sábado, 13 de abril de 2019

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Ontem, após sair do dentista, eu fui ali na frente do Banco do Brasil porque ainda estava cedo pra ir embora.

Acho que era cerca de 19:07h quando resolvi parar ali um pouco.

Parece que foi ontem que reclamamos quando instalaram aquelas pequenas grades pro pessoal não sentar mais nas muretas.

Nós vivemos as coisas e sempre pensamos que aquilo nunca vai acabar, acho que esse é a raiz de todos os pensamentos que faz as pessoas sofrerem ou se decepcionarem depois.

Costumávamos descer até ali (a pé), depois íamos até a sorveteria lá embaixo (perto de onde é o novo Posto de Saúde), voltávamos pro BB. Na época, havia uma divisão engraçada do pessoal que frequentava o centro da cidade a noite, quem nos falou isso foi um colega nosso que "vivia nos 3 mundos". Segundo ele, no quarteirão do BB (e um pouco pra cima) era a galera mais de boa, ali do Bradesco (tinha um bar em frente) até o Bar Barão eram os cachaceiros, tiozões e gente feia. Da praça em frente ao Posto de Saúde (antigo China Lanches) até a praça do Rosário ficavam os maconheiros e usuários de drogas em geral.

Claro, isso foi mudando com o tempo, até porque os "points" da cidade mudaram, houve época em que essa praça em frente ao PS era frequentada por playboys que ficavam na antiga cachaçaria, dai tudo dali pra cima virou terra dos cachaceiros, tiozões e gente feia.

Hoje, quando passo em frente ao Mandy ou em frente a antiga Mércia Lanches e vejo uma galera reunida, vejo que aquela quantidade de gente é tipo "o maior rolê da cidade". Tem muita gente ali que é bem nova e não tem nem noção do que era o BB, a cachaçaria, o Dê, há alguns bons anos atrás. Tem gente que acha que a galerinha que ficava ali no Mineiro era uma "grande muvuca" hahahaha

Sabem de nada.

Só que tem uma coisa que eu estava conversando com meu irmão esses tempos, eu não sei se o que faz falta eram os rolês lotados (nunca imaginei que fosse usar esse termo, rolê, até pouco tempo atrás isso pra mim era uma forma de fazer um bife) ou as companhias. Algo me diz que, quando a companhia é boa, qualquer lugar fica bom. Faz algum sentido, mas não tenho certeza, porque faz anos que não posso dizer que tive uma companhia agradável por tempo suficiente pra um lugar ruim começar a ser bom.

Ficou meio abstrato, mas o que eu quis dizer é que não tenho amigos pra fazer lugares ruins ficarem bons.

É isso, mais um post saudosista. Vou escrever quantos deles eu quiser porque o blog é meu.

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