domingo, 28 de outubro de 2018

terça-feira, 23 de outubro de 2018

faz parte da história, está tocando na rádio

Vou compartilhar uma coisa aqui que me faz rir TODA VEZ.

Em meados de 2006, meus amigos e eu íamos em um show da banda Biquini Cavadão. Umas duas semanas antes o meu amigo Ripa começou a falar que ia comprar uma camiseta pra ir no show, da marca Puma, que ele tinha visto em uma loja qualquer por um preço baixo.

Ele falou dessa bosta de camiseta por quase duas semanas, até que, no dia antes do show, ele foi lá comprar.

Beleza, todos preparados, fomos para o evento.

Chegando lá, ele com a camiseta nova dele, quando, subitamente, entramos em uma crise de riso coletiva (menos o Ripa).

Na porra da camiseta dele, onde deveria estar escrito "Puma", estava escrito "Pum" e tinha o famigerado símbolo da Puma (que, obviamente, é um puma) soltando um peido.

Aquilo foi motivo de risos durante toda a noite. O Ripa não esboçou o menor sorriso, obviamente ele não tinha percebido antes.

Outro fato curioso foi que, tirando o Ripa, o resto de nós estávamos de laranja (sem ninguém ter combinado).

Há registros fotográficos disso.

Felizmente o único site que continha essa foto foi deletado (meu finado flogão), então a foto não existe na internet, só no meu computador.

Sempre darei risadas.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

plantas

Mais uma vez eu lembrei de um trecho de uma música do P.O.D. (Youth of the Nation) que diz: Who's to blame for the lives that tragedies claim? (A quem culpar pelas vidas que as tragédias tomam?).

Eu estava sentado perto de um mercado esperando uma pessoa, tinham dois caras do meu lado conversando, um deles tinha sotaque paulistano. Este estava contando uma história da infância dele, onde, resumidamente, o irmão mais novo dele - de 11 anos de idade - foi executado com uma paulada na testa e 20 tiros. Isso mesmo, 20 fucking tiros. Com 11 anos. Ele também disse que as mesmas pessoas que mataram o irmão iriam matar a família toda, motivo pelo qual eles fugiram da cidade dele e vieram aqui pro interior.

Não ouvi todo o papo - pois logo fui embora - pra saber os possíveis motivos pra esse absurdo, mas, na verdade, não importava. Nada justifica algo assim, era só uma criança. Me lembrou o caso daquela menina Vitória, que foi morta por "engano" por ter sido confundida com a irmã de um cara que devia dinheiro de drogas.

Que porra de mundo é esse?

A vida não vale nada mesmo, pelo que parece.

A moral da história é que sempre há uma história triste atrás de uma cara de mau.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

tudo certo, mas ao contrário - parte 2

Nossa percepção do mundo a nossa volta é bem mais complexa do que apenas os 5 sentidos (7, se você for um Cavaleiro de Ouro).

Muitas vezes percebemos as coisas antes que elas nos sejam ditas diretamente.

A maioria das pessoas chama isso de "intuição", os céticos, como eu, chamam de SUBCONSCIÊNCIA.

O tempo todo recebemos estímulos de todos os lados, não tem como termos consciência total de tudo que chega ao nosso cérebro.

O fato é: Mesmo assim, eles chegam. E ficam. Nossa mente, nosso subconsciente vai montando um tipo de quebra-cabeça tentando criar um sentido naquilo tudo. Muitas vezes dá certo, muitas vezes, não.

Vamos fazer um exercício mental. Pensemos em um casal. A mulher começa a sentir sua "intuição" lhe dizer que o marido está fazendo algo de errado. Ela fuça, bota gente pra seguir o cara e descobre que ele está traindo ela. "Minha intuição não falha! Eu sabia!".

Nesse ponto entra o viés de confirmação que dissertei sobre na parte 1.

Ela esquece das inúmeras vezes que a intuição dela não era nada, só lembra - das poucas - vezes que ela funcionou.

"""FUNCIONOU"""

Agora, o que provavelmente aconteceu: As pessoas tendem a ter um comportamento constante, mesmo que seja instável. Quando você convive muito com alguém, você consegue notar qualquer mudança comportamental, mesmo que mínima. Isso, quando entramos no quesito do subconsciente, é ainda mais forte. A mente acaba pegando essas pequenas variações e criando cenários onde elas façam sentido. Quanto mais "sinais" diferentes forem captados, mais realista é. De repente, o subconsciente manda um quadro já pintado pra parte consciente da sua mente e é este quadro que chamam de intuição. Como a mulher descobriu que o marido estava mesmo traindo ela, o viés de confirmação teve 100% de sucesso. Caso não descobrisse, ela esqueceria isso tudo em alguns dias.

No fim, foi o marido que contou pra mulher que ele estava sendo infiel. Sem metafísica, sem parapsicologia, sem nada de anormal. Apenas uma funcionalidade comum do cérebro.

Todos estamos sujeitos a isso.

Eu mesmo, neste exato momento, estou com "pressentimentos" sobre algumas situações da minha vida. Não sou médium (ninguém é), não vejo o futuro (ninguém vê), apenas é meu subconsciente me enviando um alerta.

Se ele é real ou não, o tempo dirá.

Enquanto isso, o negócio é tentar controlar com paliativos a ansiedade que vem crescendo em mim já há alguns meses.

Acho que é isso.

Enfim, não teve uma parte 3.

Não ainda.

In the end, it's all about how we see the world.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

tudo certo, mas ao contrário - parte 1

Eu vou dividir essa postagem em 2 ou 3 partes.

Inicialmente vou dar um background ao próximo post.

Onde eu trabalho existem muitas siriemas, que são pássaros de cerca de 1m de altura, bem magrelos, que voam bem pouco, mas correm bastante. Não sei no geral, mas as de lá não se preocupam muito de andar perto dos humanos, não raras vezes eu tive siriemas passando a menos de 2m de mim. Elas tem mania de subir nos carros, safadenhas.

Existe um mito de que o canto da siriema (que é bem alto e meio estridente) é presságio de chuva.

Ouvi muita gente falando isso por mais de 10 anos.

Diversas vezes ouvi pessoas dizendo "a siriema cantou o dia todo hoje, pode ver que vai chover" ou "olha aí, começou a chover, bem as siriemas cantaram".

Então entrou minha chatice congênita meu pensamento científico, comecei a me atentar se realmente chovia todas as vezes que elas cantavam.

Eu não fiz uma marcação contando, mas eu posso dizer que em mais da metade das vezes não chovia. Chegou época delas cantarem durante 5 dias seguidos da semana e nem uma nuvem aparecer.

Então, por que as pessoas fazem tal relação?

Isso se chama VIÉS DE CONFIRMAÇÃO. Basicamente, quando você acredita em algo, você busca meios de confirmar aquilo e ignora coisas que sejam um contraponto. As pessoas simplesmente não lembravam das vezes que as siriemas cantaram e não choveu, mas quando chovia - e elas tinham cantado - logo associavam. Muitas vezes, também, choveu sem elas terem dado um pio (literalmente).

Aqui tem um vídeo delas cantando

Aplicamos o viés de confirmação em muitas coisas na vida sem nem percebermos. Muitos, inclusive, em pensamentos preconceituosos ou generalistas.

É preciso ter cuidado com isso, principalmente pra não cometermos injustiças baseadas em nossas próprias crenças (não estou falando de religião).

Bom, é isso, vou ver se escrevo a parte 2.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

o zóista cuida dos zóio

Na quinta passada eu sai mais cedo do trabalho, fiz o que tinha que fazer no centro e cheguei em casa as 17:40h.

Saí de casa hoje as 7:40h pra trabalhar, ao chegar no trabalho eu me dei conta que eu não coloquei os pés pra fora de casa durante todo esse intervalo de tempo entre quinta e hoje.

Passei muito tempo deitado, pensando. Olhei uns vídeos antigos do Youtube que eu havia postado na minha timeline do Facebook. Mas o que eu mais fiz foi olhar umas imagens antigas de uma pasta minha. Devem ter sido cerca de 3500~4000 imagens no total. De todos os tipos possíveis, algumas bem pesadas (piadas preconceituosas, misóginas, xenofóbicas, etc).

Eu variei de passar mal de rir até quase chorar de tristeza com essas imagens. Tinha uma chamada "Dog" que é pesadíssima, também tem uma com ilustrações seguindo a música "Yesterday", dos The Beatles, que é de acabar com o caboclo.

As engraçadinhas eu postei no status do Whatsapp. Algumas. Nem eram as mais engraçadas.

A maioria delas eu peguei de fóruns (3 em específico) que frequentei entre agosto de 2012 e final de 2015.

"Conheci" pessoas de todos os tipos, briguei com elas, as ajudei, fui ajudado, dei e recebi conselhos. Aprendi muita coisa, ensinei também. Rimos e choramos juntos, brindamos sozinhos nos finais de ano. Destruímos vidas e fizemos boas ações. Presenciei crimes e conspirações serem criadas e desbancadas.

E sabe o mais curioso de tudo isso?

Eu não sei o nome de ninguém e ninguém sabe meu nome. O anonimato era uma lei.

Hoje em dia parei de frequentar tais lugares, já que a base de usuários mudou muito e não me sinto mais parte daquilo, mas foi uma parte importante da minha vida. Parte do que sou hoje é por ter frequentado aqueles recintos. Eles me fizeram ver que a diversidade é muito maior do que a mídia quer que acreditemos.

Eu sinto falta daquilo, por muito tempo foi o único lugar que me senti em casa. Mas o meu tempo passou.

Sempre serei grato por tudo que aprendi. Sem culpas, sem medos, sem amarras, sem arrependimentos. Aquilo sim era um verdadeiro Mural da Liberdade.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

a verdade não se curva

Fato da vida: Pagamos altos preços pelos erros dos outros. Talvez até mais altos que os dos nossos próprios erros.

Mas quem liga, não é mesmo?

O que interessa é viver a porra da vida.

Só que o futuro cobra e cobra cara. Cobra de nós e de quem está próximo.

"FODA-SE, EU SOU LIVRE E FAÇO QUE EU QUISER"

A conta vem, sempre vem. Com juros, correção monetária, taxa de câmbio, IOF e taxa de agiotagem.

Hoje seria um bom dia pra socar algumas faces.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

bolinhas

Até uns anos atrás, tinha uma piada replicada incessantemente quando o Corinthians era eliminado da Libertadores.

"O Corinthians na Libertadores é igual o seriado do Chaves: Você já viu várias vezes e já sabe o final, mas assiste porque é engraçado."

Até então esse timeco não tinha ganho tal campeonato nenhuma vez, hoje em dia a piada não faz mais sentido.

Mas parte da piada eu reaproveitei em certas situações - "É igual o seriado do Chaves: Você já viu várias vezes e já sabe o final, mas assiste porque é engraçado" - que tive que lidar ao longo dos anos.

Se trata, basicamente, da repetição que é a vida. De como quase tudo parece um grande deja vú. Do modo como as pessoas agem, repetindo os mesmos erros. E eu me incluo nisso.

"Did I ever tell you what the definition of insanity is? Insanity is doing the exact... same fucking thing... over and over again expecting... shit to change... That. Is. Crazy."

"Eu já te contei qual a definição de insanidade? Insanidade é fazer a exata... mesma merda de coisa... de novo e de novo esperando... que a merda do resultado mude... Isso. É. Loucura."

Existe um contraponto a todo isso, mais tarde eu escrevo sobre.

Vou resumir o contraponto: Tem uma frase atribuída a Bruce Lee que diz "Não temo o homem que treina mil chutes uma vez, temo o homem que treinar um chute mil vezes", isso significa, basicamente, que repetição não implica diretamente em burrice. Se você quer se aperfeiçoar em algo,você repete aquilo várias vezes, é o princípio da maioria das artes marciais.

 Então devemos saber diferenciar quando repetir a mesma coisa várias vezes é uma forma de melhorar naquilo e quando é apenas estupidez.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

notas 0

"O certo é o certo, na guerra ou na paz"
"O certo é o que prevalece, acha que os bico tão em choque porquê?"

O rap é o som da realidade.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

bolo de cenoura é o melhor bolo

"As consequências de nosso destino são resultados de nossas escolhas"

Eu dormi dois períodos entre ontem e hoje.

O primeiro foi das 19h até cerca de 0h. Depois das 5h até 7h.

Tive sonhos bem estranhos em ambos.

1- Foi uma mistura de cenários e situações, Parte se passou em uma casa no meio de um tipo de floresta que lembrava um pouco o bosque/horto aqui da cidade, eu e mais alguém estávamos na casa e tínhamos que ir na casa do meu pai que ficava na mesma floresta, mas tinha que passar por uns caminhos cheios de rampas, bem estranho. Outra parte se passou em uma construção grande com várias outras pessoas, éramos tipo um grupo de especialistas em algo e fomos até lá pra procurar alguma coisa. Não encontramos. Em certo ponto eu desci sozinho até o térreo do lugar a garagem tinha sido destruída por um furacão. Saí do lugar e, ao olhar na lateral do prédio, tinha uma pessoa vindo (que não reconheci), só sei que tive que sair correndo pra visar o resto do grupo. Subi alguns andares pra olhar por um telescópio.

2- Eu estava com meu primo em um prédio onde ele mora (no sonho), precisávamos ir até outro lugar e começamos a correr e entrar em vários buracos na parede pra chegar. Por fim, tínhamos que ir numa festa de casamento (não sei de quem, mas eu não podia faltar). Encontramos o pai do meu primo e meu primo sumiu, então eu tinha que voltar pro apartamento inicial, só que os buracos pareciam ter diminuído (ou eu engordei em segundos) e eu estava com medo de ficar entalado. Corta pra eu na minha sala de trabalho, meu PC fica de costas pra janela, eu ouço um barulho alto (como uma chuva bem forte), quando levanto e olho pela janela eu vejo tipo uma onda vindo, igual essas que vemos quando temo furacão nos EUA que arrastam casas. Eu tento fechar as janelas e não dá, saio correndo e a onda bate na janela, inunda tudo, mas ninguém se fere. Eu ajudo algumas pessoas (mulheres) a se levantarem (escorregaram), volto pra sala pra procurar minha carteira, está toda molhada e destruída. Fico desesperado quando penso como está minha família. Acordo.

Caralho, minha cabeça está funcionando de forma estranha. Ambos os sonhos envolviam lugares estranhos, situações confusas e catástrofes naturais.

Uma curiosidade: Hoje, trabalhando, eu ouvi um barulho bem semelhante ao do sonho, levantei e olhei pra fora e eram alguns funcionários descarregando extintores de incêndio para recarga.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

eu não queria mais voltar

Tem uma cena conhecida em filmes de ação/aventura em que alguma personagem está andando em uma caverna e, de repente, tem um pequeno deslizamento de terra que quase a mata. Após isso, aliviado, ele suspira. Neste momento, a caverna toda vem abaixo e soterra o caboclo.

Outra cena semelhante é quando a personagem está num avião e este cai, tendo só ele sobrevivido. Imaginando-se sortudo, esse pensamento logo vai embora quando ele percebe que caiu em uma ilha habitada por uma tribo de canibais.

O resumo da ópera: Tudo pode ficar pior.

Sabe aqueles dias que você teve uma chance e teve até a vontade de não ter ido a um determinado lugar, mas sua teimosia (já conhecida) te fez ir? E, então, você se depara com uma situação que seria análoga a alguém te bater na cara com um dormente de trilho de trem?


Isso foi ontem.

Cada dia que passa, penso mais e mais que a frase "a ignorância é uma bênção" é real.

Não falo de ignorância de conhecimento científico, por exemplo, falo do simples fato de você não saber algo que não precisaria saber.

Pior ainda quando esse algo é uma coisa que pode destruir vidas se for revelada.

Você se torna responsável também. (não estou falando de crimes)

Toda vez que penso nessa merda, eu só queria que fosse tudo um pesadelo, queria acordar.

"Let's try these nightmare vision goggles"
"Everything looks exactly the same"

sábado, 22 de setembro de 2018

qual é o peso da culpa que eu carrego nos braços?

Eu entendo completamente a existência de "gatilhos mentais" que trazem de volta certas coisas. Esse mecanismo é bastante usado e citado por quem estuda PNL (Programação Neurolinguística).

Nesse tipo de contexto os gatilhos são usados para, digamos, despertar um estado mental de autoconfiança e desinibição. Cada pessoa utiliza para um fim, alguns para perder inibição ao falar em público, outros para terem mais clareza nas decisões e tem até os virjão que pensam que isso vai ajudar eles a se darem bem com mulheres.

Só que a PNL não criou esse gatilhos, eles apenas utilizam de algo que já existe no nosso cérebro pra um fim específico.

Os tais gatilhos são aquelas coisas que te fazem lembrar de algo, como um perfume que, quando você sente, te lembra alguém que você gosta ou uma música que te faz relembrar seus amigos.

Só que tem o lado sombrio da coisa.

Por vezes o gatilho te traz lembranças ruins, coisas que você talvez até já tivesse "esquecido". Sempre lembro de um colega de trabalho que foi pego de refém em uma rebelião. Na ocasião ele ficou em uma cela junto com algumas mulheres (visitantes, parentes de presos). Ele foi libertado e tal, mas é um choque muito grande esse tipo de acontecimento, então ele ficou com um trauma. Haviam vários gatilhos que o faziam lembrar do ocorrido, um deles, que era o mais curioso, era sentir o cheiro de certo creme de cabelo. Aparentemente uma das visitas estava usando um creme de cabelo com cheiro muito característico e isso ficou marcado nele. Quando a esposa dele vai comprar um creme de cabelo, ele abre o pote e cheira antes, se o cheiro lembrar aquele daquela mulher do fatídico dia eles não compram. (a história é bem mais pesada que isso, mas não vou me estender)

Dito tudo isso, posso afirmar que, atualmente, parece que está ocorrendo um daqueles tiroteios dos filmes do Rambo na minha cabeça, de tanto gatilho sendo disparado hahahahaha (estou rindo, mas é de desespero)

Tem tanta coisa ativando tanto gatilho que, em seguida, ativa outro e outro... Quando eu vejo estou repassando minha vida toda na cabeça, tentando entender várias coisas que ficaram com um enorme ponto de interrogação na frente.

Conversando com duas pessoas sobre isso, notei que é algo comum, ao menos em homens. A raiz do problema passa por muitas variáveis, difícil mesmo de identificar com exatidão.

Uma das principais coisas é conseguir perdoar.

E eu não estou falando só de perdoar os outros, falo de conseguir me perdoar também. O perdão não é esquecer algo que te fizeram (ou que você se fez), é tirar das suas costas o peso de algo que você não deveria estar carregando.

Eu já perdoei muitas coisas na vida, mas teve um ponto crítico da minha história que eu perdi essa capacidade.

E eu nem vejo isso como uma questão religiosa ou transcendental, até porque não sou nem um pouco religioso, penso mais como uma forma de encarar a vida mais saudável, assim como seria praticar exercícios com regularidade e se alimentar bem.

Não tem como dizer que sou saudável se eu não consigo me libertar das mágoas.

Comecei a pensar sobre isso esses dias com o Yom Kipur que é o Dia do Perdão na cultura judaica. Não entrei em detalhes, mas parece que eles ficam 25 horas em jejum, fazendo orações, sem banho, sem usar aparelhos eletrônicos, sem sexo e sem nada que possa lhes trazer conforto. Aparentemente a idéia é causar sofrimento ao corpo para que a mente se liberte da raiva e outros sentimentos ruins, para que a pessoa possa pedir perdão pelos próprios erros e perdoar os erros dos outros.

É um ritual religioso, mas achei bonita a motivação.

Falar sobre essas coisas é bom, traz um certo alívio e nos faz refletir sobre se estamos exagerando, se estamos sendo justos ou se estamos sendo idiotas.

Aos poucos eu vou conseguindo. Eu preciso.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

a vida é um eco, mano

"Seus ideais valem mais pra você do que dinheiro ou fama"

Essa era uma daquelas "Frases de Hoje" do Orkut e era a que eu mais me identificava.

---------------------

Dormi bem cedo ontem e tive uns sonhos bizarros.

Estou com preguiça de escrever sobre.

Será um longo final de semana.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

ter sorte

Hoje é um belo dia pra enfiar a cara numa parede até atravessar do outro lado.

Não posso deixar esse tipo de sentimento me controlar, vou arrumar uma válvula de escape.

beat box do macaco

"And sometimes I get nervous
When I see an open door"

Ando tão nervoso ultimamente.

Estou realmente pensando em adentrar no estudo da filosofia estoica.

Ou vou voltar a beber padrão 2012.