Teve uma época curiosa no Brasil que, talvez influenciado pelo filme "Esporte Sangrento", várias pessoas começaram a treinar capoeira.
No intervalo da escola ficava uma GALERA em volta de uma pequena plataforma assistindo os caras (e até algumas pouquíssimas meninas) subindo ali e dando mortal e variantes.
Você via roda de capoeira em toda porra de lugar.
Eu achava tudo aquilo o máximo, sempre quis saber dar mortal e demais movimentos plásticos. Até cheguei a treinar plantar bananeira um tempo, eu conseguia ficar alguns segundos e tal, mas nunca fui mais longe que isso.
Um pouco por ser desproporcionalmente alto e o resto porque a capoeira era intimamente ligada com religiões africanas (afinal, ela veio com os negros trazidos a força da África como escravos). Cheguei a ter um berimbau, que era um instrumento usado, também, durante as celebrações/cultos dessas religiões.
Engraçado como, nesta época, eu me importava com essas merdas.
Hoje, já adulto, eu não ligaria pra isso. Mas, também, não ligaria pra capoeira.
De fato, as coisas vão perdendo a importância com o tempo. Além disso, acho que ficamos com preguiça.
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