Última semana de trabalho antes das férias. E eu tenho um total de 0 planos.
Acho que, no máximo, matar uma garrafa de Absolut na madrugada do Natal em alguma praça. Nem sei se vai ter Calango de Natal esse ano. Talvez eu pudesse ir pra lá, ver as pessoas fingindo que ainda vivem aquilo, que não envelheceram, que aquele não é um lugar depressivo e que só serve pra trazer lembranças de outros tempos.
Essas datas vão perdendo cada vez mais o significado.
As festas natalinas nas casas são tristes, só não são piores que as de Ano Novo.
Aquela reunião te faz lembrar que as pessoas que você queria que estivessem por perto não estão mais, talvez elas estejam nas casas delas pensando em você também, talvez não. Daí você não aguenta isso e vai lá pra frente do Calango, tentar resgatar um sentimento de juventude que se foi há muito tempo. Só que as pessoas que você queria também não estão lá.
Então você percebe que não era o lugar, não era a ocasião, não era o clima, a música, nem nada disso. Eram as pessoas que faziam os momentos especiais.
Não importa a sua idade, se elas estivessem ali com você, aquele momento também seria especial.
Por fim, talvez eu vá até o Calango na madrugada de Natal, mas eu já sei o que vou encontrar lá e, especialmente, o que não vou encontrar.
Já são quase 8 anos.
Parece que foi ontem.
Foi ontem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Qualquer comentário aqui será arbitrariamente ignorado.