quarta-feira, 31 de julho de 2019

2003

Uma história de superação que lembrei hoje:

No 2° ano do ensino médio, em todo ensino médio na verdade, era comum o pessoal se dividir nas aulas de educação física, alguns iam jogar futsal, outros iam jogar basquete e tinha um povo, maioria meninas, que jogava vôlei. Eu era ruim em tudo, então eu só jogava quando era obrigado.

Os mais chatos dali eram os que jogavam vôlei, se achavam os fodões.

Certa feita, estava eu conversando com um pessoal do lado da quadra de vôlei, dai os "tops" formaram um time e venceram um outro time lá de lavada.

Eis que a 10/10 começaram a chamar a gente pra jogar também, mas ninguém ali sabia jogar de verdade, éramos os "renegados" que ninguém escolhia.

Fizemos nosso time, 3 homens e 3 mulheres, e fomos pra quadra. O time "top" começou a rir da gente, achando que ia ser um flawless victory.

Fizeram uns 5 pontos na gente e conseguimos um ponto.

O mestre aqui que foi sacar. Como não era bom no saque normal, resolvi dar o que chamavam de "saque viagem", que era, basicamente, sacar com a mão de baixo pra cima, dai a bola faz uma parábola bem alta.

Fiz 6 pontos seguidos no saque. A cara de incredulidade do outro time era impagável.

Desestruturados psicologicamente, ganhamos a partida por uns 5 pontos de diferença.

O misto de decepção, raiva e vergonha deles, ah, aquilo foi lindo.

Claro que não jogamos mais contra eles (pelo menos não a mesma formação, comigo e meu primo), terminamos nossa carreira no auge. Nosso time foi lendário, icônico, tivemos torcida vibrando, lavamos a alma de muitos que eram constantemente humilhados por não serem tão bons em esportes.

Aquele dia ficou pra história.

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