terça-feira, 13 de outubro de 2020

não consegui ficar bêbado esse fds

 A descartabilidade do ser humano me intriga.

De madrugada estava eu deitado com meus pensamentos aleatórios, olhando pro teto, quando me lembrei de uma pessoa que conheci há alguns tantos anos atrás. Deve ter sido ali por volta de 2007.

Não éramos amigos, mas ela era amiga de um amigo e um primo.

Ainda assim, especialmente ali pra 2009, ela sempre estava conosco nos rolês (ainda não me habituei ao uso dessa palavra), porque amigos em comum e tal. Temos fotos juntos, inclusive.

Eu tinha ela no MSN e por termos gostos muito semelhantes com relação a música, sempre conversávamos sobre isso, trocando indicações.

Ela se mudou pra uma cidade mais distante. De repente, não a via mais no MSN, nem no Orkut/Facebook. Nem eu e nem ninguém da nossa turma em comum.

Resumo da ópera, ela virou evangélica (quem te viu...), casou, criou outro Facebook e não adicionou ninguém da galera.

Cara, tipo, foda-se, como eu disse não era uma amiga nem nada. Só falei dela como exemplo. A questão é o quão fácil parece ser pra algumas pessoas pra simplesmente abandonar toda a vida de antes pra criar uma nova. Saca, não era como se a vida anterior fosse algo nocivo, mas, né, cada um sabe de si.

Curiosamente, um dos amigos em comum (esse era amigo mesmo) fez algo parecido. Só que no caso dele eu sei bem os motivos.

Não é uma crítica, só um pensamento. Talvez eu fizesse algo assim caso sentisse que algo me faz mal e precisasse mudar drasticamente. Se for pra melhor, vai fundo, parceiro. Foi tipo o que parece ter acontecido com o Rodolfo dos Raimundos, a vida anterior dele fazia mal, ele mudou pra algo que ele considera melhor (apesar de ter virado meio bitolado). Ao menos ele voltou a falar com os caras da banda, achei isso bem legal, mesmo que eles não façam nada juntos. Podia acontecer com os caras do Angra e o Edu também, né?

Bom, como eu disse, não estou julgando ninguém, só expus algo que pensei nas minhas horas de insônia.

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