sábado, 15 de setembro de 2018

yeah, lá vem eles pra matar o frango

"A confiança é uma mulher ingrata, que te beija e te abraça, te rouba e te mata" - Brown, Mano

Eu estava com essa música na cabeça hoje enquanto tomava banho.

De tarde eu encontrei um amigo e estávamos conversando sobre alguns acontecimentos da escola, do final da adolescência e da vida adulta.

Apesar de eu não reconhecer mais naquela pessoa o amigo de outrora, é inegável que tenhamos boas histórias juntos.

Um dos comentários que ele fez foi sobre uma pessoa que, na época em que éramos uns perdidos na vida (é exagero, eu sei), vivia falando mal da gente. Hoje esta pessoa está passando por situações complicadas com a própria família, basicamente vivendo o que ela dizia que iria acontecer conosco e não aconteceu.

Ele riu disso e perguntou o que eu achava.

Confesso que nem lembrava mais disso, dai eu me toquei que eu não havia guardado mágoa sobre aquilo e falei pra ele isso.

"Eu guardo, eu lembro de tudo que falavam da gente." - Ele respondeu.

Essa característica dele eu já havia notado antes, muitas vezes ele falou sobre coisas que outro amigo nosso tinha feito com ele (tipo, na cabeça dele, "roubado" uma garota que ele gostava).

Eu não quero ser assim. Não quero sentir raiva o tempo todo, não quero ficar sempre no limite entre o racional e o irracional.

Há sim, duas pessoas pelas quais eu guardo uma mágoa muito grande. Pessoas estas, que eu preferia nunca mais ver na minha frente e nem ficar sabendo nada sobre. Apesar disso, com certa frequência, eu as encontro pessoalmente ou alguém me fala algo sobre elas.

É tipo quando você tem um machucado na mão e fica toda hora batendo justo ele nas quinas.

Mas eu não sou assim, eu não quero me sentir assim.

Dá última vez que passei por algo semelhante, a amargura quase tomou conta de mim. Eu não quero que isso aconteça de novo.

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