer mais sobre a pessoa.

(Como diz uma colega psicóloga, você fala mais de si quando mente do que quando fala a verdade)

Não acho esse tipo de coisa saudável, de verdade.

Eu aprendi bem cedo que, sendo homem, eu poderia me "dar bem" mentindo e fingindo ser alguém que não sou. Aquilo tudo me pareceu muito artificial desde o início, achava bizarro ver tanta gente (homens) aderindo a isso e fazendo coisas que não gosta só pra sair acompanhando de uma festa.

E se tem uma coisa que eu tenho ORGULHO de verdade é de poder dizer que eu NUNCA me dobrei a esse tipo de atitude. Ainda mais agora, adulto, é inconcebível eu deixar de ser quem eu sou pra agradar filha da puta qualquer. Tenho uma pessoa bem próxima que aderiu a essa vida, foi uma fake person por anos e tentou me puxar também pra esse mundo.

Em uma conversa recente, ela me disse mais ou menos o seguinte: "Bruno, você tinha razão. Usar uma máscara em cima da outra por tantos anos acaba por nos deixar exaustos e o que era pra ser legal passa a ser insuportável, mas chega uma hora que parece não ter volta".

E eu falava mesmo isso.

Só acho que ela está errada na parte de não ter volta. Tem volta sim, mas é difícil.

Bom, este está listado como um futuro tema do meu podcast.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

trolltind

Estava pensando em mudar algo no visual. Estou há dois anos com barba, nos últimos meses tenho feito um tipo de undercut no cabelo.

O que eu poderia fazer? Talvez ficar completamente careca e deixar a barba maior? Deixar o cabelo crescer até ele cachear e ficar igual o cabelo desses surfistas? Meter uma bandana?

Ainda vou amadurecer a idéia.

HAHAHAHAHAHA ia ficar engraçado eu careca e barbudo.
Logo as 8h da manhã filha da puta já me deixa irritado.

Se não tiver nada de bom pra falar, cala a sua boca.
Se não for pra dar um apoio, cala a sua boca.
Se ninguém pediu sua opinião sobre os pontos negativos de algo, cala a sua boca.
Se for sobre alguém que você não conhece, cala a porra da sua boca.

Sério, não tenho mais saco pra lidar com gente assim.

domingo, 27 de janeiro de 2019

uma caneta que não escreve ainda serve pra enfiar na sua goela

Caralho, que dor de cabeça.

Esses dias eu ouvi uma pessoa dizer uma frase que era mais ou menos assim "A ignorância é uma benção, mas pra entender isso você precisa sair da ignorância".

Não é um paradoxo interessante?

Pra você saber que algo te faz bem, você precisa deixar aquilo pra trás, pra só então entender. Mas enquanto você tem aquilo, você não sabe que te faz bem.

Aliás, fora do assunto, não entendo porque criticam tanto o filme Constantine, é um filme legal.

sábado, 26 de janeiro de 2019

rd

Estou em um nível elevadíssimo de ansiedade hoje, mas não sei exatamente o motivo. Estou andando de um lado pro outro aqui em casa como se estivesse procurando algo que nem eu sei o que é.

É uma situação ruim, mas que já foi bem recorrente na minha vida durante alguns períodos, só que fazia tempo que eu não sentia isso.

É aquele tipo de de dia que, se eu pudesse dirigir, pegaria o carro/moto e ia parar algum lugar qualquer. Eu poderia fazer isso a pé? Poderia. Mas já foi minha época de ficar zanzando pela cidade sozinho as 4h da manhã. Eu lembro que, na época, meu único medo era ser perseguido por cachorros.

(Um adendo, em uma dessas madrugadas, voltando umas 3h da manhã de algum lugar que não lembro qual era, cagando de medo porque uns dias antes um pitbull tinha atacado um conhecido meu nas redondezas de onde eu estava, aparece um cachorrinho vira-lata que simplesmente me acompanhou de volta pra casa, num trajeto de uns 3 ou 4km. Chegando lá ele entrou, dei água pra ele, coloquei um tapete pra ele dormir. Eu estava com intenção de ficar com ele, já que parecia sem dono, mas ele começou a ficar inquieto querendo ir embora. Abri o portão e ele saiu, olhou pra trás um momento e seguiu seu caminho. Cheguei a ver ele algumas vezes na cidade depois. Tenho fotos dele, inclusive)

Bom, vou fazer o que me cabe agora: Assistir Constantine, beber uma Beats e comer algo.

 Sabe, eu sei que comer desse jeito de noite faz mal, mas eu faço isso com um propósito: Se eu não comer, eu vou acabar bebendo e isso vai fazer eu falar o que não devia.

O ruim é que, hoje, eu não comi o suficiente.
Hoje não sei nem o que escrever.

Uma criança de 2 anos fica 2 semanas dentro de um poço com 25cm de diâmetro e quase 110m de profundidade. Sem comida, sem água. Fazem um poço do lado, trabalho fantástico realmente, mas a realidade eu já sabia antes de ler a notícia final.

Só acho que ninguém deveria passar por isso.

Não foram só situações como esta, claro, mas não posso negar que é uma das coisas que com o tempo me tornaram cético.

Mas tudo bem, eu sou vazio mesmo.

Atualizando, parece que a criança morreu por conta de um traumatismo craniano grave em decorrência da queda em si (bateu a cabeça diversas vezes nas paredes do poço). Os braços estavam erguidos, como quem tenta se proteger das pedras e terra que caíram por cima.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

yep, it's wood

Estou ficando sem saco pra frequentar fóruns de internet. Basicamente esses lugares se tornaram uma versão do Facebook só que sem erros bizarros de português.

É aquela história que já citei antes de jogar xadrez contra um pombo. Ele derruba as peças, caga na mesa e ainda sai voando cantando vitória. Também, como dizem no RJ, é bater palma pra maluco pular.

Você vai ler as postagens e parece um bando de papagaio, como se fosse uma só pessoa com 300 contas/usuários distintos, conversando consigo mesmo. Daí quando você quer dar um ponto de vista diferente da coisa, apenas pra gerar um questionamento mesmo, te taxam de comunista/petista/taxista/masoquista. Comunista, logo eu? Que amo o capitalismo. Petista? Caralho, cara.

Eu acabei desenvolvendo uma tática interessante pra identificar pessoas das quais a opinião é muito provavelmente estúpida. É muito fácil: Se o ser humano usa a palavra "lacrar" - e suas variantes - em um contexto que não seja o ato de utilizar-se de um lacre físico pra assegurar a não abertura de algo, eu automaticamente sei que há uma chance de 90% daquele animalzinho de teta estar falando merda.

Confesso que muitas vezes eu forço a barra pra gerar rage, mas todos nós temos o direito de nos divertir, não é mesmo?

Vou dar um exemplo de um assunto recente em um desses fóruns: Dois policiais militares de um estado nordestino se casaram. Pra deixar claro, dois homens. FILHO DA PUTA, O QUE VOCÊ TEM A VER COM A VIDA DELES? É O SEU CU QUE ESTÃO DANDO? NÃO, PORRA, ENTÃO VAI TE CATAR!

O gado tá muito ouriçado ultimamente.

lugar ao sol

Apaguei 2 postagens já. Ambas eram sobre "propósitos" e o porque disso ser essencial pra mim.

Espero não estar perdendo o propósito de escrever aqui.

Mas isso deve, eventualmente, acontecer.

Eu estava olhando meu guarda roupas e tem muita coisa velha ali, roupas que resolvi guardar "pra quando elas servirem novamente". Mas, assim, mesmo que isso aconteça (e vai), não sei se vale a pena. São roupas boas, mas não acho que combinam mais comigo.

Estou seriamente pensando em separar elas, lavar e doar. Poderia vender, mas isso não vai me trazer nada de bom.

Se for pensar bem, tem muitas coisas que eu precisava me desfazer, inclusive a instalação atual do meu Windows.

O dia que eu estava lembrando de um dia quente de verão de 2003 eu fiquei muito mal mesmo, estava quase entrando em crise, cheguei até a chorar. Daí, pensando sobre o ocorrido, eu concluí que eu sou muito apegado com coisas e situações antigas, especialmente no que tange relações interpessoais. As vezes as pessoas simplesmente deixam de ser amigas. É triste? É, mas acontece. Uma das pessoas que eu mais gostava e que hoje não tenho mais contato, se eu for parar pra pensar racionalmente, talvez não fosse uma companhia tão agradável atualmente. Entende? São idéias muito diferentes das minhas, caminhos diferentes. Nem os papos coincidem mais como antigamente (experimentei isso há alguns dias com um outro amigo e foi bizarramente estranho).

Apesar de ter muitas pessoas que gostam de mim, eu mesmo sempre fui muito fechado. Não fiz novos amigos desde que saí da escola, no máximo alguns bons colegas.

Outro problema que vejo é que, como minha memória é basicamente uma sequência de gatilhos emocionais que vão puxando mais e mais gatilhos, quase tudo com o que convivo possui uma carga emocional muito forte. Eu passo na frente de um mercado e lembro de quando ali era uma cachaçaria e eu passava horas ali com meus amigos. Eu olho pra rua de casa e lembro de ficar, também, horas jogando conversa fora ali. Eu ouço uma música de um álbum antigo do Linkin Park e lembro de passar as noites no Tibia matando troll e orc. Eu vejo uma foto minha sentado em um cadeira no Dê e lembro de eu enchendo a cara e dando umas puta mancada na praça depois. Cheguei num ponto, uns dias atrás, de eu estar andando por uma determinada rua e lembrar de uma coisa que aconteceu ali, parei e fiquei olhando praquele ponto por algum tempo, até o dono de uma casa do lado sair e ficar me encarando, no mínimo achando que eu estava com alguma má intenção ali.

Então, eu estou com isso muito forte na minha cabeça hoje, eu preciso me desfazer de coisas e conseguir novas experiências.

Doar as roupas é uma parte, mas também quero tentar conhecer pessoas novas, fazer novas amizades (apesar de eu ter um bloqueio forte quanto a isso), ir a lugares diferentes, experimentar comidas, me expor a situações, ler mais, tentar me entender e, dai sim, entender os outros. São só exemplos.

A essência da coisa é que preciso de novas lembranças, pra que, daqui 10 anos, eu lembre de agora e não só do verão de 2003, por exemplo.

Eu tô ligado que isso não é fácil de se fazer, como eu disse, tenho vários bloqueios, especialmente com relação a conhecer pessoas (nunca acho que alguém valha a pena), mas, sei lá, não é possível que só exista gente escrota e aproveitadora por aí.

Ah, quando alguém fala de "conhecer novas pessoas" a galera já quer relacionar com coisas sexuais e não tem ABSOLUTAMENTE nada a ver com isso. É completamente desonesto, se alguém pensa assim deve ser porque a própria pessoa tem esse costume de conhecer gente nova só pra transar.

Eu falo de conhecer mesmo, de conversar, de ouvir algo que ela tenha a dizer. Mesmo que a pessoa seja ruim, algo de bom você tira dali.

Acho que este, de todos os desafios que me propus a fazer desde 2016, vai ser o maior. São muitas barreiras a serem quebradas, muita coisa a ser deixada de lado. Minha cabeça mudou muito desde essa época, mas ainda preciso melhorar bastante.

A vida nos últimos anos não foi fácil, mas eu também não ajudei. Acho melhor eu tentar consertar isso enquanto ainda tenho tempo.

E vamos pra mais um ano de lutas.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

>:)

Eu costumava ser uma pessoa muito paciente e prestativa. Até me lembro de uma vez, quando eu tinha uns 15 anos, em que viajei pra praia com meu pai, um tio, meus primos e o irmão desse tio e seus filhos.

Os filhos deste irmão do meu tio, ao chegarmos no prédio, desceram do carro e subiram, nem se preocuparam em pegar as malas. Então eu, muito gentil, ajudei a subir todas as malas.

Coisas assim eram comuns pra mim, mas um dia eu percebi que as pessoas estavam abusando da minha boa vontade. Como as coisas pra mim são 8 ou 80, eu comecei a falar NÃO pra tudo que me pediam, se o pedido viesse de alguém que eu considerava folgado. Fiquei, então, com fama de mal educado.

Também, na mesma época, eu me considerava um cara paciente. Por muitos anos fui assim, eu era ansioso sim, mas conseguia racionalizar e saber que tudo tem seu tempo.

E, novamente, as pessoas abusavam da minha paciência. Até que eu enchi o saco e passei a ser taxado de grosso.

Ou seja, o tempo e a vida são testemunhas que eu tentei ser uma pessoa boa. Tentei ser gentil, tentei ser paciente, tentei ser compreensivo. Fui pago com gente folgada, desdém, pouco caso, desrespeito e decepções.


Na verdade eu ainda sou uma boa pessoa.

Mas eu cansei de ver as pessoas tentando me fazer de trouxa, mesmo eu sabendo MUITO mais do que elas pensam que eu sei.

Esse ano vai ser poucas idéias.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Como sua a bunda nesse calor, nossa. Até cachorro na bunda sua, de tão quente que tá.

Ontem eu vi uma coisa muito engraçada.

O ser humano é um lixo mesmo.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

bate na palma pra saber que cê tá aí

Estou realmente amadurecendo essa idéia do podcast. Amanhã vou fazer o pedido de um headset LX3000 da Microsoft porque dizem que é muito bom na captação de áudio.

Também meio que já sei qual nome darei ao podcast (depois de ter pensado em chamar de Manocast hahaha) e, melhor de tudo, não há homônimos.

Eu não tenho nenhuma pretensão com isso, tipo ficar famoso, ganhar direito e essas coisas, ate porque eu acompanho podcasts há quase 10 anos e sei que isso não dá dinheiro.

A intenção é somente expressas certos pensamentos meus em uma mídia mais espontânea e menos formal do que um blog.

A intenção inicial, já há muitos anos, era ter um canal no Youtube, mas a minha internet inviabiliza isso, além da questão da edição de vídeo requerer um computador mais potente. Talvez até evolua pra isso com o tempo, quando eu já estiver mais desinibido e consiga ser mais dinâmico quando eu falar.

Mas nem vou ficar com esse tipo de expectativa.

(Sem expectativas, sem decepções.)

Há muitos e muitos anos atrás eu, meus primos e meus amigos gravávamos o que, se fosse hoje e se fosse disponibilizado na internet, poderia ser chamado de podcast da era analógica. Era bastante divertido e eu daria um braço do Lula pra ter aquelas fitas novamente. Eu acho que eu ia chorar igual criança ouvindo elas.

Bom, por enquanto é isso. Estou ansioso pra começar.

altas esperanças

Há alguns meses atrás, talvez quase um ano, um colega de trabalho esqueceu um pequeno limão na minha mesa. O limão ficou perto do meu monitor por algumas semanas até eu lembrar dele, já impróprio para consumo.

Apesar disso, talvez por não estar em meio apropriado, ele não estava apodrecendo.

Resolvi, então, deixar ele aqui pra observar como é a evolução de um limão "morto" com o decorrer do tempo.

Bom, ele murchou, ficou com os gominhos a mostra e a casca endureceu. Cheirando ele bem de perto ainda se sente um pouco de sua essência, mas tem que prestar atenção.

Se eu pegar esse limão e deixar ele em um local onde não pegue chuva, umidade e nem sol, com pouca matéria orgânica, dado os devidos milhares de anos ele se calcificaria e viraria um tipo de fóssil (se chama fossilização, na verdade).

Obs.: Uma curiosidade, tem uma árvore que, com o tempo, fossiliza e vira pedra, não lembro qual e nem de onde.

Eu não fico exatamente pensando nisso o tempo todo, mas hoje, ao chegar aqui e ver o limão, me veio a cabeça um questionamento sobre o quão "duros" podemos nos tornar ao invés de morrermos e sermos consumidos pela terra.

A lição que tiro disso?

Na vida, quando você é esquecido, você tem duas opções:
1- Deixa que aquilo te apodreça e te destrua;
2- Fique firme, crie uma casca dura como pedra, mesmo estando morto por dentro.

Agora, me respondam, eu sou ou não sou foda por tirar lições de vida até de um limão esquecido? Isso porque vocês não viram meu texto sobre a barata que o blogger fez questão de não salvar e eu não vou reescrever.

Aliás, vale lembrar que este blog vai sofrer algumas mudanças.

sábado, 19 de janeiro de 2019

sage

Teve uma época curiosa no Brasil que, talvez influenciado pelo filme "Esporte Sangrento", várias pessoas começaram a treinar capoeira.

No intervalo da escola ficava uma GALERA em volta de uma pequena plataforma assistindo os caras (e até algumas pouquíssimas meninas) subindo ali e dando mortal e variantes.

Você via roda de capoeira em toda porra de lugar.

Eu achava tudo aquilo o máximo, sempre quis saber dar mortal e demais movimentos plásticos. Até cheguei a treinar plantar bananeira um tempo, eu conseguia ficar alguns segundos e tal, mas nunca fui mais longe que isso.

Um pouco por ser desproporcionalmente alto e o resto porque a capoeira era intimamente ligada com religiões africanas (afinal, ela veio com os negros trazidos a força da África como escravos). Cheguei a ter um berimbau, que era um instrumento usado, também, durante as celebrações/cultos dessas religiões.

Engraçado como, nesta época, eu me importava com essas merdas.

Hoje, já adulto, eu não ligaria pra isso. Mas, também, não ligaria pra capoeira.

De fato, as coisas vão perdendo a importância com o tempo. Além disso, acho que ficamos com preguiça.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

tivemos um dia quente

Estava calor, não conseguia me concentrar direito no que estava fazendo. Fui pro lado de fora da casa, tentar pegar ao menos um sopro de brisa que fosse pra me sentir melhor.

Naquele dia eu havia conversado com uma pessoa que há tempos eu não via. Após quase duas horas e todos os "novos assuntos" acabei ficando com uma sensação estranha.

Já do lado de fora da casa, notei que não havia a brisa que eu procurava. Entretanto, havia o céu com algumas nuvens e a Lua. Encostei-me na parede e fiquei observando o céu daquela noite abafada, lembrando do papo de mais cedo.

Subitamente me veio a mente o ano de 2003.

O que eu estava fazendo neste mesmo dia e horário, 16 anos atrás? Com certeza não estava enfurnado dentro de casa escrevendo em um blog.

Fui remontando na minha mente tudo que eu costumava fazer naqueles tempos. Tentarei descrever aqui.

"Tá quente demais. Porra.

Tem nada na TV, meu walkman tá sem pilha. Merda, queria ter ouvido 'Xupim' hoje. Liguei o rádio do aparelho de som pra ver se tem algo bom e tá tocando aquela merda de música da novela que toca 300 vezes por dia, quem é o corno que fica ligando e pedindo isso? Tomar no cu, viu.

Peraí, parece que ouvi a voz do Ripa lá fora. Tá tarde, mas foda-se, to de férias ainda.

'Aê seus cuzão! Cadê o Dirso, tá no banheiro de novo? HAHAHAHA!'

'Ô Tião, chega aí, olha a merda de história em quadrinhos que o Ripa fez hahahah'

'Daqui essa bosta... Mano, que porra é essa? Quem é esse?'

'É o Boneko de 4 na cama do Dirso'

'Mas porque ele tem duas bunda? Tá doidão de ácido, carai? hahahahahahahahah'

'HAHAAHHAHAHAHA DOENTE HAHAHAHAHAHAH QUE PORRA É ESSA HAHAHAHAHAHAA'

* termina de ler a HQ *

'Mano, faz mais dessa bosta, ficou engraçado pra caralho'

'Aí, que horas vamo saí amanhã?'

'As 21:00h, mas pro Rafael a gente fala que é as 20:00h pra ver se até as 21:30h ele fica pronto'

'Parece uma noiva se arrumando, arrombado'

'Vão se fuder, vocês que sempre atrasam'

'Vamo só lá no Dê mesmo?'

'Não, vamo na casa da MARIIIIIIIA'

'Muuuuu muuuuuuu'

'Sério, carai, vamo descer até lá no Vanil'

'E se chover?'

'Ah é, tem isso, vamo fingir que a gente não vai porque senão chove até pedra'

'É, ENTÃO, NÉ, NEM VAMO SAIR AMANHÃ NÃO, HAHAHA, VIU SÃO PEDRO, VAMOS FICAR EM CASA E TALZ'

'Ih caralho, olha o Élvis vindo, vamo vazá'

'Nossa, acho que minha mãe tá me chamando, tchau gente'

'É, tenho que tomar banho, falousss'

'Seus cuzão, vão me deixar aqui com ele não, vou entrar na sua casa'

* correria *

'Olha os cara, foram tudo embora' "

Então, eu resolvi ir lá fora um pouco.

O portão não é o mais o mesmo.
A calçada tampouco.
O banco não está mais lá.
Nem a árvore.
Nem a mureta.
Nem a pedra.
Nem as pessoas da história.

Amanhã é sexta e eu não vou sair. Talvez chova, mas talvez não. Ninguém vai vir me chamar pra conversar na rua e eu não vou chamar ninguém.

Hoje eu entendo o Cascão nesse quadrinho:



É só uma droga de noite quente.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Postando pra eu lembrar que tenho que escrever aqui a história da baratinha.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

chuva de porrada

Linkin Park - Pushing Me Away

I've lied to you
The same way that I always do
This is the last smile
That I'll fake for the sake of being with you

Everything falls apart
Even the people who never frown
Eventually break down
The sacrifice of hiding in a lie
Everything has to end
You'll soon find we're out of time
Left to watch it all unwind
The sacrifice is never knowing

Why I never walked away?
Why I played myself this way?
Now I see you're testing me
It pushes me away

I've tried, like you
To do everything you wanted to do
This is the last time
I'll take the blame for the sake of being with you

Everything falls apart
Even the people who never frown
Eventually break down
The sacrifice of hiding in a lie
Everything has to end
You'll soon find we're out of time
Left to watch it all unwind
The sacrifice is never knowing

Why I never walked away?
Why I played myself this way?
Now I see you're testing me
It pushes me away

We're all out of time
This is how we find how it all unwinds
The sacrifice of hiding in a lie
We're all out of time
This is how we find how it all unwinds
The sacrifice is never knowing

Why I never walked away?
Why I played myself this way?
Now I see you're testing me
It pushes me away
Pushes me away

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Eu gosto muito dessa música, ela fecha o álbum de uma forma muito especial.
Ela tem uma versão ao vivo que é show de bola, se eu lembrar eu linko ela aqui depois.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

2k19

Se eu for parar pra pensar, apesar de toda a merda de 2018, ainda teve suas coisas boas.

Não vou elencar elas aqui, mas, basicamente, é continuidade de planos que comecei a fazer em 2016 e que vão continuar em 2019.

Aliás, a tendência é que vá ficar mais hardcore esse ano por vários motivos.

Bring it on, motherfucker!