Se eu não acredito mais no que as pessoas falam em dias comuns, imagina hoje.
Não vou forçar a barra e dizer que me tornei assim porque isso ou aquilo, eu meio que sempre fui.
Meu pai me diz que sou cauteloso igual um personagem bíblico que eu não lembro qual era.
Sempre lembro daquela história, do pai ensinando o filho, onde o pai pede pro filho subir numa pequena árvore e diz pro filho pular que ele vai pegá-lo. Ao pular, o pai sai e deixa o moleque se estatelar no chão. Nisso, entre o choro e confusão da criança, o pai lhe diz: "Filho, NUNCA confie em NINGUÉM".
Apesar de eu não lembrar do meu pai fazendo isso comigo, eu era a criança que simplesmente não pularia.
Até quando meu pai queria treinar resgate na água comigo (segura a pessoa com um braço e nada usando o outro) eu demorei pra entender que ele não ia deixar eu me afogar (eu não sabia nadar na época).
Era instintivo, aquele senso de autopreservação inerente a uma espécie que evoluiu naturalmente selecionando seus indivíduos, onde os destemidos morriam devorados por ursos enquanto os cautelosos sobreviviam. Obviamente havia um equilíbrio, haja visto que os extremamente cautelosos talvez morressem de fome porque não tinham coragem de sair pra caçar.
Eu sou cauteloso, mas de uma forma equilibrada.
Por exemplo, eu não tenho medo de dizer o que eu penso se eu achar que preciso. Isso, inclusive, me rendeu o rótulo de grosso e arrogante.
Mas é isso, mais tarde vou postar uma revelação aqui, algo que nunca postei antes.
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