quinta-feira, 21 de junho de 2018

#MDL

Estava eu, novamente, passeando pelas listas do Spotify, quando me deparo com uma banda que eu não ouvia falar há uns bons 8 anos (ou mais). O nome da bendita é Dance of Days (ficou bem conhecida uma época pelo "hábito" do vocalista de se relacionar, digamos, de forma não-exatamente-legal com algumas fãs em idades não apropriadas).

Eu não ouvia essa banda na época, porque ela fazia parte da "emo wave" de 2005~2006. Cara, essas bostas realmente me irritavam, porque eu gostava muito de hardcore e o emo é uma subdivisão do hardcore (EMOtional hardCORE), então a galera vivia rotulando várias bandas hardcore de emo só porque tinham uma ou outra música mais emo. Acho que várias bandas sofreram com isso, Jimmy Eat World foi uma delas (apesar de não ser exatamente hardcore per si).

Traçando um paralelo 2006-2018, podemos dizer que hoje temos músicas bem bostas também, então botei pra ouvir uma playlist de emo nacional/internacional pra ver se minha visão havia mudado com o passar dos anos (ela ainda está tocando, inclusive, acabou de começar a tocar Broken, do Seether, que não é emo, tampouco hardcore)

Cara, realmente, tem música que simplesmente NÃO DÁ PRA ESCUTAR. Ruim demaaaaaaais. Salva algumas, mas a imensa maioria era e ainda é muito ruim. O que tem de bom nessa lista, dentro do que se encaixa no amplo espectro do hardcore, são justamente as bandas que vão mais pro lado do hardcore/post-hardcore. O que fica só no emo é muito ruim, especialmente as brasileiras.

Massssss... Essas porcarias me lembram muito essa época de merda que, fazendo um paralelo com a época de merda de agora, nem parecia tão ruim.

Sabe, pelo menos eu podia sentar na calçada com os parça e ficar falando bosta até tarde. Sério, acho que isso era a única coisa que me ajudava a sair da depressão fodida que eu tava.

E, como um grande ciclo filho da puta que é a vida, eu acabo voltando pra música A Lista, do Oswaldo Montenegro, e passo horas pensando sobre as desventuras da vida e tentando entender os motivos que nos levaram a tomar as decisões que tomamos.

E agora nem falo só dos amigos, mas da vida em si.

Por que eu não estou casado? Por que sábado vou em mais um casamento de um primo e não sinto a menor expectativa de que passarei por isso um dia? Por que não me mudei pra São Paulo em 2005? Por que acreditei que certas coisas não eram efêmeras como praticamente tudo que tange o campo das emoções humanas?

Se nem o Universo é eterno, por que outras coisas seriam?

Sejam estes os fatos, sejamos nós, portanto, os protagonistas.

Que este lugar me traga a paz que preciso, que, ao mesmo tempo, me aproxime e me afaste da realidade.
Sem culpas, sem medos, sem amarras.
Seja este, agora, meu Mural da Liberdade.

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