Alguém lembra do vendedor de salgadinhos que passava em Casa Branca lá pra 94~96?
Ele tinha uma perua kombi de cor clara, trazia vários sacos grandes (mesmo) de salgadinhos de todos os sabores, tinha até "salgadinho doce", que eram uns no formato de Fandangos, coloridos.
Minha mãe sempre comprava pra mim, era bem mais barato que os vendidos nos mercados.
Como caralhos eu fui lembrar disso?
Os bairros periféricos nos anos 90 tinham uma atmosfera diferenciada mesmo. Você, com seus 9 anos, podia ir no bar comprar cerveja e cigarro porque o dono do bar conhecia seu pai e sabia que ele quem havia pedido (não lembro de ter feito isso pro meu pai, mas pra um tio já).
Eu também gostava muito de um doce que vendia nesses bares que se chamava "teta de nega". Hoje tem outro nome, mas não consigo comer mais, muito doce.
Guarda-chuvas de chocolate, moedas de chocolate, dadinho (ainda vendem, custa bem caro, aliás) e até fucking cigarros de chocolate (que depois viraram lápis).
Haviam mais duas peruas que passavam perto de casa com frequência, a do verdureiro (uma perua azul/roxa, sei lá) e a do padeiro, que vendia pão a R$0,05 e rosquinhas a R$0,50. Esse verdureiro, aliás, foi o primeiro gringo que tive contato na vida. Sempre lembro dele quando passo na frente da casa onde ele morava, na descida que sai do centro pro Desterro. Ele nos contou, uma vez, que ele veio pro Brasil fugido da guerra, mas não lembro de qual país. Se quando eu era criança ele tinha uns 50 anos ou mais, hoje, se tiver vivo ainda, deve ter próximo de 80.
Me deu vontade de comer salgadinhos.
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