sábado, 11 de janeiro de 2020

Sobre sonhos

Eu preciso falar sobre um dos sonhos mais bizarros que já tive.

Foram 4 situações misturadas, uma que eu estava aqui na cama, uma em um evento, outra em uma casa que parecia a do meu pai e, por fim, em outro que não lembro praticamente nada.

Tiveram vários elementos, como um casa de vagalumes acasalando no meu quarto e eu tentando soltar eles lá fora sem machucá-los.

Também teve eu tentando ir embora da casa do meu pai e tentando impedir um cara lá de fazer merda. Não consigo recordar o que ele queria fazer, mas era algo grave.

Mas a parte mais... Estranha... Foi a do evento.

Era um lugar que tinha algumas salas na entrada antes do galpão do evento em si, onde haviam várias mesas e cadeiras e pessoas, óbvio. Não parecia nada formal, ninguém estava com roupas chiques.

Logo de cara e já notei que aquilo era um sonho por algo que vi próximo a porta, só que não lembro o que era.

Cheguei lá na parte da festa em si, já estava em mente que deveria procurar alguém. Eu sabia que era um sonho, mas não era um sonho normal, digamos, era tipo um sonho em camadas como no filme Inception. Quem estava sonhando não era eu, aqui, era o meu eu do sonho com os vagalumes.

Enfim, eu atravessei parte das mesas e vi um amigo sentado logo a frente. Ele estava com a já clássica camiseta laranja clara meio desbotada e de bermuda azul. Sentei com ele e fiquei olhando, me concentrando pra manter o foco e não acordar, dai eu perguntei algo aleatório e ele me respondeu com uma voz meio estranha, como se fosse um rádio com sintonia fraca. Eu falei pra ele "Cara, isso aqui é um sonho, a galera sente falta de você."  e ele respondeu "Eu sei, véio.". Acho que faz seis anos que não o vejo.

Daí ele apontou pro lado pra me mostrar uma outra pessoa vindo.

Ela veio, estava de calça jeans e uma camiseta azul com uns detalhes em vermelho nos braços (acho que nunca vi essa roupa, meu cérebro que deve ter criado), antes que eu fizesse qualquer coisa ela se sentou sobre meus joelhos, de lado, mas co o tronco virado pra mim e me abraçou. Fui tentar falar algo e ela disse "Não fala nada que isso aqui não vai durar muito.". Eu fiquei quieto. Realmente, não durou e eu acordei no quarto, na parte dos vagalumes.

Um detalhe sobre essa situação acima, o rosto do meu amigo, antes da pessoa chegar, começou a mudar de forma, como se eu não soubesse mais como ele é depois de tanto tempo afastado.

Como não podia deixar de ser, isso tudo me lembrou a parte final da cena da casa do filme BEMSL. Eu tinha ciência ali, na hora, que aquilo não era uma lembrança, que não havia acontecido e que eu ia acordar logo. Eu não tinha aquela lembrança, estava criando algo que não aconteceu.

Sendo este o Mural da Liberdade, preciso dizer que fiquei um pouco abalado com esse sonho. Foi algo simbolicamente forte de forma geral.

Eu precisava contar, pra não esquecer.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

Sonhei várias vezes com esse amigo, nas primeiras vezes ele não falava nada, nas últimas 3 vezes que ele falou algo. Curiosamente, meu primo me falou que acontece a mesma coisa com ele, com a mesma pessoa.

Possivelmente eu sonhei com ele porque a van que me leva ao trabalho mudou de percurso e está passando em frente a casa da mãe dele.

Um dos vagalumes tinha os olhos vermelhos. O do outro eram verdes. Na real não sei se são olhos aquilo ou apenas pontos de luz que parecem olhos. Eu estava de luvas quando os peguei, ao tentar soltá-los pela janela um deles enroscou a pata na luva e eu não consegui tirar. Eram bem fortes, creio que nem passarinho tem aquela força.

Acho que tive uma leve paralisia do sono em um dos momentos do sonho em que estava no quarto.

Ah, os cenários do sonho foram alternando entrei si, só essa última parte relatada antes das informações adicionais que aconteceu "em um take só".

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