Este vídeo apareceu nos recomendados do Youtoba: https://www.youtube.com/watch?v=aqsL0QQaSP4
A música é meio ruinzinha, mas o vídeo é legal, me lembrou aquele clipe de uma música da Sia.
Um colega de escola me disse uma vez que todos os dias antes de ir pra aula ele se ajoelhava e rezava pedindo que um outro colega nosso faltasse, porque este colega fazia bullying diariamente com ele. Eu já vi ele chorar porque o dito cujo, junto com alguns outros, fizeram ele comer mato.
Pior de tudo é que eu não fiz nada pra mudar isso.
Mas é aquela coisa, se estavam zoando o cara é porque não estavam me zoando e isso é um sentimento bem comum dentre as pessoas que sofrem bullying, muitos até ajudam a encontrar outra vítima pra que o foco saia dele mesmo. É instintivo.
Comigo não conseguiriam fazer o tipo de coisa que faziam com o cara lá. Ele também poderia ter revidado, ninguém ali andava armado (hoje em dia já não arrisco dizer isso), mas, nesses casos, as maiores amarras estão na nossa cabeça.
Eu nunca fui exatamente um "alvo preferencial" de bullying. Os caras são covardes, escolhem pessoas claramente mais fracas. Claro, não é como se eu fosse uma montanha de músculos, eu era mais um magrelão alto, mas quando você tem 1,80m numa turma onde a média dos homens é 1,65m, filha da puta não vai arriscar.
Hoje em dia, com o maior acesso a informação e com as pessoas tendo voz, sabemos do imenso problema que é o bullying. No meu tempo de escola era diferente, ai de você se fosse na coordenação ou na diretoria reclamar sobre isso, ia sofrer mais uma humilhação, agora vindo de quem deveria zelar por você no ambiente escolar.
Só se salvavam alguns poucos professores e um dos inspetores. Anos atrás eu escrevi sobre isso após aquele cara matar 12 crianças do ensino fundamental em Realengo.
Inclusive, ainda sobre esse colega que sofria bullying pesado, o outro maluco parou de atacar ele porque na época um cara com características semelhantes havia matado tipo 30 pessoas numa universidade americana e o Fantástico passou uma reportagem relembrando casos semelhantes, incluindo aquele do cinema em São Paulo.
"Véi, eu vou parar de zoar o Fulano, vai que ele vem pra escola com uma Uzi e mata todo mundo, eu ia ser o primeiro a rodar..." - Foi o que ele me disse.
Hoje eu entendo bem a gravidade de tudo isso, imagino que seja até pior do que antigamente, porque além do bullying presencial ainda tem o cyberbullying que, muitas vezes, é mais nocivo.
As pessoas precisam conversar mais sobre isso, não só quando tem uma série que trata do assunto em cartaz na Netflix.
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