segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

altas esperanças

Há alguns meses atrás, talvez quase um ano, um colega de trabalho esqueceu um pequeno limão na minha mesa. O limão ficou perto do meu monitor por algumas semanas até eu lembrar dele, já impróprio para consumo.

Apesar disso, talvez por não estar em meio apropriado, ele não estava apodrecendo.

Resolvi, então, deixar ele aqui pra observar como é a evolução de um limão "morto" com o decorrer do tempo.

Bom, ele murchou, ficou com os gominhos a mostra e a casca endureceu. Cheirando ele bem de perto ainda se sente um pouco de sua essência, mas tem que prestar atenção.

Se eu pegar esse limão e deixar ele em um local onde não pegue chuva, umidade e nem sol, com pouca matéria orgânica, dado os devidos milhares de anos ele se calcificaria e viraria um tipo de fóssil (se chama fossilização, na verdade).

Obs.: Uma curiosidade, tem uma árvore que, com o tempo, fossiliza e vira pedra, não lembro qual e nem de onde.

Eu não fico exatamente pensando nisso o tempo todo, mas hoje, ao chegar aqui e ver o limão, me veio a cabeça um questionamento sobre o quão "duros" podemos nos tornar ao invés de morrermos e sermos consumidos pela terra.

A lição que tiro disso?

Na vida, quando você é esquecido, você tem duas opções:
1- Deixa que aquilo te apodreça e te destrua;
2- Fique firme, crie uma casca dura como pedra, mesmo estando morto por dentro.

Agora, me respondam, eu sou ou não sou foda por tirar lições de vida até de um limão esquecido? Isso porque vocês não viram meu texto sobre a barata que o blogger fez questão de não salvar e eu não vou reescrever.

Aliás, vale lembrar que este blog vai sofrer algumas mudanças.

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